31 de dez de 2011

Segundo mês, segundas impressões.

No dia 25 de dezembro completei dois meses em solo americano. E é claro que, como todo bom brasileiro, eu deixei pra escrever sobre isso na última hora, no último dia do ano! ;)

Começando pelo idioma, já que o objetivo do intercâmbio era praticar e melhorar, eu digo que já aprendi, sim, várias palavras que eu nem imaginava como eram, mas mais importante que isso, eu perdi a vergonha de falar. Eu sentia vergonha de falar inglês com americanos, afinal eles poderiam entender algo errado. E eu também sentia vergonha de ser corrigida. Hoje as crianças me corrigem, ainda, mas sinto que é muito natural. E é ótimo para mim! Toda vez que eles me corrigem, eu repito e pergunto se pronunciei certo. O pequeno aproveita meus erros pra fazer piadinhas e eu acabo caindo na gargalhada!

Mas e o clima? A tão aguardada neve? Pois é, nem sinal de neve ainda! Hoje, por exemplo, saí durante a tarde usando só um sueter de lã, sem precisar de luvas ou algo mais. Enfim, quando o inferno branco chegar, lá fora estarei eu toda boba vendo neve pela primeira vez. E depois volto aqui para contar! ;)

Sobre compras, ainda continuo na fase de só adquirir o que me é necessário. Todo mundo sabe que salário de Au Pair não é dos melhores, e se você não se controlar, gasta os $195 semanais brincando! Ganhei casaco e botas do namorado, e comprei algumas calças e cosméticos (hidratante, lip balm). Ainda preciso de luvas. E o fato de nunca ter enfrentado um inverno americano, não tenho muita ideia de que roupas escolher.

Já que mencionei o namorado, fica aqui a confirmação: eu e Joel oficializamos o namoro neste mês. A história é longa, mas é muito bom, para nós, podermos expôr isso. E, claro, ele tem me feito muito feliz.

Também fiz algumas amigas. Marie, a alemã, e Marion, a francesa. Marie já está aqui há mais tempo, e Marion chegou há um mês. Me identifiquei muito com ambas e adoro a companhia das duas. Além de serem ótimas, ainda podemos praticar o inglês, afinal cada uma tem uma Língua Materna diferente. E, por mais estranho que possa parecer, não tenho nenhuma amiga brasileira com quem eu realmente saia, passe algum tempo. Conheci algumas e até nos vemos às vezes, quando alguma precisa de um favor, ou para combinar playdate para as crianças.

E a host family? Eles são ótimos! Minha host sabe dividir os papéis com muita sutileza. Eu não sou parte da família, sou só a au pair, mas a forma como ela me trata me deixa confortável para viver aqui. Às vezes tenho a sensação de que fui adotada por eles e estou me adaptando a esta vida. Ela sempre me convida para os programas em família, mesmo no meu dayoff, a não ser que eu já tenha planos. Se ela precisa da Minivan para sair com as crianças no meu dayoff, ela deixa o carro dela para mim. Enfim, ela é muito correta em relação às regras do programa, e também muito mente aberta. A gente conversa bastante, tudo é na base da negociação.

A vida aqui é dura, trabalha-se bastante. O cansaço é inevitável e há dias em que você não quer sair do quarto, de tanta preguiça. Porém, há muita coisa aqui para se viver, e isso faz com que as dificuldades não tomem conta da sua vida. É possível equilibrar momentos bons e ruins, e tirar proveito do que o país oferece.

Ah, feliz ano novo! ;)

29 de dez de 2011

E o Natal americano?

Depois de um mês sem escrever, cá estou eu para contar sobre o meu Natal em terras do homisfério norte.

Para começar a saga, eu vivo com judeus. Judeus não comemoram o Natal, e sim o Hanukkah. Para completar, as crianças passaram o Natal com o pai. Resultado: nada de Natal aqui em casa!

Como as crianças ficaram com o pai durante uma semana, minha host me deu a primeira semana de férias e eu fui passar o Natal em Boston, com o namorado (isso mesmo, mas este último é assunto para outra hora).

Na quarta-feira deixei as crianças na escola e outra au pair me levou até o metro. Como o pai ia buscá-los na saída, eu já estava off. De metro fui até Washington DC e lá tomei um ônibus até NY. Quatro horas de viagem, e então tomei mais um ônibus, agora para Boston. E lá se foram mais quatro horas de viagem! E é claro que Murphy mexeu os pauzinhos e colocou gente três vezes maior que eu do meu lado, em ambos os ônibus! ;)

Na quinta-feira, depois de ter descansado da longa viagem, eu e Joel saímos em busca da árvore de Natal perfeita! Já havíamos decidido que seria natural, mas eu não tinha muita ideia de como comprar uma aqui. Já tivemos um pinheiro natural no Brasil, em um Natal, mas papai fez todo o trabalho e eu só lembro da árvore ja em casa.

Lá fomos nós. Chegamos na floricultura onde havia diversas árvores já podadas, todas em pé. De todos os tamanhos e preços. Escolhemos uma e o vendedor começou o ritual. 


Tirou a árvore do suporte, colocou em uma máquina para chacoalhá-la (isso faz com que as folhas secas e até insetos caiam e você não leve mais sujeira do que o necessário para casa). Depois disso, aparou alguns galhos e colocou em outra máquina que a envolveu em uma tela, para poder transportá-la. 


Joel, o lenhador, carregou nas costas. Questão de honra, né!

Ao fundo, Flash em sua caminhada matinal, capturado pela câmera do iPhone 4. Só os bons entenderão! rs
Com árvore em mãos, ou no ombro, seguimos para a Target onde compramos os enfeites. De volta em casa, Joel foi trabalhar e ficou na minha responsabilidade a missão de decorar a nova aquisição.

Abri uma cerveja, e comecei os trabalhos natalinos. No Brasil eu sempre ajudei minha mãe nesta tarefa. Ou fazíamos juntas, ou eu preparava tudo pra estar pronto quando ela chegasse em casa. Decorar a casa para o Natal é uma coisa que sempre gostei de fazer, e minha família não passa um ano em branco.

Enfeites no lugar!

Um Feliz Natal, Yoda lhe deseja.

Com os presentes, antes da ceia.
Agora me diz: tem árvore de Natal mais Geek que a nossa?

A ceia foi bem legal. Estávamos entre brasileiros e cada um levou um prato. Eu fiz Sweet Potato, que foi o primeiro prato que comi quando cheguei na host family. Minha host me ensinou e, modéstia à parte, ficou igualzinha à dela! rs Enfim, comemos e bebemos MUITO!

À meia noite, abrimos os presentes. E um dos que ganhei, do Joel, foi awesome: um Buzz Lightyear! :D

Ao infinito, e além!
No domingo fomos visitar alguns amigos. E mais brasileirada reunida, desta vez para um almoço! Apesar de estar adorando conviver com americanos, foi com os brasileiros que me senti em casa. Mesa farta, cheia de gente, todo mundo bebendo à vontade e conversando diversos assuntos, barulho, cheiro bom de comida, risadas... Foi ótimo!

Na segunda eu e Joel fomos a NY. Passamos o dia todo batendo perna pela São Paulo americana, mas isso eu vou deixar para outro post.

Terça-feira foi dia de preguiça, de pedir uma pizza e ficar em casa se recuperando da loucura do Natal. Íamos andar por Harvard, em Boston, mas o cansaço falou mais alto.

Quarta-feira foi dia de voltar pra casa, em McLean. Passei o dia arrumando a mala. Detalhe: passei oito dias só com a bagagem de mão. Estou ficando mestre em fazer mala pequena para grandes estadias! rs

Meu voo saiu de Boston às 7:20pm e cheguei em Washington DC às 9pm. Viagem super tranquila, e um piloto foda que aterrissou sem a gente nem sentir o baque!

See you soon, Boston!
De volta a McLean, depois de ensinar o taxista a usar o próprio GPS, desfiz a mala, tomei um banho e corri pro conforto da minha cama. Ainda no caminho de casa, recebi da minha host o schedule para hoje, quinta-feira. As crianças não têm aulas até 2 de janeiro, o que significa que tenho alguns dias para acordar um pouquinho mais tarde e não preciso dirigir pra lugar algum! rs

Para terminar, fica aqui a minha promessa para o próximo post. Dia 25 completei dois meses desde que cheguei nos EUA, ou seja, vem update mensal por aí! ;)

See ya!

24 de nov de 2011

Um mês longe de casa!

Hoje é Thanksgiving e estava eu aqui tranquila na cozinha, passeando pelo Facebook e Twitter, enquanto a host family prepara tudo para o jantar. Já lavei toda a roupa das crianças e também já ajudei com o banho.

De repente me dei conta de que o tempo passou, ao ver posts Facebook das meninas que viajaram comigo. Todas comemorando um mês de USA!

Eu só completo um mês de USA amanhã porque tive problemas na minha conexão e passei um dia em Lima, Peru. Porém, hoje completo um mês fora de casa, de qualquer forma!

E o que aconteceu neste tempo? O que mudou? O que eu aprendi? Do que eu sinto falta?

Morar aqui sempre foi algo que eu quis muito. Eu já tinha em mente que não seria fácil e já vim preparada para as dificuldades. Só que as dificuldades ainda não aconteceram!

Eu tenho aqui uma host family maravilhosa! Minha host mom é super correta e segue todas as instruções do programa à risca. Se preocupa em dividir as 45 horas semanais certinhas, para que eu não trabalhe a mais. Mesmo assim, há semanas que trabalho algumas horas a menos, então quando ela me pede um favor, eu faço e não acho que ela esteja abusando.

Outro ponto muito legal é que ela se preocupa em fazer com que eu participe da rotina deles. Me convida para jantar, para sair com eles, mas sempre me dá a escolha de aceitar ou não, e nunca fica chateada se eu digo que prefiro ir a outro lugar ou ficar em casa.

Com menos de um mês aqui ela já confia em mim para usar o carro no meu tempo livre. Já fui a DC de noite e tudo o que ela me pediu foi para que eu lhe enviasse um SMS avisando quando chegasse lá e quando saísse de lá, para ela ter noção de quanto tempo eu levaria dirigindo e ela saber se estava tudo bem.

No final de semana passado fui para Boston e ela também teve o mesmo cuidado, ou até mais. No início da semana ela foi comigo até o aeroporto só para eu aprender o caminho e ver como funcionava o estacionamento, porque eu iria deixar o carro lá enquanto estivesse fora.

Muitas au pairs reclamam quando os hosts querem saber onde vão, com quem vão, se vão demorar etc. Eu venho de uma família cuidadosa, com pais que sempre fizeram questão de conhecer meus amigos e saber o que eu estava fazendo, portanto eu adoro esse cuidado que a minha host tem quando não estou trabalhando.

Costumo dizer que aqui é assim: quando estou trabalhando, ela é realmente minha chefe e faz todo o cronograma das atividades que tenho para fazer, apesar de eu administrar o meu tempo, mas quando estou de off, ela é bem mãezona e se preocupa em saber se estou bem, se quero usar o carro, se quero ficar com eles ou se tenho outros planos, coisas assim.

Isso não é porque ela é chata ou controladora. Acontece que agora ela é responsável por mim aqui. Se algo acontece comigo, imaginem o tamanho do problema que ela terá para resolver! Então, é bom mesmo saber de tudo o que está acontecendo. Eu faria o mesmo.

Quanto a mim, não tive realmente muita dificuldade em me adaptar. Experimento e gosto da maioria das comidas que eles fazem, já faço minhas comprar no mercado (a host compra para mim as comidas do dia-a-dia, e eu compro os "extras", como refrigerante), me viro com o idioma quando vou a algum lugar.

A única coisa aqui que eu ainda não me adaptei, ou ainda não criei uma rotina para mim, é com o fato de que eles não almoçam. Eles tomam café ao acordar e depois só sentam à mesa, e cozinham de verdade, no jantar. O almoço é sempre algo rápido, como um sanduíche ou um café. As crianças levam lanche para a escola, porque saem depois do meio dia - e cada um em um horário diferente - e por isso não precisam de almoço. Um dia ou outro eu cozinhei almoço para mim, mas ainda é estranho não ter um horário para isso.

Quanto às comprar e ao dinheiro, eu ainda estou naquela fase em que preciso de tudo! De pinça de sobrancelha a casaco de inverno! Já comprei algumas coisas básicas, mas ainda preciso de roupas para trabalhar - quero moletons - e sapatos "para sair" - estou só com tênis e uma bota.

Ainda não tenho muitos amigos e não sai de balada. Eu sempre fui bem caseira e no Brasil costumava sair muito sozinha. Aqui, por enquanto, não está sendo diferente. Como tenho o carro à minha disposição, não dependo da disponibilidade das outras au pairs para sair, e por isso acabo andando sozinha. Vou ao shopping, ao mercado, já fui em um show, e planejo um cinema para o próximo final de semana.

Mesmo ainda não tendo muitas amizades, procuro sempre conversar com duas meninas que estão mais próximas. Ainda não conseguimos sair juntas, mas já fizemos um playdate, em que as crianças ficam brincando enquanto as au pairs podem ficar juntas conversando.

Todo mês também tem o Au Pair Meeting, que é uma reunião cujo objetivo é fazer com que au pairs se conheçam e possam surgir amizades. O primeiro em que estive presente foi na Fire Station, ou Corpo de Bombeiros, e conheci algumas meninas. O próximo será Madame Tussauds, famoso museu de cera, em DC. Talvez as brasileiras não estejam presente, mas eu vou mesmo assim. Indo sozinha será uma ótima oportunidade para me enturmar com o pessoal dos outros países.

Quanto ao idioma, tanto a minha host quanto a mãe dela já me disserM que meu Inglês é realmente bom. Minha host até sugeriu que eu faça a prova para o TOEFL sem fazer curso antes, e use a bolsa de $500 para estudar algo diferente, e até relacionado à minha área.

Já tenho minha Social Security e minha conta bancária. Ainda neste mês providenciaremos a minha Driver License e também escolherei o curso que quero fazer, pois as aulas começam em janeiro.

Enfim, meu primeiro mês aqui foi muito bom! Não tenho motivos para reclamar, só para agradecer! ;)

14 de nov de 2011

3 Doors Down - Time Of My Life Tour

Então ontem foi o último show da banda 3 Doors Down, da turnê Time Of My Life, e eu fui!

Antes de sair do Brasil, eu já sabia que este show aconteceria em Washington DC, no Constitution Hall. Aliás, antes de a minha host family fechar o match comigo, eu já estava de olho no show! rs

Eu chegaria na casa da minha host family no dia 28 de Outubro e o show aconteceria dia 13 de Novembro, ou seja, nem um mês depois de eu já estar com eles. Por conta disso, não fiz muitos planos. Sabia que iria morar a 25 minutos de DC, mas não fazia ideia de quanto tempo eu levaria para poder usar o carro sozinha.

A minha sorte é que minha host é muito mente aberta, super liberal. Conversamos muito sobre qualquer coisa, então senti que poderia pedir a ela, pois logo na primeira semana ela já deixou o carro sob a minha responsabilidade.

Outro dia estávamos no carro e começou a tocar Kryptonite. Foi a deixa para eu contar para ela sobre o show! Eu disse que adorava a banda e que eles iriam tocar em DC. Antes mesmo de eu pedir, ela disse que eu poderia ir, porque seria em um domingo - dia de folga - e eu não chegaria tarde.

Os dias passaram e eu deixei um pouco de lado, porque tinha ainda receio de dirigir até DC. Porém, no sábado passado, véspera do show, comentei com ela e seu namorado sobre e perguntei se era muito difícil chegar lá. Eles me deixaram tranquila quando me mostraram o mapa e me disseram que em, no máximo, 30 minutos eu conseguiria chegar.

Comprei o ticket no sábado à noite - o namorado da minha host me ajudou e pegamos um lugar foda: 5 fileiras de distância do palco - e programei meu domingo. Minha host e o namorado prepararam um mapa com as direções mais simples para chegar lá, além de deixarem também salvo no GPS. Ah, e ela também pediu para que eu mandasse SMS quando chegasse lá, quando saísse e quando chegasse em casa. Eu admiro a preocupação dela!

Lá fui eu com a cara e a coragem para DC, dirogindo sozinha! Fui ouvindo 3 Doors Down para aquecer, misturado com a voz da senhorita que habita o GPS e dita as direções.

Muito fácil chegar lá, apesar de ter que usar a rodovia para isso. No Brasil eu ficava apavorada quando caia no Anel Viário, e nunca peguei pista de verdade. Aqui, eu não tenho medo, e não sei explicar o porquê. Mentira, eu sei: se eu não fizer por mim, quem fará?

Mas chega de bla bla bla! O importante é que cheguei sã e salva em DC, e depois em casa. Agora é hora de falar do show!

Quando cheguei, fui buscar meu ticket no guichê onde são entregues os que foram comprados pela internet. Só precisei mostrar o comprovante e meu passaporte, e em minutos já estava em mãos e esperando na fila para entrar.

O legal neste lugar é que os lugares a venda eram realmente cadeiras, como em um teatro. Claro que o pessoal ficou em pé, mas cada um em frente à sua cadeira e sem empurra-empurra. A melhor coisa é ter cadeira numerada. Você pode chegar atrasado, mas se comprou um bom lugar, ele estará lá e vago. Mas não basta ter organização, as pessoas precisam respeitar o espaço do próximo, e aqui eles o fazem.

Cheguei em cima da hora (estava marcado para as 7pm), então logo que entrei a banda de abertura já começou a tocar. Quando encontrei meu assento, me dei conta do quão perto do palco eu estava! No palco, estava a banda Pop Evil, que de pop não tem nada! Eles fazem um som puxado para o metal. Não é o estilo que eu gosto, mas tenho que concordar que os caras são bons! Se entendi dizerem direito, eles são novos e era a primeira vez tocando em DC.

Pop Evil
Terminado o show deles, pouco mais de meia hora, foi a vez de arrumarem o palco para Theory of a Deadman entrar! Corri para comer algo, e voltei faltando poucos minutos para começarem. As luzes já estavam apagadas!

Theory of a Deadman
Theory of a Deadman no palco, e eu fui ao delírio! Era difícil acreditar que eu estava vendo, ali na minha frente, uma das minhas bandas favoritas! Os caras são canadenses e fazem um som ótimo! Eu nunca imaginei que pudesse vê-los um dia. E o Tyler, vocalista, estava tão gato quanto nos clipes! HAHAHA

Tyler. Why so handsome? :D
Não me lembro ao certo de todas as múscas, mas eles tocaram tanto do disco mais novo quanto dos antigos. Tocaram minha amada Meant To Be, a linda All Or Nothing, fizeram um sing along com Hate My Life, e finalizaram com Bad Girlfriend, outra música que me leva ao delírio! rs

O show deve ter levado por volta de uma hora, não lembro ao certo. Perdi totalmente a noção do tempo! Só me recordo que cheguei em casa por volta da meia noite.

Mais uma pausa, e era hora de deixar o palco pronto para 3 Doors Down fechar a noite! Sai rapidinho para ver o que tinha para conprar, e voltei com folga para esperar o show.

O palco estava lindo! Um telão ao fundo reproduzia imagens ligadas às músicas e também imagens da banda durante o show. Foi perfeito!

3 Doors Down

3 Doors Down, a banda patriota, terminou sua turnê em Washington, DC. Este foi o último show da turnê e eu pude estar presente. Impossível descrever tudo o que senti, a cada música.

3 Doors Down

Novamente, não lembro todas as músicas, mas ele tocaram tanto as do disco novo, Time of my Life, quanto dos demais. Tocaram as saudosas Away From The Sun e Loser. Chorei cantando Here Without You. Me diverti com Kryptonite e me acabei com When I'm Gone, com a qual eles encerraram o show. Aliás, esta últina sendo tocada com a bandeira dos EUA no telão, ao fundo, foi emocionante!

Cada música, cada palavra. Tudo aquilo parecia inacreditável! Jamais imaginei que um dia os veria, e tão perto! E é claro que eu corri para comprar a camiseta da turnê, assim que o show terminou!

3 Doors Down fechando o show com When I'm Gone.

Ter ido sozinha foi a melhor coisa, sinceramente. Curti cada música comigo mesma. Cantei, dancei, fotografei, gritei, chorei. Eu estava bem comigo mesma, estava tendo ali o meu, só meu, momento. Fiz jus ao nome da turnê! rs

Deste domingo ficou uma lição: irei a todos os shows que eu tiver a oportunidade! :D

4 de nov de 2011

Primeira semana e a adaptação

Passado o final de semana, já na casa da família, é hora de trabalhar!

Esta semana não fiz um schedule muito fixo. Fomos organizando no dia anterior. Apesar da correria, foi tudo bem! Eu não lembro ao certo a ordem em que tudo aconteceu, mas vou tentar descrever aqui de qualquer forma.

Na segunda só levei o pequeno para a escola. As meninas vão mais cedo, e a host levou. Já de cara ela me deu a chave do carro, mas foi comigo, me dizendo as direções.

Levamos o pequeno e fomos ao supermercado. Lá ela fez as compras da semana e também comprou algumas coisas que gosto.

De tarde buscamos cada criança em um horário e no final da tarde saimos para pedir doces (trick or treat), afinal, era Halloween! Andamos muito, muito mesmo!

Na terça, acordei um pouco mais cedo e fomos levar as meninas e o pequeno. A host foi junto, me dizendo as direções. Aliás, ela fala durante o caminho todo! Quer contar tudo, mostrar tudo, uma confusão!

Depois fomos na Bed, Bath and Beyond, uma loja que vende tudo de cama, mesa e banho. Comprei algumad coisas para o meu quarto e uma chapinha que não gostei e vou devolver. Almoçamos em um lugar que serve comida judaica e dividimos dois lanches, para experimentar. Aliás, fazia 25 anos que minha host não comia carne vermelha!

Ainda na terça, fui buscar a molecada sozinha! Na verdade, a host foi me seguindo com o carro dela, nas na hora de voltar ela foi por outro caminho, porque tinha compromisso, e aí peguei o caminho da roça confiando no GPS. Para ir da casa até a escola foi tudo bem, mas para voltar... Me perdi e fui parar na estrada! O bom de ter GPS é que ele calcula a rota de qualquer ponto, mas errar uma rua não é nada legal de qualquer forma!

Na quarta, a host ainda foi junto levar a molecada. Depois demos entrada na minha Social Security, fomos na Target fazer compras e almoçamos no Chipotle. Depois buscamos todo mundo e, no final da tarde, a host levou as crianças para a casa do pai.

Ainda na quarta, tive au pair meeting de noite. A coordenadora veio me buscar e fomos para o prédio do corpo de bombeiros. Lá conheci outras au pairs e assistimos a uma palestra sobre prevenção de acidentes domésticos. Aliás fica aqui um comentário off-topic: bombeiros americanos não têm graça nenhuma, prefiro os brasileiros! lol

Na quinta-feira já fui levar e buscar toda a molecada sozinha, sem a host me seguindo. No intervalo em que as crianças estavam na estudando, fui para o shopping, e é claro que fiz mais compras! Depois de buscar todos, fui para um parque con outras au pairs, onde ficamos conversando enquanto a criançada se matava de correr!

Finalmente na sexta, o foi menos corrido! Levei só o pequeno para a escola, depois fiquei em casa até o horário de ir buscá-lo. A host buscou as meninas, e no fim da tarde levei os três para a casa do pai.

Tudo aqui é muito diferente. Eles só jantam todos juntos, sentados à mesa. O restante das refeições é feito todo na corrida, na loucura.

Tenho me acostumado com as ruas e o carro aos poucos. Farei ainda um post sobre como é dirigir aqui, mas já adianto que é fácil e é tudo muito bem sinalizado.

Quanto à família, eu tento participar de tudo o que sou chamada. Tento não fugir muito dos costumes deles, afinal eu é que sou uma estranha aqui.

Eu e minha host conversamos muito. Ela também tem se sentido mais à vontade para me contar algumad coisas da vida dela, e também para me perguntar sobre a minha.

O bom do schedule maluco de levar as crianças para a casa do pai, é que eu posso ter un calendário do ano todo já sabendo quando serão minhas folgas e posso me organizar, planejar algo.

Neste primeiro final de semana de folga aproveitarei para abastecer o carro sozinha - ela foi comigo um dia da semana - e também para andar pelo shopping com mais calma.

O único inconveniente desta semana foi a TPM que bateu forte hoje, sexta-feira, mas foi só respirar fundo e me ocupar com um jantar e ficou tudo bem!

A primeira semana passou voando! ;)

30 de out de 2011

Primeiras impressões sobre idioma e comportamento

Neste post não falarei sobre o programa de au pair em si. Quero falar sobre mim. O que já senti aqui e o que eu acho importante ter em mente antes de deixar o seu país. Quero repetir este tipo de post em alguns meses, para ver o que mudou.

O imprevisto que aconteceu com a minha conexão em Lima, Peru, foi a primeira coisa que poderia ter sido ruim, mas que consegui transformar em uma experiência positiva.

Ainda no aeroporto eu precisei entender o problema, pedir informações, me certificar de que estava segura, conversar com a escola para combinar a minha chegada e avisar meus pais.

O mais importante foi me acalmar antes de ligar para qualquer telefone. No aeroporto mesmo, um funcionário me tranquilizou e, até pegar as malas, eu já estava conversando com eles e sorrindo. Quando cheguei no hotel, pude fazer os telefonemas necessários com calma e foi tudo resolvido.

Nesta experiência eu percebi o quão importe é estar calma e saber um segundo idioma. Já fica aqui uma dica: se quer ser au pair, estude! Imprevistos acontecem e em muitas situações você estará sozinha e não terá tempo de usar dicionário.

Já nos EUA, me deparei com diferentes sotaques do mundo todo! Consegui entender tudo, mas requer mais atenção enquanto a pessoa está falando. Olhar para o rosto da pessoa ajuda muito, além de isso ser um gesto educado.

Você vai querer estar com as pessoas do seu país, sim, e vocês ficarão juntos na maior parte do tempo. Porém, quando eu preciseva de ajuda, para usar a internet ou saber a voltagem das tomadas, por exemplo, eu perguntava a qualquer au pair que não fosse brasileira, exatamente para aprender a seguir instruções, perguntar, explicar o que preciso.

No tour em NYC precisei de ajuda para sair do Rockafeller Center. Estava andando com as brasileiras, mas elas seguiram o fluxo e acabamos no metrô.

Me separei delas sem medo, pois lá dentro é cheio de seguranças e no andar em que estava havia muitas lojas. Eu poderia perguntar direções tanto para os seguranças quanto para os lojistas. No meio do caminho, encontrei as colombianas e foi ótimo, porque precisei explicar o que queria. Depois pedi ajuda aos seguranças e pronto. Nada de pânico e em minutos eu já estava fora do prédio.

O que eu quero dizer com isso é: nunca dependa de outra pessoa, nem fique somente com grupos da mesma nacionalidade que você. Querendo ou não, você só vai usar a sua Língua Materna entre eles, e quando você usar Inglês, sempre terá um para te responder no seu idioma, porque é mais fácil. Não tenha medo de estar sozinho, muito menos de falar com pessoas de outras nacionalidades. Em Inglês, todo mundo se entende! E se estiver em grupo, tome iniciativas ou então toda situação vira um looping de um perguntando para o outro e todo mundo dizendo que não sabe o que fazer. Autonomia e liderança são duas coisas importantíssimas. Se você não tem, desenvolva.

Sobre comportamento, especialmente a respeito das comidas, as brasileiras reclamaram a semana toda. Uma não tomou café no último dia porque não gostou nem do pão. Pois é, aqui não tem filãozinho! rs

Na nossa zona de conforto nós temos tudo aquilo que estamos acostumados a ter há anos. Tudo é familiar, temos nossas preferências e achamos tudo normal. Aliás, achamos que, por ser nomal para nós, o mundo todo tem que ter os mesmos costumes. Ops, ledo engano!

Por que uma pessoa decide fazer um intercâmbio? Por que uma pessoa decide deixar o seu país por livre e espontânea vontade? Por que escolher um lugar tão oposto ao seu país de origem?

Eu escolhi fazer intercâmbio porque queria experimentar uma cultura diferente da minha, com um idioma vindo de outra origem que não o Latim, com um clima que nunca verei no meu país e costumes os quais ainda não possuo. Vale a pena lutar tanto para chegar aqui e continuar vivendo como no Brasil? Não.

Saudade de casa eu vou sentir e comparações são inevitáveis, mas querer que tudo aqui seja igual ao que tive durante 26 anos em casa é ficar preso àquilo que deixei para trás exatamente para experimentar algo novo.

Portanto, me diverti em todas as refeições. Foi super bacana chegar e perguntar ao funcionário o que tínhamos no dia para o cardápio. Se eu ia gostar ou não, já era outra história! Só na quinta que não peguei peixe no jantar, porque eu realmente não como nenhum tipo. Nas outras refeições, experimentei de tudo um pouco. Até na salada eu me arrisquei!

Ter ovos mexidos, bacon ou sausage, e suco de laranja no café da manhã é super diferente para mim, mas é preciso entender que isso é uma questão de costume para eles. Eles não usam sal na comida e isso não é ruim, é apenas diferente. O arroz que comi esta semana não estava ruim, estava diferente daquele que estou acostumada. O gosto é outro, mas não é ruim. Tenho certeza que daqui alguns meses estarei acostumada ao novo paladar.

Nada impede de eu preparar um super jantar brasileiro, comida bem tempeirada, e minha host não gostar. Afinal, não faz parte do costume dela, e isso não quer dizer que a nossa comida é ruim. É muito importante entender a diferença entre ser ruim e ser diferente. As mexicanas levaram balas apmentadas que elas adoram, faz parte do paladar delas, mas que todo mundo achou estranho. São ruins? Não. São apenas diferentes dos demais.

Dizer que só no Brasil sabe-se fazer café ou qualquer outra coisa, é uma hipocrisia sem tamanho! Aliás, meus pais conheceram um italiano no clube onde acampam. Mamãe fez café e ele experimentou, disse até que era o primeiro café que estava tomando no Brasil. Ele também disse a ela que o café na Italia é mais forte. Ele achou ruim? Não, só diferente.

Reclamar que aqui é de um jeito, e dizer que no Brasil é de outro, não vai matar fome nem resolver problema. Se você optou por estar fora da sua zona de conforto, permita-se fazer parte desta nova vida. Assim você se ocupa com novas experiências e a saudade de casa fica bem mais maleável.

Aqui na casa da host family, minha host me pergunta o tempo todo o que estou acostumada a fazer ou a comer no Brasil e ela se preocupa em ter coisas parecidas. Eu já falei para ela relaxar, porque estou aqui para aprender e experimentar. E é claro que ela já me disse para ficar à vontade e cozinhar algo brasileiro qualquer dia, que eles vão adorar experimentar também.

Outro ponto interessante que percebi na semana de treinamento é que, por diversas vezes, me vi nas outras meninas. Eu sou a mais velha das brasileiras e isso me fez observar bastante o comportamento delas. Percebi que meus pais tinham razão quando me diziam que ainda não era hora de viajar. Se eu tivesse vindo logo aos 19 anos, eu já teria me desesperado muito com as situações que passei, porque não saberia lidar com elas e nem saberia me expressar em Inglês como sei hoje, e o meu ano só está começando!

Então fica aqui de dica: não saia de casa por birra ou porque você acha que seus pais não te entendem. Eles te entendem tão bem, que sabem até quando será o melhor momento para você passar por uma mudanca drástica em sua vida. Claro que cada um amadurece ao seu tempo, uns mais cedo e outros mais tarde, mas se os pais não tivessem importância em nossa vida, seríamos todos sozinhos e não faríamos parte de uma família.

Outra dica é: open your mind! Antes de arrumar as malas, esta é a primeira coisa que você precisa fazer. Aceite as diferencas, esteja disposto a experimentar. O que ficou no Brasil estará lá quando você voltar, então não precisa carregar com você o tempo todo. Permita-se a conhecer o novo, saia da zona de conforto. Só assim você irá aproveitar seu intercâmbio ao máximo!

E por último, mais uma: estude o idioma oficial do país para o qual você está indo. Aquilo que você aprende em sala de aula é muito importante, mas na prática você terá muito mais desafios, e serão eles que lhe farão ter aquela sensação de poder ter o que quer. ;)

Segundo dia e a festa de Halloween.

Ontem acordei por volta das 8:00, mas demorei um pouco para sair do quarto. Minha host havia dito para eu ficar à vontade e dormir o quanto quisesse, mas quando sou visita não consigo acordar tarde.

Eu pensei que talvez as crianças fossem me chamar, porque na noite anterior ele estavam falando do que teríamos para o café. Quando subi, eles estavam quietinhos tomando café e assistindo TV.

Fiz meu café também, comi e fiquei pela sala com eles. Quando a host desceu, conversamos um pouco sobre o que precisamos fazer a respeito do programa de au pair.

Depois disso, fui buscar os presentes e os doces. Entreguei e todos adoraram! O pequeno gostou tanto dos chinelos, que calçou e não quis mais tirar. Usou até para ir na festa de Halloween.

No almoço, o amigo da minha host ajudou. Ela fez ovos mexidos e torradas, e ele fez fatias de bacon temperadas com páprica. Tudo muito bom!

Ovos mexidos, bacon e torrada.
Depois do almoço eu experimentei as fantasias (bruxa e Cryola), e a mais velha me ajudou a escolher. Decidimos pela fantasia de bruxa, porque serviu certinho em mim. Ainda de tarde, minha host saiu com o amigo para buscar o carro novo (vou ficar com o usado), e me pediu para ficar com as crianças. As meninas ficaram nos quartos e o pequeno me chamou para vê-lo jogando Wii.

Fico bem de bruxa? LOL
Quando chegaram, nos arrumamos e fomos para a festa. Antes, passamos na CVS para eu comprar uma meia calça - e minha host escolheu uma rendada, porque é sexy! Haha - e comprei também anti-alérgico. Foi lindo as duas fabtasiadas dentro da loja! Nesta parada, começou a nevar. Leve, mas nevou. Minha host ficou toda animada de me mostrar os flocos caindo no casaco. Foi legal!

Na festa, conheci outras brasileiras, mas estavam trabalhando. Fiquei um pouco com elas e um pouco com a minha host. Aliás, ela me disse o que tinha para beber e também que eu poderia beber o que quisesse, pois não estava trabalhando. Perguntei se poderia beber cerveja. Ela agradeceu por eu ter perguntado, e ficamos ali conversando enquanto bebia e comia pizza. Havia bastante crianças também e não ficamos muito tempo, porque as "minhas" têm hora para dormir.

Cerveja e pizza, em uma house party. Adorei!
Chegando em casa, todos tomaram banho e vestiram pijama. Fomos para o cinema, no basement, e assistimos Nightmare Before Christmas.

Foi uma guerra quando entrei no conema. Os três gritando para eu sentar ao lado! Me sentei ao lado do pequeno e disse para as meninas que no próximo eu sentarei entre elas.

Durante o filme, o pequeno pediu que eu coçasse as costas dele. Fiz um pouco, perguntei se estava OK e parei. Nisso, ele fez uma carinha de indignado e me perguntou se eta só aquilo! Pergutei se ele queria mais, e ele disse que sim. Ele é fofo demais!

Depois do filme, todos foram para suas camas. Eu desci para o meu quarto, arrumei o que estava fora do lugar e fui dormir. Foi a minha segunda noite aqui e tem sido ótimo! Não tenho problemas para dormir e eles também não fazem barulho.

Sinceramente? Eu acho que as coisas estão acontecendo de uma forma melhor do que eu esperava. Eu sei que problemas virão, mas se eu conseguir ter um bom começo e uma boa adaptação, sei que as dificuldades serão só detalhes a mais. ;)

28 de out de 2011

Primeiro dia na casa da Host Family

O dia começou no café da manhã, e finalmente tivemos bacon e ovos! Comi bem, como nos outros dias, e fui para a reunião antes de ir para a casa da host family.

Na reunião nos deram algumas dicas sobre como cumprimentar a família ao chegar, e instruções sobre como deixar o quarto do dormitório.

Minhas coisas já estavam todas arrumadas. Só peguei a roupa de cama para deixar no hall, devolvi a chave e fui para o ônibus.

Éramos 12 au pairs indo para a mesma região. Todas nervosas, exceto eu.

Brasileiros! Quelita, Natalia, Eu, Daniela e Matheus.

Deixamos a escola às 9:00 e até o ponto final - o meu - longas 8 horas de estrada. Chegamos no ponto de encontro por volta das 17:00 e minha host já estava esperando.

Desci e fui cumprimentá-los. Primeiro a do meio, depois o mais novo, a mais velha e, por fim, minha host mom. Cumprimentei todos com abraço, e eles foram bem receptivos.

No carro, fomos todos conversando. O pequeno mostrando o que fez na escola, a mais velha lendo no Kindle, a host me mostrando o caminho pelo GPS...

Em casa, eles haviam feito desenhos para mim. Na porta de entrada, o desenho da garota do meio. No meu quarto, um desenho feito pela mais velha. E o pequeno deixou o desenho dele no quarto dele. Pedi para os mais novos me falarem a respeito dos desenhos, e eles me contaram uma super história! rs

Ainda no hall, eu falei que queria um big hug com os três. Eles vieram correndo e me abraçaram, dando muinta risada. Foi super gostoso! Pois é, americanos não são frios. ;)

Me mostraram a casa toda, os quartos, garagem, meu quarto, tudo mesmo. A casa é linda! Tão grande, que tem até aademia e cinema. É a casa dos sonhos de qualquer au pair, e eu nem sabia, porque não pedi fotos e minha host também não se prepcupou em me enviar. Mas isso não importa! ;)

Enquanto eles me mostravam a casa, mamãe ligou no celular da host. Quando ela me passou, mamãe estava super feliz por ter conseguido se comunicar. Pois é, não é só a minha vida que está mudando!

Porta retrato com as fotos do meu application.
Todos queriam mostrar o meu quarto. Descemos - fica no basement, junto do cinema e da academia - entramos no quarto. Minha host mostrou tudo e, em cima da cômoda, um porta retrato com as minha fotos que estavam no aplication. Tem também um ponto de TV a cabo, e ela me disse que vai deixar uma TV no meu quarto também.

Depois de mostrarem tudo, minha host disse que um amigo viria e faria o jantar. Perguntei se podia tomar banho, e ela me falou pra fazer o que eu precisasse.

Tomei banho e, enquanto me vestia, as crianças mais novas bateram na porta. Terminei de me vestir, abri a porta, eles me mostraram um brinquedo, e eu disse que ia pentear o cabelo e subiria em seguida. A do meio subiu e o pequeno ainda me perguntou o que eu ia fazer mesmo. Disse que ia pentear o cabelo e subir. Ele me perguntou por que, e eu disse que era porque estava molhado e bagunçado. Ele me olhou por alguns segundos e disse "ah, mas eu gosto de você assim!". Morri, claro! ;)

Na cozinha, a host tomava uma taça de vinho enquanto fazia um tipo de purê de sweet potato (uma batata alaranjada e doce) com marshmellows. O pequeno sentou e estava jogando Nintendo DS. Sentei ao lado dele, e minha host me ofereceu uma taça de vinho. Aceitei e fiquei ali conversando com ela enquanto o pequeno me mostrava o jogo. A do meio voltou e perguntou para a mãe quanto tempo eu vou ficar aqui. A host disse que um ano, ou mais. Perguntei à garota quanto tempo ela queria que eu ficasse. Ela deitou no meu colo e disse "ah, uns 8 anos!". Pois é, ela já me ama! rs

O amigo chegou, as crianças me apresentaram super animadas, e ele começou a cozinhar. Fez uma carne vermelha, em bifes grossos, mal passada, com um tempeiro ótimo! As crianças arrumaram a mesa e minha host foi mostrando como tudo funciona na cozinha.

Sentados à mesa, eles escolheram o meu lugar, porque os três me queriam por perto. Cortei a carne para o pequeno, as meninas fizeram sozinhas, e o jantar foi ótimo! A mistura da carne com o purê doce ficou muito boa! Eu nunca havia comido algo assim é super diferente do que estou acostumada, mas é muito gostoso!

Depois todos ajudaram a tirar a mesa, e enquanto a host levou as crianças para o quarto, fiquei conversando com o amigo dela. Ele me ensinou que aqui mão se fala subway para o metrô, que é "metro" mesmo. Aliás, ele fala bem rápido, mas consegui entender bastante.

A host voltou, me disse que eu poderia dormir quando quisesse e o quanto quisesse. Me pediu para ficar com as crianças no dia seguinte por algumas horas, porque ela vai comprar p carro novo. Eu ficarei com o usado, uma Minivan, e ele é lindo! DVD atrás para as crianças, GPS para mim e tudo mais.

Pedi acetona para ela, pois não é permitido trazer na mala e minhas inhas estavam horríveis! Ela trouxe e em seguida as crianças mais novas vieram me pedir para ler um livro. Subi com eles, e a host agradeceu. Li dois livros infantis, claro, eles se divertiram e deitaram. A host subiu para dizer boa noite e disse que me ouviu lendo. Que vergonha! rs

Sentei novamente na cozinha com a host e o amigo dela, para saber que horas ela precisaria de mim. A kid mais velha voltou, fez massagem nas minhas costas, e me disse que quando eu experimentar as fantasias de Halloween - eles compraram duas opcões para mim - ela vai fotogragar e me ajudar a escolher uma.

Desci para o meu quarto e desfiz a mala. Arrumei o closet e o banheiro, e guardei a mala vazia. Meu quarto é nuito aconchegante! Não tem luz, só luminárias, o que o deixa bem preguiçoso! rs

A noite foi bem agradável. Minha host perguntou várias coisas sobre o Brasil, explicou muita coisa daqui também. Quando eu não entendi, pedia para ela dizer denovo, e com as crianças também estou agindo assim. Está bem fácil entendê-los e também dizer o que quero. Quando não sei uma palavra, explico e eles me dizem o que é.

Agora são 8:50 am. Já estou acordada há algum tempo. Hora de me arrumar e subir, pra ver como será o café da manhã com eles. Ah, e hoje provavelmente irá nevar. Estamos todos ansiosos! Eu, por ver neve pela primeira vez. Eles, por me mostrarem pela primeira vez. Tô curtindo cada minuto aqui!

See you! ;)

NYC Tour

Times Square embaixo de chuva!
Ontem foi o dia do tour por NYC. Depois do tour, quem quiser pode subir no The Top Of The Rock, para ver a cidade pelo observatório. Ambos são pagos, e algumas host families presenteiam a au pair com isso.

Na terça-feira, durante a aula, a professora tinha alguns tickets e disse que algumas au pair reeberiam, porque era uma surpresa da host family. Eu recebi um, e a surpresa era uma cesta com boné, squeeze, post it, tickect para o tour e para o The Top Of The Rock, e um gift card de $10 para refeição.

O dia do tour começou com chuva. Quando acordei, ouvi o barulho. Já era previsto, mas quem quer un tour por NY embaixo de chuva?

Acordamos cedo, tomamos café e fomos para o workshop de comunicação. Depois voltanos para a aula e de repente soou o alarme dr incêndio. Afinal, todo dia é uma emoção diferente!

Evacuamos o local e fomos para outro prédio. Vieram os bonbeiros, constataram que não era nada, e liberaram o prédio. Pois é, aqui é tudo muito rígido e eles prezam pela segurança. Mesmo já sabendo que bão havia fogo, chamaram os bombeiros por uma questão de procedimento.

De volta à aula, a professora, Joen, nos entregou o certificado de cumprimento do treinamento. Para isso, ela colocou o tema de Rocky Balboa para tocar e fez pose pra tirar foto com cada um.

Joen, a professora.

E então, finalmente, fomos para os ônibus, que partiram em direção a NYC.

Chgando lá, a maioria optou por uma volta na balsa que sai de Manhatan e passa em frente à Estátua da Liberdade. Passa bem longe, aliás.

Natalia, Quelita e eu, na balsa.

Assim que voltamos, retornamos ao ônibus e fizemos o tour pelas principais ruas. O guia foi no ônibus, narrando tudo. É bem cansativo e as meninas ficaram loucas. Como vou ficar em una região próxima e sei que retornarei, não me empolguei muito com o tour de ônibus embaixo de chuva.



















Terminado o tour, o ônibus nos deixou na entrada do The Top Of The Rock. Subimos os 67 andares um elevador cujo teto é trabsparente e são projetadas imagens. Achei divertido!

Já lá em cima, não deu nem para ir olhar pelos binóculos porque estava chovendo muito. Além disso, a visibilidade estava péssima também. Eu olhei pelos vidros mesmo e logo desci.

Mas é claro que me perdi e não conseguia encontrar a saída! Com as brasileiras, fui parar no metrô - porque nenhuma delas parou para ler as placas e quando eu disse para onde deveríamos ir, ainda desdenharam -. Voltei por onde eu inaginei ser o certo, de acordo com as placas, e encontrei as colombianas. Estas foram comigo procurar ajuda e depois até próximo à saìda - perguntei a uma segurança e ela me mostrou o caminho.


Apesar de todos os imprevistos, foi um dia bom. Cada dia que passa aqui, percebo que tenho conseguido me comunicar melhor. Falar inglês está sendo mais fácil do que eu esperava! ;)

26 de out de 2011

A semana de treinamento

Cheguei na terça-feira de manhã, portanto perdi a reunião de boas vindas na segunda e parte da primeira aula da manhã na terça. Mas tudo bem, porque o famoso vídeo "Never Shake a Baby!" foi parte da tarde, na aula.

As salas de aula dividem as au pairs de acordo com a região para onde irão. Os dormitórios também, mas neste caso as nacionalidades também sæo separadas e podem ficar, no máximo, 3 meninas em um mesmo quarto. No meu quarto somos eu e Hanna, a austríaca.

As aulas são todas sobre crianças. Segurança, desenvolvimento, etc. Não achei tão boring quanto as meninas dizem por aí em seus blogs. A professora, Joan, é divertida e cheia de fazer piada.

Hoje, quarta-feira, tivemos um workshop sobre segurança, com um policial, com direito a café e Donuts. Pra ele, claro! Mas no fim ele acabou distribuindo. Foi bem legal, porque ele fez muita piada, parecia uma série de comédia! rs

Outra coisa que vejo muitas meninas reclamarem pelos blogs é a comida da escola. Eu não achei tão ruim assim. Outro dia teve algo com peru, que eu realmente não gostei, mas também não fiquei esbravejando. Comi o que gostava e pronto. Hoje mesmo teve peixe, e eu não gosto, mas comi tabtas outras coisas que não tenho do que reclamar.


Hoje no café tivemos ovos, sausage, cereais, café, leite, pães, manteiga, banana e maçã:


No almoço tivemos salada, legumes, arroz, frango empanado, limonada e bolo:


No jantar tivemos salada, legumes, macarrão, peixe, pães, limonada, chá, bolo e laranja:


Sinceramente? TUDO diferente do que estou acostumada. Porém, comi muito bem, não posso dizer que passei fome. Aliás, as refeições estão sendo bem divertidas para mim. Estou gostando bastante de descobrir tudo novo.

Claro que a comida aqui não é a melhor do mundo e tem cara de merenda. A pessoa que serve, põe no forno as bandeijonas com a comida pronta e tá tudo certo! rs

Fiz também um vídeo andando pelo campus, indo para a aula e depois para o almoço:



Amanhã é dia de tour por NY e sexta vamos para as casas das host families. Ansiedade? Ah, bobagem! ;)

Pra terminar o post, deixo uma dica simples: quando pensar em sair do seu país, da sua zona de conforto, primeiro abra a sua cabeça para o novo. Tenha sempre em mente que o seu paí, sua cultura e seus costumes ficaram temporariamente para trás. Assim você tira proveito de mais coisas, e até das ruins.

25 de out de 2011

Hello from USA!

Finalmente em terras americanas. E finalmente com um tempo livre.

Claro que a aventura no Peru não poderia terminar boring. Ainda passei por algumas emoções até chegar na terra do Tio Sam.

Ontem sai do hotel às 20:30. Antes de jantar já havia deixado a mala arrumada. Quando subi, só escovei ps dentes, peguei a mala e desci.

Fui para o aeroporto, fiz o check in tranquilamente, subi em direção aos portões de embarque e parei na Starbucks. Pedi meu Frapuccino, pedi a senha da internet, e estava lá tranquila quando lembrei do cabo do iPod. Revirei a mochila, e nada! Voltei correndo para o hotel e pedi para procurarem. Claro, estava lá.

Com o cabo do iPod em mãos, voltei para o aeroporto. Já haviam confirmado o portão de embarque: 18. Fui até lá e, enquanto esperava, anunciaram que o portão havia mudado, agora para o 22. Pensei "lá vem!".

Essa foi a única mudança e logo embarcamos. Desta vez, minha poltrona era na janela.

Sobrevoando os EUA, antes de aterrissar.
O voo foi tranquilo. Quer dizer... Estava eu dormindo, quando ouço o sinal de aviso aos passageiros. Uma aeromoça dizia que um passageiro estava passando mal e que caso houvesse um médico a bordo, era para se apresentar.

Impossível não lembrar da cena de Lost em que o Jack corre para socorrer um passageiro desmaiado, e é o Charlie.

Enfim, tratei de me acalmar, pra não ter mais un passageiro passando mal! rs

Foi cansativo, mas deu tudo certo. Desembarcamos em NY às 8:30, conforme o previsto. Passamos por todo o processo de imigração e liberação da bagagem. Em seguida, logo encontrei a pessoa que estava me esperando.

Cheguei na universidade por volta das 10:00. A diretora da escola de treinamento e algumas outras pessoas vieram recepcionar. Fui direto para a aula, e na hora do almoço fui levar minha bagagem para o quarto. No intervalo durante a tarde, fui até os dormitórios para ligar em casa e ba volta me perdi.

Esse lugar é grande demais! Merece um vídeo do trajeto do dormitório até as salas de aula.

Tem au pair do mundo todo aqui, e minha roommate, Hanna, é austríaca. Assim eles forçam a gente a falar inglês o tempo todo, o que é regra por aqui. Tem todo tipo de sotaque, todo tipo de gente. Todo mundo se virando, perguntando, explicando. Bem legal!

Ah, e pra terminar bem o dia, minha host me mandou um kit com tickets para o tour por NYC e no Rockafeller Center, além de guloseimas e um gift card. Eu adorei, porque iria fazer o tour de qualquer forma.

Acho que é só!

É tanta coisa nova, tantas impressões, que nem sei por onde começar. Vou contando aos poucos, e o que eu achar mais interessante.

See you soon! ;)
Kit que ganhei da host! :D

24 de out de 2011

E então, eu fui parar no Peru!

Estava tudo pronto para o embarque. No domingo de manhã terminei de arrumar a mala, papai saiu para deixar o carro em ordem, mamãe preparou coisas que gosto para o almoço e meu irmão testou o Skype para ensiná-los a usar.

Esperávamos sair de Limeira às 14:00, mas atrasamos um pouco e saímos por volta das 14:30. Meu irmão foi dirigindo o carro de papai, e a cunhada também estava presente.

Chegamos no Aeroporto Internacional de Guarulhos pouco antes das 17:00, conforme o esperado.

Com pouco movimento, o aeroporto estava calmo. Para o check in, nem fila havia nos guichês da LAN Airlines. Então fui logo providenciar o que tinha para ser feito.

A atendente pegou meu passaporte, a folha com os dados do voo (o e-ticket) e o endereço de onde eu ficaria nos EUA (passei o da minha host).

De repente, a atendente me disse que estava tendo um problema com o sistema e que o mesmo não estava retornando para ela que meus dados estavam OK. Aguardei um pouco, encontrei uma outra au pair, tentanos novemente e tudo certo.

Com as passagens em mãos, me despedi da família e fui para o dalão de embarque. Lá, as demais au pairs foram chegando aos poucos.

O voo era às 20:10, e às 19:30 já estávamos em pé, ansiosas, começando a fila para o embarque!

Viajamos de classe econômica. Não é a melhor acomodação do mundo, mas também não tenho do que reclamar. Aliás, sempre vejo pessoas reclamando sobre as refeições durante o voo. Tivemos, para o jantar, nhoque, um pãzinho, um pedaço de bolo e bebidas. Eu achei que foi o suficiente e até gostei da comida.

Foram 4 horas de voo super tranquilas. Ótimas condições climáticas, nenhuma turbulência, nenhum imprevisto. Foi minha primeira viagem de avião e eu amei! Tirando o barulho das turbinas, você nem sente a aeronave se movimentar. Parece que está parada, tudo calmo e teanquilo! rs

Chegamos no aeroporto em Lima faltando cerca de 30 minutos para a conexão até NY. Logo que encontramos o nosso portão de embarque, meu nome estava sendo anunciado.

Me dirigi ao balcão, falando Inglês enquanto eles me respondiam em Espanhol. A atendente não falava muito bem Inglês, mas me entendia.

O problemas foi que o mesmo erro de sistema ocorrido no Brasil voltou a acontecer em Lima. Meu visto está ok, a passagem estava comigo, ou seja, tudo p que dependia de mim estava correto. O problema estava no sistema, que não conseguia identificar a minha conexão.

Os atendentes fizeram todos os procedimentos que podiam. Umas 5 pessoas estavam ali tentando resolver tudo. Um deles falava melhor em Inglês e fez o intermédio entre me explicar o que aconteceu e retornar minhas perguntas à companhia.

As demais au pairs ficaram comigo ao lado do balcão até o último minuto, até irem buscá-las para entrar no avião. Foi muito importante tê-las do meu lado, me dando força. Por fim, elas partiram e eu tive mesmo que ficar.

A solução foi emitir um ticket para o próximo voo. O inconveniente era que este voo só aconteceria no dia seguinte, novamente às 23:55.

Fiquei desesperada! Onde eu iria dormir? E como eu iria comer? A moeda aqui é o Sólo, eu só tinha Dólares e as casas de câmbio dentro do aeroporto já estavam fechando (nessa altura da novela, já passava da 1:00). Estava morrendo de fome e cansada.

A companhia emitiu meu ticket para o novo voo e me disse que me acompdariam em um hotel, com as refeições pagas. Me deram 2 cartões telefônicos - me disseram que eu poderia usar quantos precisasse, afinal ainda precisava avisar a escola em NY, a Cultural Care no Brasil, e também meus pais - e ainda me pagaram uma pizza individual com Coca-Cola no aeroporto, antes de ir para o hotel.

Fizemos todo o procedimento de imigração - no Peru não precisa de visto, mas tem que passar pelos peruanos com cara de bravos iguais ais cônsul americanos do Consulado - e também todo o processo de liberação de bagagem. Preenchi inúmeros formulários, mas 2 funcionários me acompanharam durante todo o processo até o hotel.

Cheguei no hotel depois das 2:00. Emitiram tickets para eu almoçar e jantar - o café da manhã é gratuito - e me deram a chave. Um funcionário me acompanhou até o quarto, varregando monha bagagem. Perguntei por internet e ele foi buscar um cartão com usuário e senha. Pedi também uma Coa-Cola - estava morrendo de sede -, mas esta não está inclusa no "pacote", então ela me custou 3 dólares e será paga na minha saída.

Assim que entrei no quarto, liguei para a Au Pair Training School, em NY. Passei os dados do novo voo e fui informada de que uma pessoa estará me esperando no aeroporto quando eu desembarar.

Liguei para os meus pais, já era quase 5:30 no Brasil (2:30 aqui em Lima). Mais calma, expliquei aos meus pais o que havia acontecido e contei como estava. Eu fiquei bem depois que me acomodei.

Tomei um banho e me deitei. Demorei um pouco para dormir, pois estava ainda agitada. Porém, estava muito cansada e lá pelas 3:30 o sono apareceu.

Hoje acordei às 8:00, me arrumei e desci para o café. Me servi de suco de laranja, pães, presunto, queijo e manteiga.

Depois um garçom, que estava fazendo omeletes, se ofereceu para preparar algo. Pedi com bacon e queijo. Enquanto ele cozinhava, me perguntou de onde era. Quando disse Brasil, ele me perguntou como dizer "obrigado" em Português e contou que esteve em São Paulo há 5 anos.

No almoço, tive duas opções de pratos, por conta do tipo da minha hospedagem. Pedi a primeira opção, com arroz, carne vermelha e batatas. Me serviram a entrada, o prato principal e a sobremesa. Tudo muito saboroso. Não estranhei nada!

No jantar, novamente duas opções optei pela segunda, com massa. Me seviram, como no almoço, entrada, prato principal e sobremesa.

Durante o dia aproveitei para descansar no quarto. Assisti séries, un filme, e ainda dormi um pouco.

Quando o seviço de quarto foi arrumar a cama, me diverti mais uma vez conversando com os peruanos. Desta vez, o assunto foi o futebol.

Durante a minha estadia fui muito bem tratada. Todos aqui foram gentis e pacientes quando tive dúvidas sobre como usar o telefone, ou pagar o que quis consumir além dos tickets.

Não precisei comprar moeda, pois o hotel trabalha tanto com Sole quanto com Dólar.

Sinceramente, me surpreendi comigo mesma. Mantive a calma, consegui resolver os problemas e ainda consegui relaxar.

Adorei a experiência de conhecer pessoas de um outro país, de falar inglês e ouvir espanhol. Foi tudo muito proveitoso. Eu voltaria a Lima para visitar, com certeza! ;)

E agora, que venha a semana em NY! \o/
Quarto do hotel.
Aeroporto em Lima.

23 de out de 2011

Até mais, e obrigada pelos peixes!

Finalmente, o tão famoso "last post from Brazil"!

Escrevo em meio à correria. Documentos em cima da cama, mochila esperando os últimos itens, mala já fechada. Em pleno domingo, acordei cedinho pra dar tempo de fazer tudo. E é claro que quase não deu! rs

Antes de sair, ainda vou deixar sobre a cama as roupas que serão doadas, e amanhã mamãe as levara ao Paula Victor, que é a casa espírita que frequento. Aliás, levo comigo dois livros da doutrina, os quais serão minha fonte de força tanto nos momentos bons quanto ruins.

Deixo aqui uma vontade de ficar, de correr pro colo de mamãe e não sair mais. Porém, chegou a hora de sair do ninho, de andar sozinha. Maior que isso, chegou a hora de realizar um sonho. Um grande sonho!

Você sabe o que é esperar 10 anos para realizar algo? Pois foi o que esperei e não reclamo do tempo que isso levou. Só tenho a agradecer, às pessoas que estiveram do meu lado nesta caminhada e, principalmente, à Deus.

Nestes últimos meses tive a comprovação de que Deus sabe exatamente o que fazer por nós. Foram diversas provações, algumas derrotas, alguns aborrecimentos. Mas eu nem imaginava que a hora certa seria me dada com tanta alegria, tantas coisas boas juntas! Só Ele poderia me proporcionar isso. E Ele não me abandonou, em momento algum.

Não tenho muito o que dizer hoje. Acho que todos os detalhes da caminhada pré-embarque foram contadas. Agora começa uma nova fase, e eu espero poder continuar compartilhando tudo isso aqui no blog, e principalmente com as pessoas que amo.

Fica aqui meu agradecimento às pessoas que estiveram do meu lado, seja ajudando fisicamente, seja em pensamento positivo. Sei de cada um que esteve comigo nesta caminhada, e serei eternamente grata. E eu volto. Eu sei que volto! ;)

Sem vocês, eu não teria conseguido. Amo vocês! ;)

Então, Brasil, até mais! E obrigada pelos peixes!

22 de out de 2011

Arrumando as malas

Arrumar as malas para a minha primeira viagem de avião não foi nada fácil! Não que eu queira levar a casa toda comigo, mas em relação ao que pode, e o que não pode carregar.

Como vou viajar pela LAN, fui direto ao site deles, na área sobre bagagens. Algumas dúvidas ainda persistiram, e cheguei a ligar na ANAC para fazer algumas perguntas que talvez tenham sido bobas.

Comprei uma mala média, para 23Kg, na intenção de levar pouca coisa, e já tinha uma mochila a qual usarei para carregar a bagagem de mão. Aliás, a mala despachada escolhi com o puxador embutido, para garantir que a delicadeza dos serviços aéreos não o quebrem! rs Difícil mesmo foi decidir o que iria na mala despachada e na de mão.

Sobre carregar líquidos, a atendente da ANAC me disse que na mala despachada não pode exceder 2Kg, e cada embalagem não pode exceder 0,5Kg. Na bagagem de mão, é permitido somente 1L, e cada embalagem não pode exceder 100ml.

Mochila pesando 4,5Kg e mala pesando 21Kg.

Vou tentar listar o que estou levando, mas é claro que esquecerei algo... Ah, e levarei um casaco impermeável na mão.

Mochila:

  • 1 pasta com documentos
  • 1 jeans
  • 1 legging
  • 1 baby look
  • 1 par de meias e lingerie
  • 1 pijama
  • 1 par de Havaianas
  • 2 livros
  • 1 dicionário
  • 1 óculos de grau (o antigo e a caixinha do novo)
  • 6 gibis (presente para as crianças)
  • 1 escova de dentes
  • Acessórios para cabelo
  • Celular
  • iPod Touch
  • iPod Shuffle
  • Cabos USB
  • Carregadores
  • Fones de ouvido
  • Bandeira do Brasil
  • Anticoncepcional (do mês, com receita)
  • Remédios para dor de cabeça, enjoo, que não necessitam de receita.

Mala despachada:


  • 1 toalha de banho
  • 1 toalha de rosto
  • 1 jeans
  • 8 blusinhas
  • 1 camisa da seleção
  • 2 camisas do São Paulo
  • 2 jaquetas
  • Meias e lingerie
  • Shampoo e condicionador (300 ml cada)
  • Leave-in
  • Creme para as mãos
  • Pasta de dente
  • Desodorante (roll on)
  • Sabonete, saboneteira
  • 1 Perfume
  • Absorvente
  • 1 par de All Star
  • 2 pares de Melissa (sapatilhas)
  • 1 bolsa pequena (vazia)
  • Chapinha
  • Cintos
  • Pincéis de maquiagem
  • Maquiagem
  • Batons
  • Esmaltes
  • Kit unha (alicate, espátula, lixa, lenços removedores, esmaltes)
  • Kit costura (agulha, linha, alfinete)
  • Anticoncepcional (para os demais meses) e Bepantol Creme, com receita
  • 4 pares de Havaianas (para a host family)
  • Cremes e sabonetes da Natura (para host mom e LCC)
  • Paçoquinha e leite condensado (para as host kids)


Quase tudo em cima da cama, esperando pra ser organizado.

Acredito que eu esteja dentro das normas quanto aos líquidos, pois coloquei todos em um saco plástico tipo Zip Lock, e nenhum dos frascos excedeu 0,5Kg. Na bagagem de mão, o único líquido que estou levando é um spray nasal, de 50ml, com receita.


Perfume, cremes, pasta de dentes, desodorante, esmaltes, todos os líquidos e de consistência cremosa eu coloquei em um saco plástico grande, tipo Zip Lock. Pesei e tudo não passou de 2Kg. Ufa! rs

As maquiagens (pó, blush e sombras) e os esmaltes eu envolvi, um por um, em plástico bolha, e depois coloquei em um saco plástico. Lembrando que os esmaltes ficaram no saco que só contém líquido/creme

Uma coisa legal: coloquei cada pé do meu All Star em um saquinho plástico comum, porque está sujo. Na hora de fechar o saquinho, enrolei o que sobrou em volta dele, e isso fez ele abaixar as laterais. Fiz com a intenção de não sujar a roupa, e acabei resolvendo um problema (pequeno) de espaço! rs


Referente aos alimentos, também coloquei o leite condensado em um saco plástico tipo Zip Lock. Estou levando totalmente na sorte, pois não encontrei normas da companhia para esse tipo de item. Já vi muitas meninas dizerem que levaram alimentos deste tipo e não tiveram problemas. Se não aceitarem, paciência.

Eu sei que muitas coisas eu vou encontrar lá, principalmente os itens de higiene. Eu decidi levar do Brasil pelo simples fato de não ter que sair pra comprar logo que chegar, nem ter que pedir emprestado! rs

Para uma primeira viagem, acho que até me controlei! Há meninas que estão levando mala grande, ou até duas. Eu quis colocar um limite, até para ficar mais fácil para carregar. Já basta a loucura que será pisar em um aeroporto pela primeira vez! ;)

21 de out de 2011

Primeiro Andar

- Já vou.
- Será?
- Eu quero ver...  O mundo, eu sei, não é esse lá.   

Por onde andar? Eu começo por onde a estrada vai. E não culpo a cidade, o pai. Vou lá, andar. E o que eu vou ver? Eu sei lá...   

Não faz disso esse drama, essa dor! É que a sorte é preciso tirar pra ter. Perigo, é eu me esconder em você.   

E quando eu voltar, quem vai saber? Se alguém numa curva me convidar, eu vou lá. Porque andar é reconhecer, olhar...   

Eu preciso andar um caminho só. Vou buscar alguém, que nem sei quem eu sou.
Eu escrevo, e te conto o que eu vi. E me mostro de lá pra você. Guarde um sonho bom, pra mim!   

Eu preciso andar um caminho só. Vou buscar alguém, que nem sei quem eu sou. 

(Los Hermanos - Primeiro Andar)




É assim que entendo essa música, como um diálogo de despedida. E é assim como me sinto agora, também.

Eu estou saindo de casa. Pela primeira vez, vou andar sozinha. Estou deixando para trás a minha família, o meu país.

Tenho data para voltar? Tenho. Mas o que vai acontecer até lá, eu não sei.

Tenho apoio total dos meus pais. Eles sempre souberam que a minha maior vontade era sair de casa, aprender a ser independente. Estamos todos tentando não pensar no que pode acontecer, pois tudo é incerto e nada é permanente. Esperamos conseguir vivenciar cada passo como deve ser, conforme acontecer.

Vai doer? Vai. Vou sentir saudade? Vou. Porém, não há mudanças se não há dor. Toda escolha traz coisas boas e ruins. Se não houvesse o medo, as provações, de que valeria tentar algo novo?

E faltam só dois dias para o embarque...

20 de out de 2011

Última semana no Brasil

Em teoria, a última semana no seu país, antes de começar o ano de Au Pair, deveria ser para você curtir sua casa e sua família. Eu disse: em teoria. Doce ilusão!

Desde o meu último dia de trabalho, 11 de Outubro, não consegui parar um só minuto! Tive só uma semana e meia para ajeitar tudo para a viagem. E como tem coisa pra fazer! Quanto mais se faz, mais aparece.

Comprar mala, decidir o que levar, lavar as roupas que quer levar, comprar presentes, comprar itens pessoas, imprimir a papelada da passagem, assinar rescisão no antigo emprego, organizar documentos, pedir receitas para médicos, decidir o que fazer com a conta bancária, ter dúvidas, ligar, perguntar, ficar louca!

Só sabe o que é tudo isso, quem vive isso!

No dia 14 de Outubro me despedi de poucos bons amigos. Os que estiveram presente são, sem sombra de dúvidas, os mais especiais e mais queridos. Quem não foi e não se deu o trabalho de dizer o porquê ou se desculpar, realmente não merecia estar lá. Sinto muito.

No dia 16 de Outubro me despedi da família. Apesar de alguns imprevistos, e da chuva, foi um dia agradável! Família não precisa de muito pra ser especial. Estar presente, ou querer estar, já é o suficiente para saber o que sentimos uns pelos outros.

Nesta última semana fiquei com o carro dos meus pais à minha disposição, para resolver tudo relativo à viagem. Eu amo dirigir, mas vou confessar que isso me cansou - e muito - nesta semana! Quase todo dia sai cedinho e só voltei depois das 14h. Haja pernas, braços, paciência!

Comprei presentes para a host family e a LCC, comprei itens pessoais, fiz uma Procuração Pública, busquei receita médica, comprei remédios, comprei doces para o picnic do treinamento e também para as crianças, liguei na ANAC para tirar dúvidas sobre a bagagem, imprimi toda a papelada do kit embarque, comprei casaco, lavei algumas roupas que estavam usadas e queria levar. Quase enlouqueci! Quer dizer.. Faltam 3 dias até o embarque, ou seja, ainda dá tempo de enlouquecer! rs

Dica: a Procuração Pública permite que você nomeie uma, ou mais, pessoa com a responsabilidade de responder por você em diversas situações. Emitir segunda via de documentos, receber reembolso, movimentar e encerrar conta bancária, vender e comprar em seu nome, renovar CNH, ou seja, inúmeras tarefas. É necessário requerer a Procuração em cartório e custa aproximadamente R$ 143,00. 

Minha mala está cheia, mas desorganizada. Preciso ainda separar um tempo para organizar tudo dentro dela. Até agora está pesando 14,6Kg e espero chegar, no máximo, em 20Kg. Também ainda preciso separar o que vai na bagagem de mão (levarei uma mochila).

Só de pensar que meu último final de semana no Brasil já está batendo à porta, o coração fica apertado! Tudo é pela última vez, e isso faz a gente pensar bastante no que fomos até então.

Este último final de semana será para se despedir da minha casa. Almoçar comidinha de mamãe, na companhia de papai, irmão e cunhada. Não há nada melhor do que isso! E é uma pena não poder carregar isso comigo a vida toda.

Chega uma hora que é necessário sair do ninho. Por mais que isso vá causar dor, também irá proporcionar um aprendizado imensurável. E quando você tem um objetivo claro e fixo, você consegue contornar as dificuldades e fazer com que elas tornem-se lições que contribuirão com o seu amadurecimento. ;)

Carta de Custeio

Quando eu acho que já contei todos os detalhes, me lembro de algo mais! rs

Neste post eu vou deixar o modelo de Carta de Custeio que usei para levar no Consulado, no dia da entrevista para o visto. Não me pediram para apresentá-la, mas o seguro morreu de velho. Não é?

Quando uma outra pessoa paga sua viagem, seja parente ou não, é importante ter em mãos esta carta, pois ela vale como um documento que prova que outra pessoa está responsável por arcar com todos os gastos da viagem, caso lhe peçam para provar tal informação.

Limeira, 20 de Outubro de 2011

CARTA DE CUSTEIO


Eu, (NOME DE QUEM ESTÁ PAGANDO A VIAGEM), brasileiro, casado/solteiro/divorciado/etc, RG nº (NÚMERO DO RG), inscrito no CPF sob nº (NÚMERO DO CPF), residente à (ENDEREÇO, NÚMERO, COMPLEMENTO, BAIRRO, CEP), na cidade de (CIDADE - ESTADO), DECLARO, para única e exclusiva finalidade de comprovação perante o CONSULADO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA no Brasil, que a viagem de estudos e trabalho (Programa Au Pair) presenteada à minha filha/sobrinha/enteada/neta/etc, (SEU NOME), portadora do Passaporte nº (NÚMERO DO PASSAPORTE), residente no endereço acima indicado, à cidade de (CIDADE E ESTADO PARA ONDE VAI), nos Estados Unidos da América, com embarque no dia (DIA, MÊS E ANO DO EMBARQUE) e retorno no dia (DIA, MÊS E ANO DA VOLTA), será totalmente custeada por mim, incluindo os custos de inscrição no Programa Au Pair, emissão do visto consular, passagem aérea, gastos pessoais e seguro de viagem.

Sendo a verdade, firmo a presente em uma única via.  

(NOME E ASSINATURA DE QUEM ESTÁ CUSTEANDO A VIAGEM)

Pronto! Agora é só alterar os dados colocando os corretos, e reconhecer firma em cartório.

A carta deve estar em nome da mesma pessoa que você informou no DS-160 sobre estar pagando a viagem.

19 de out de 2011

Sobre quando pedi demissão

Quando me inscrevi na Cultural Care, estava desempregada, mas procurando emprego. Afinal, no programa de Au Pair não dá para prever quando você vai viajar. Todo o processo pode levar 3, 5, 8 meses. Difícil determinar!

Uma semana antes do meu aniversário, no dia 27 de Junho, entrei em contato com a Cultural Care. Tudo corria bem quando, exatamente no meu aniversário, dia 6 de Julho, acordei com o celular tocando: era uma das pessoas do RH da Ci&T, me chamando para uma entrevista.

Aceitei na hora, claro! Me programei para ir à Campinas e por sorte meu irmão não teve aula no mestrado no dia da entrevista, 11 de Julho. Lá fomos nós para Campinas, procurar onde ficava o Pólis de Tecnologia.

Cheguei lá, conversei com as pessoas que fariam a entrevista e fiz três provas. Todo o processo levou aproximadamente 3 horas. Voltei a Limeira e aguardei o resultado. No dia 16 de Agosto recebi a proposta, e no dia 22 de Agosto comecei a trabalhar.

Work station.
A Ci&T é uma empresa indescritível. Só quem já fez parte, ou faz, sabe o que é viver a Ci&T. Aquilo não é só uma empresa. Ali você joga em um verdadeiro time de profissionais, e não tem tempo ruim nem nas horas a fio trabalhando duro!

Meu tempo lá foi bem curto. Quando entrei, decidi que não desistiria do intercâmbio, mas que deixaria o consulado decidir o meu destino, pois só poderia viajar com o visto em mãos. E assim foi feito! No dia 31 recebi o email da host mom e o restante da história já contei aqui.

No dia 26 de Setembro, dia da minha entrevista no consulado, pedi o dia com antecedência e não fui trabalhar. Na terça-feira voltei, tudo normal, mas queria esperar o passaporte chegar para então pedir a demissão. Aquela semana foi muito intensa. 

O passaporte chegou na semana seguinte, na terça-feira, e na quarta eu pedi minha demissão. Porém, não foi nada fácil!

Eu estava certa do que faria. Já estava decidido: pediria demissão e teria ainda duas semanas até o embarque para resolver todas as pendências. Pedir demissão é fácil, já fiz isso antes! Não na Ci&T...

Quando chamei meu Mentor e meu Support Master para conversar, o coração apertou. Em tão pouco tempo, aquele time já havia me acolhido, eu já fazia parte dele, todos os meninos ali me tratavam como se eu já estivesse ali há anos!

Contei para eles a minha trajetória, e disse que iria embora para realizar o meu sonho. O meu Support Master ficou sem palavras, pois fez o mesmo no passado. Me disse que ele era suspeito para palpitar, mas que ele me dava a maior força para ir. Mas eles também me contaram quais eram seus planos para mim dentro do time. Aí a balança pesou.

Eram duas oportunidades muito fortes, duas coisas que sempre almejei. O intercâmbio, e o emprego em uma grande empresa fazendo o que gosto. E agora, o que dizer? O que decidir?

Sabe quando você era criança, e diante de uma situação de escolha, você procurava o olhar de aprovação de sua mãe para lhe ajudar a decidir? Pois é.. Naquele momento eu desejei, mais do que nunca, que minha mãe pudesse estar ali para me ajudar. Eu estava sozinha, e só eu poderia decidir o que era melhor para mim.

Decidi pelo meu sonho. Eles me deram o maior apoio e me deixaram as portas abertas.

Come to the dark side!
Aos poucos os Mentores e Líberos foram contando aos demais sobre a minha saída, e com isso eles começaram a se interessar pelo intercâmbio e me fizeram dezenas de perguntas. Muitos lá já viajaram para diversos países, em férias, então estes também me encheram de dicas sobre viagens. Todos queriam saber um pouco, ou aconselhar um pouco. A minha última semana lá foi a melhor em toda a minha vida profissional!

Já sinto falta de todos eles, de todas as piadas - engraçadas ou não -, de todas as risada, de eles me chamando de "Bicudinha". Eles foram sensacionais! Todas as dúvidas que tive sobre o trabalho, eles tiveram muita paciência para me ensinar. 

No último dia, 11 de Outubro, antes de ir embora, deixei com eles o meu Darth Vader do McDonalds, que ficava em cima do meu gabinete (ou CPU, como queiram chamar), em cima da mesa. Assim terei certeza de que estarão bem protegidos! rs

Espero, de coração, que um dia eu possa voltar a fazer parte da Ci&T. Foi a melhor empresa por onde passei e, se eu tiver uma próxima chance, agarrarei com unhas e dentes a oportunidade de, novamente, estar jogando naquele time! ;)