30 de out de 2011

Primeiras impressões sobre idioma e comportamento

Neste post não falarei sobre o programa de au pair em si. Quero falar sobre mim. O que já senti aqui e o que eu acho importante ter em mente antes de deixar o seu país. Quero repetir este tipo de post em alguns meses, para ver o que mudou.

O imprevisto que aconteceu com a minha conexão em Lima, Peru, foi a primeira coisa que poderia ter sido ruim, mas que consegui transformar em uma experiência positiva.

Ainda no aeroporto eu precisei entender o problema, pedir informações, me certificar de que estava segura, conversar com a escola para combinar a minha chegada e avisar meus pais.

O mais importante foi me acalmar antes de ligar para qualquer telefone. No aeroporto mesmo, um funcionário me tranquilizou e, até pegar as malas, eu já estava conversando com eles e sorrindo. Quando cheguei no hotel, pude fazer os telefonemas necessários com calma e foi tudo resolvido.

Nesta experiência eu percebi o quão importe é estar calma e saber um segundo idioma. Já fica aqui uma dica: se quer ser au pair, estude! Imprevistos acontecem e em muitas situações você estará sozinha e não terá tempo de usar dicionário.

Já nos EUA, me deparei com diferentes sotaques do mundo todo! Consegui entender tudo, mas requer mais atenção enquanto a pessoa está falando. Olhar para o rosto da pessoa ajuda muito, além de isso ser um gesto educado.

Você vai querer estar com as pessoas do seu país, sim, e vocês ficarão juntos na maior parte do tempo. Porém, quando eu preciseva de ajuda, para usar a internet ou saber a voltagem das tomadas, por exemplo, eu perguntava a qualquer au pair que não fosse brasileira, exatamente para aprender a seguir instruções, perguntar, explicar o que preciso.

No tour em NYC precisei de ajuda para sair do Rockafeller Center. Estava andando com as brasileiras, mas elas seguiram o fluxo e acabamos no metrô.

Me separei delas sem medo, pois lá dentro é cheio de seguranças e no andar em que estava havia muitas lojas. Eu poderia perguntar direções tanto para os seguranças quanto para os lojistas. No meio do caminho, encontrei as colombianas e foi ótimo, porque precisei explicar o que queria. Depois pedi ajuda aos seguranças e pronto. Nada de pânico e em minutos eu já estava fora do prédio.

O que eu quero dizer com isso é: nunca dependa de outra pessoa, nem fique somente com grupos da mesma nacionalidade que você. Querendo ou não, você só vai usar a sua Língua Materna entre eles, e quando você usar Inglês, sempre terá um para te responder no seu idioma, porque é mais fácil. Não tenha medo de estar sozinho, muito menos de falar com pessoas de outras nacionalidades. Em Inglês, todo mundo se entende! E se estiver em grupo, tome iniciativas ou então toda situação vira um looping de um perguntando para o outro e todo mundo dizendo que não sabe o que fazer. Autonomia e liderança são duas coisas importantíssimas. Se você não tem, desenvolva.

Sobre comportamento, especialmente a respeito das comidas, as brasileiras reclamaram a semana toda. Uma não tomou café no último dia porque não gostou nem do pão. Pois é, aqui não tem filãozinho! rs

Na nossa zona de conforto nós temos tudo aquilo que estamos acostumados a ter há anos. Tudo é familiar, temos nossas preferências e achamos tudo normal. Aliás, achamos que, por ser nomal para nós, o mundo todo tem que ter os mesmos costumes. Ops, ledo engano!

Por que uma pessoa decide fazer um intercâmbio? Por que uma pessoa decide deixar o seu país por livre e espontânea vontade? Por que escolher um lugar tão oposto ao seu país de origem?

Eu escolhi fazer intercâmbio porque queria experimentar uma cultura diferente da minha, com um idioma vindo de outra origem que não o Latim, com um clima que nunca verei no meu país e costumes os quais ainda não possuo. Vale a pena lutar tanto para chegar aqui e continuar vivendo como no Brasil? Não.

Saudade de casa eu vou sentir e comparações são inevitáveis, mas querer que tudo aqui seja igual ao que tive durante 26 anos em casa é ficar preso àquilo que deixei para trás exatamente para experimentar algo novo.

Portanto, me diverti em todas as refeições. Foi super bacana chegar e perguntar ao funcionário o que tínhamos no dia para o cardápio. Se eu ia gostar ou não, já era outra história! Só na quinta que não peguei peixe no jantar, porque eu realmente não como nenhum tipo. Nas outras refeições, experimentei de tudo um pouco. Até na salada eu me arrisquei!

Ter ovos mexidos, bacon ou sausage, e suco de laranja no café da manhã é super diferente para mim, mas é preciso entender que isso é uma questão de costume para eles. Eles não usam sal na comida e isso não é ruim, é apenas diferente. O arroz que comi esta semana não estava ruim, estava diferente daquele que estou acostumada. O gosto é outro, mas não é ruim. Tenho certeza que daqui alguns meses estarei acostumada ao novo paladar.

Nada impede de eu preparar um super jantar brasileiro, comida bem tempeirada, e minha host não gostar. Afinal, não faz parte do costume dela, e isso não quer dizer que a nossa comida é ruim. É muito importante entender a diferença entre ser ruim e ser diferente. As mexicanas levaram balas apmentadas que elas adoram, faz parte do paladar delas, mas que todo mundo achou estranho. São ruins? Não. São apenas diferentes dos demais.

Dizer que só no Brasil sabe-se fazer café ou qualquer outra coisa, é uma hipocrisia sem tamanho! Aliás, meus pais conheceram um italiano no clube onde acampam. Mamãe fez café e ele experimentou, disse até que era o primeiro café que estava tomando no Brasil. Ele também disse a ela que o café na Italia é mais forte. Ele achou ruim? Não, só diferente.

Reclamar que aqui é de um jeito, e dizer que no Brasil é de outro, não vai matar fome nem resolver problema. Se você optou por estar fora da sua zona de conforto, permita-se fazer parte desta nova vida. Assim você se ocupa com novas experiências e a saudade de casa fica bem mais maleável.

Aqui na casa da host family, minha host me pergunta o tempo todo o que estou acostumada a fazer ou a comer no Brasil e ela se preocupa em ter coisas parecidas. Eu já falei para ela relaxar, porque estou aqui para aprender e experimentar. E é claro que ela já me disse para ficar à vontade e cozinhar algo brasileiro qualquer dia, que eles vão adorar experimentar também.

Outro ponto interessante que percebi na semana de treinamento é que, por diversas vezes, me vi nas outras meninas. Eu sou a mais velha das brasileiras e isso me fez observar bastante o comportamento delas. Percebi que meus pais tinham razão quando me diziam que ainda não era hora de viajar. Se eu tivesse vindo logo aos 19 anos, eu já teria me desesperado muito com as situações que passei, porque não saberia lidar com elas e nem saberia me expressar em Inglês como sei hoje, e o meu ano só está começando!

Então fica aqui de dica: não saia de casa por birra ou porque você acha que seus pais não te entendem. Eles te entendem tão bem, que sabem até quando será o melhor momento para você passar por uma mudanca drástica em sua vida. Claro que cada um amadurece ao seu tempo, uns mais cedo e outros mais tarde, mas se os pais não tivessem importância em nossa vida, seríamos todos sozinhos e não faríamos parte de uma família.

Outra dica é: open your mind! Antes de arrumar as malas, esta é a primeira coisa que você precisa fazer. Aceite as diferencas, esteja disposto a experimentar. O que ficou no Brasil estará lá quando você voltar, então não precisa carregar com você o tempo todo. Permita-se a conhecer o novo, saia da zona de conforto. Só assim você irá aproveitar seu intercâmbio ao máximo!

E por último, mais uma: estude o idioma oficial do país para o qual você está indo. Aquilo que você aprende em sala de aula é muito importante, mas na prática você terá muito mais desafios, e serão eles que lhe farão ter aquela sensação de poder ter o que quer. ;)

Segundo dia e a festa de Halloween.

Ontem acordei por volta das 8:00, mas demorei um pouco para sair do quarto. Minha host havia dito para eu ficar à vontade e dormir o quanto quisesse, mas quando sou visita não consigo acordar tarde.

Eu pensei que talvez as crianças fossem me chamar, porque na noite anterior ele estavam falando do que teríamos para o café. Quando subi, eles estavam quietinhos tomando café e assistindo TV.

Fiz meu café também, comi e fiquei pela sala com eles. Quando a host desceu, conversamos um pouco sobre o que precisamos fazer a respeito do programa de au pair.

Depois disso, fui buscar os presentes e os doces. Entreguei e todos adoraram! O pequeno gostou tanto dos chinelos, que calçou e não quis mais tirar. Usou até para ir na festa de Halloween.

No almoço, o amigo da minha host ajudou. Ela fez ovos mexidos e torradas, e ele fez fatias de bacon temperadas com páprica. Tudo muito bom!

Ovos mexidos, bacon e torrada.
Depois do almoço eu experimentei as fantasias (bruxa e Cryola), e a mais velha me ajudou a escolher. Decidimos pela fantasia de bruxa, porque serviu certinho em mim. Ainda de tarde, minha host saiu com o amigo para buscar o carro novo (vou ficar com o usado), e me pediu para ficar com as crianças. As meninas ficaram nos quartos e o pequeno me chamou para vê-lo jogando Wii.

Fico bem de bruxa? LOL
Quando chegaram, nos arrumamos e fomos para a festa. Antes, passamos na CVS para eu comprar uma meia calça - e minha host escolheu uma rendada, porque é sexy! Haha - e comprei também anti-alérgico. Foi lindo as duas fabtasiadas dentro da loja! Nesta parada, começou a nevar. Leve, mas nevou. Minha host ficou toda animada de me mostrar os flocos caindo no casaco. Foi legal!

Na festa, conheci outras brasileiras, mas estavam trabalhando. Fiquei um pouco com elas e um pouco com a minha host. Aliás, ela me disse o que tinha para beber e também que eu poderia beber o que quisesse, pois não estava trabalhando. Perguntei se poderia beber cerveja. Ela agradeceu por eu ter perguntado, e ficamos ali conversando enquanto bebia e comia pizza. Havia bastante crianças também e não ficamos muito tempo, porque as "minhas" têm hora para dormir.

Cerveja e pizza, em uma house party. Adorei!
Chegando em casa, todos tomaram banho e vestiram pijama. Fomos para o cinema, no basement, e assistimos Nightmare Before Christmas.

Foi uma guerra quando entrei no conema. Os três gritando para eu sentar ao lado! Me sentei ao lado do pequeno e disse para as meninas que no próximo eu sentarei entre elas.

Durante o filme, o pequeno pediu que eu coçasse as costas dele. Fiz um pouco, perguntei se estava OK e parei. Nisso, ele fez uma carinha de indignado e me perguntou se eta só aquilo! Pergutei se ele queria mais, e ele disse que sim. Ele é fofo demais!

Depois do filme, todos foram para suas camas. Eu desci para o meu quarto, arrumei o que estava fora do lugar e fui dormir. Foi a minha segunda noite aqui e tem sido ótimo! Não tenho problemas para dormir e eles também não fazem barulho.

Sinceramente? Eu acho que as coisas estão acontecendo de uma forma melhor do que eu esperava. Eu sei que problemas virão, mas se eu conseguir ter um bom começo e uma boa adaptação, sei que as dificuldades serão só detalhes a mais. ;)

28 de out de 2011

Primeiro dia na casa da Host Family

O dia começou no café da manhã, e finalmente tivemos bacon e ovos! Comi bem, como nos outros dias, e fui para a reunião antes de ir para a casa da host family.

Na reunião nos deram algumas dicas sobre como cumprimentar a família ao chegar, e instruções sobre como deixar o quarto do dormitório.

Minhas coisas já estavam todas arrumadas. Só peguei a roupa de cama para deixar no hall, devolvi a chave e fui para o ônibus.

Éramos 12 au pairs indo para a mesma região. Todas nervosas, exceto eu.

Brasileiros! Quelita, Natalia, Eu, Daniela e Matheus.

Deixamos a escola às 9:00 e até o ponto final - o meu - longas 8 horas de estrada. Chegamos no ponto de encontro por volta das 17:00 e minha host já estava esperando.

Desci e fui cumprimentá-los. Primeiro a do meio, depois o mais novo, a mais velha e, por fim, minha host mom. Cumprimentei todos com abraço, e eles foram bem receptivos.

No carro, fomos todos conversando. O pequeno mostrando o que fez na escola, a mais velha lendo no Kindle, a host me mostrando o caminho pelo GPS...

Em casa, eles haviam feito desenhos para mim. Na porta de entrada, o desenho da garota do meio. No meu quarto, um desenho feito pela mais velha. E o pequeno deixou o desenho dele no quarto dele. Pedi para os mais novos me falarem a respeito dos desenhos, e eles me contaram uma super história! rs

Ainda no hall, eu falei que queria um big hug com os três. Eles vieram correndo e me abraçaram, dando muinta risada. Foi super gostoso! Pois é, americanos não são frios. ;)

Me mostraram a casa toda, os quartos, garagem, meu quarto, tudo mesmo. A casa é linda! Tão grande, que tem até aademia e cinema. É a casa dos sonhos de qualquer au pair, e eu nem sabia, porque não pedi fotos e minha host também não se prepcupou em me enviar. Mas isso não importa! ;)

Enquanto eles me mostravam a casa, mamãe ligou no celular da host. Quando ela me passou, mamãe estava super feliz por ter conseguido se comunicar. Pois é, não é só a minha vida que está mudando!

Porta retrato com as fotos do meu application.
Todos queriam mostrar o meu quarto. Descemos - fica no basement, junto do cinema e da academia - entramos no quarto. Minha host mostrou tudo e, em cima da cômoda, um porta retrato com as minha fotos que estavam no aplication. Tem também um ponto de TV a cabo, e ela me disse que vai deixar uma TV no meu quarto também.

Depois de mostrarem tudo, minha host disse que um amigo viria e faria o jantar. Perguntei se podia tomar banho, e ela me falou pra fazer o que eu precisasse.

Tomei banho e, enquanto me vestia, as crianças mais novas bateram na porta. Terminei de me vestir, abri a porta, eles me mostraram um brinquedo, e eu disse que ia pentear o cabelo e subiria em seguida. A do meio subiu e o pequeno ainda me perguntou o que eu ia fazer mesmo. Disse que ia pentear o cabelo e subir. Ele me perguntou por que, e eu disse que era porque estava molhado e bagunçado. Ele me olhou por alguns segundos e disse "ah, mas eu gosto de você assim!". Morri, claro! ;)

Na cozinha, a host tomava uma taça de vinho enquanto fazia um tipo de purê de sweet potato (uma batata alaranjada e doce) com marshmellows. O pequeno sentou e estava jogando Nintendo DS. Sentei ao lado dele, e minha host me ofereceu uma taça de vinho. Aceitei e fiquei ali conversando com ela enquanto o pequeno me mostrava o jogo. A do meio voltou e perguntou para a mãe quanto tempo eu vou ficar aqui. A host disse que um ano, ou mais. Perguntei à garota quanto tempo ela queria que eu ficasse. Ela deitou no meu colo e disse "ah, uns 8 anos!". Pois é, ela já me ama! rs

O amigo chegou, as crianças me apresentaram super animadas, e ele começou a cozinhar. Fez uma carne vermelha, em bifes grossos, mal passada, com um tempeiro ótimo! As crianças arrumaram a mesa e minha host foi mostrando como tudo funciona na cozinha.

Sentados à mesa, eles escolheram o meu lugar, porque os três me queriam por perto. Cortei a carne para o pequeno, as meninas fizeram sozinhas, e o jantar foi ótimo! A mistura da carne com o purê doce ficou muito boa! Eu nunca havia comido algo assim é super diferente do que estou acostumada, mas é muito gostoso!

Depois todos ajudaram a tirar a mesa, e enquanto a host levou as crianças para o quarto, fiquei conversando com o amigo dela. Ele me ensinou que aqui mão se fala subway para o metrô, que é "metro" mesmo. Aliás, ele fala bem rápido, mas consegui entender bastante.

A host voltou, me disse que eu poderia dormir quando quisesse e o quanto quisesse. Me pediu para ficar com as crianças no dia seguinte por algumas horas, porque ela vai comprar p carro novo. Eu ficarei com o usado, uma Minivan, e ele é lindo! DVD atrás para as crianças, GPS para mim e tudo mais.

Pedi acetona para ela, pois não é permitido trazer na mala e minhas inhas estavam horríveis! Ela trouxe e em seguida as crianças mais novas vieram me pedir para ler um livro. Subi com eles, e a host agradeceu. Li dois livros infantis, claro, eles se divertiram e deitaram. A host subiu para dizer boa noite e disse que me ouviu lendo. Que vergonha! rs

Sentei novamente na cozinha com a host e o amigo dela, para saber que horas ela precisaria de mim. A kid mais velha voltou, fez massagem nas minhas costas, e me disse que quando eu experimentar as fantasias de Halloween - eles compraram duas opcões para mim - ela vai fotogragar e me ajudar a escolher uma.

Desci para o meu quarto e desfiz a mala. Arrumei o closet e o banheiro, e guardei a mala vazia. Meu quarto é nuito aconchegante! Não tem luz, só luminárias, o que o deixa bem preguiçoso! rs

A noite foi bem agradável. Minha host perguntou várias coisas sobre o Brasil, explicou muita coisa daqui também. Quando eu não entendi, pedia para ela dizer denovo, e com as crianças também estou agindo assim. Está bem fácil entendê-los e também dizer o que quero. Quando não sei uma palavra, explico e eles me dizem o que é.

Agora são 8:50 am. Já estou acordada há algum tempo. Hora de me arrumar e subir, pra ver como será o café da manhã com eles. Ah, e hoje provavelmente irá nevar. Estamos todos ansiosos! Eu, por ver neve pela primeira vez. Eles, por me mostrarem pela primeira vez. Tô curtindo cada minuto aqui!

See you! ;)

NYC Tour

Times Square embaixo de chuva!
Ontem foi o dia do tour por NYC. Depois do tour, quem quiser pode subir no The Top Of The Rock, para ver a cidade pelo observatório. Ambos são pagos, e algumas host families presenteiam a au pair com isso.

Na terça-feira, durante a aula, a professora tinha alguns tickets e disse que algumas au pair reeberiam, porque era uma surpresa da host family. Eu recebi um, e a surpresa era uma cesta com boné, squeeze, post it, tickect para o tour e para o The Top Of The Rock, e um gift card de $10 para refeição.

O dia do tour começou com chuva. Quando acordei, ouvi o barulho. Já era previsto, mas quem quer un tour por NY embaixo de chuva?

Acordamos cedo, tomamos café e fomos para o workshop de comunicação. Depois voltanos para a aula e de repente soou o alarme dr incêndio. Afinal, todo dia é uma emoção diferente!

Evacuamos o local e fomos para outro prédio. Vieram os bonbeiros, constataram que não era nada, e liberaram o prédio. Pois é, aqui é tudo muito rígido e eles prezam pela segurança. Mesmo já sabendo que bão havia fogo, chamaram os bombeiros por uma questão de procedimento.

De volta à aula, a professora, Joen, nos entregou o certificado de cumprimento do treinamento. Para isso, ela colocou o tema de Rocky Balboa para tocar e fez pose pra tirar foto com cada um.

Joen, a professora.

E então, finalmente, fomos para os ônibus, que partiram em direção a NYC.

Chgando lá, a maioria optou por uma volta na balsa que sai de Manhatan e passa em frente à Estátua da Liberdade. Passa bem longe, aliás.

Natalia, Quelita e eu, na balsa.

Assim que voltamos, retornamos ao ônibus e fizemos o tour pelas principais ruas. O guia foi no ônibus, narrando tudo. É bem cansativo e as meninas ficaram loucas. Como vou ficar em una região próxima e sei que retornarei, não me empolguei muito com o tour de ônibus embaixo de chuva.



















Terminado o tour, o ônibus nos deixou na entrada do The Top Of The Rock. Subimos os 67 andares um elevador cujo teto é trabsparente e são projetadas imagens. Achei divertido!

Já lá em cima, não deu nem para ir olhar pelos binóculos porque estava chovendo muito. Além disso, a visibilidade estava péssima também. Eu olhei pelos vidros mesmo e logo desci.

Mas é claro que me perdi e não conseguia encontrar a saída! Com as brasileiras, fui parar no metrô - porque nenhuma delas parou para ler as placas e quando eu disse para onde deveríamos ir, ainda desdenharam -. Voltei por onde eu inaginei ser o certo, de acordo com as placas, e encontrei as colombianas. Estas foram comigo procurar ajuda e depois até próximo à saìda - perguntei a uma segurança e ela me mostrou o caminho.


Apesar de todos os imprevistos, foi um dia bom. Cada dia que passa aqui, percebo que tenho conseguido me comunicar melhor. Falar inglês está sendo mais fácil do que eu esperava! ;)

26 de out de 2011

A semana de treinamento

Cheguei na terça-feira de manhã, portanto perdi a reunião de boas vindas na segunda e parte da primeira aula da manhã na terça. Mas tudo bem, porque o famoso vídeo "Never Shake a Baby!" foi parte da tarde, na aula.

As salas de aula dividem as au pairs de acordo com a região para onde irão. Os dormitórios também, mas neste caso as nacionalidades também sæo separadas e podem ficar, no máximo, 3 meninas em um mesmo quarto. No meu quarto somos eu e Hanna, a austríaca.

As aulas são todas sobre crianças. Segurança, desenvolvimento, etc. Não achei tão boring quanto as meninas dizem por aí em seus blogs. A professora, Joan, é divertida e cheia de fazer piada.

Hoje, quarta-feira, tivemos um workshop sobre segurança, com um policial, com direito a café e Donuts. Pra ele, claro! Mas no fim ele acabou distribuindo. Foi bem legal, porque ele fez muita piada, parecia uma série de comédia! rs

Outra coisa que vejo muitas meninas reclamarem pelos blogs é a comida da escola. Eu não achei tão ruim assim. Outro dia teve algo com peru, que eu realmente não gostei, mas também não fiquei esbravejando. Comi o que gostava e pronto. Hoje mesmo teve peixe, e eu não gosto, mas comi tabtas outras coisas que não tenho do que reclamar.


Hoje no café tivemos ovos, sausage, cereais, café, leite, pães, manteiga, banana e maçã:


No almoço tivemos salada, legumes, arroz, frango empanado, limonada e bolo:


No jantar tivemos salada, legumes, macarrão, peixe, pães, limonada, chá, bolo e laranja:


Sinceramente? TUDO diferente do que estou acostumada. Porém, comi muito bem, não posso dizer que passei fome. Aliás, as refeições estão sendo bem divertidas para mim. Estou gostando bastante de descobrir tudo novo.

Claro que a comida aqui não é a melhor do mundo e tem cara de merenda. A pessoa que serve, põe no forno as bandeijonas com a comida pronta e tá tudo certo! rs

Fiz também um vídeo andando pelo campus, indo para a aula e depois para o almoço:



Amanhã é dia de tour por NY e sexta vamos para as casas das host families. Ansiedade? Ah, bobagem! ;)

Pra terminar o post, deixo uma dica simples: quando pensar em sair do seu país, da sua zona de conforto, primeiro abra a sua cabeça para o novo. Tenha sempre em mente que o seu paí, sua cultura e seus costumes ficaram temporariamente para trás. Assim você tira proveito de mais coisas, e até das ruins.

25 de out de 2011

Hello from USA!

Finalmente em terras americanas. E finalmente com um tempo livre.

Claro que a aventura no Peru não poderia terminar boring. Ainda passei por algumas emoções até chegar na terra do Tio Sam.

Ontem sai do hotel às 20:30. Antes de jantar já havia deixado a mala arrumada. Quando subi, só escovei ps dentes, peguei a mala e desci.

Fui para o aeroporto, fiz o check in tranquilamente, subi em direção aos portões de embarque e parei na Starbucks. Pedi meu Frapuccino, pedi a senha da internet, e estava lá tranquila quando lembrei do cabo do iPod. Revirei a mochila, e nada! Voltei correndo para o hotel e pedi para procurarem. Claro, estava lá.

Com o cabo do iPod em mãos, voltei para o aeroporto. Já haviam confirmado o portão de embarque: 18. Fui até lá e, enquanto esperava, anunciaram que o portão havia mudado, agora para o 22. Pensei "lá vem!".

Essa foi a única mudança e logo embarcamos. Desta vez, minha poltrona era na janela.

Sobrevoando os EUA, antes de aterrissar.
O voo foi tranquilo. Quer dizer... Estava eu dormindo, quando ouço o sinal de aviso aos passageiros. Uma aeromoça dizia que um passageiro estava passando mal e que caso houvesse um médico a bordo, era para se apresentar.

Impossível não lembrar da cena de Lost em que o Jack corre para socorrer um passageiro desmaiado, e é o Charlie.

Enfim, tratei de me acalmar, pra não ter mais un passageiro passando mal! rs

Foi cansativo, mas deu tudo certo. Desembarcamos em NY às 8:30, conforme o previsto. Passamos por todo o processo de imigração e liberação da bagagem. Em seguida, logo encontrei a pessoa que estava me esperando.

Cheguei na universidade por volta das 10:00. A diretora da escola de treinamento e algumas outras pessoas vieram recepcionar. Fui direto para a aula, e na hora do almoço fui levar minha bagagem para o quarto. No intervalo durante a tarde, fui até os dormitórios para ligar em casa e ba volta me perdi.

Esse lugar é grande demais! Merece um vídeo do trajeto do dormitório até as salas de aula.

Tem au pair do mundo todo aqui, e minha roommate, Hanna, é austríaca. Assim eles forçam a gente a falar inglês o tempo todo, o que é regra por aqui. Tem todo tipo de sotaque, todo tipo de gente. Todo mundo se virando, perguntando, explicando. Bem legal!

Ah, e pra terminar bem o dia, minha host me mandou um kit com tickets para o tour por NYC e no Rockafeller Center, além de guloseimas e um gift card. Eu adorei, porque iria fazer o tour de qualquer forma.

Acho que é só!

É tanta coisa nova, tantas impressões, que nem sei por onde começar. Vou contando aos poucos, e o que eu achar mais interessante.

See you soon! ;)
Kit que ganhei da host! :D

24 de out de 2011

E então, eu fui parar no Peru!

Estava tudo pronto para o embarque. No domingo de manhã terminei de arrumar a mala, papai saiu para deixar o carro em ordem, mamãe preparou coisas que gosto para o almoço e meu irmão testou o Skype para ensiná-los a usar.

Esperávamos sair de Limeira às 14:00, mas atrasamos um pouco e saímos por volta das 14:30. Meu irmão foi dirigindo o carro de papai, e a cunhada também estava presente.

Chegamos no Aeroporto Internacional de Guarulhos pouco antes das 17:00, conforme o esperado.

Com pouco movimento, o aeroporto estava calmo. Para o check in, nem fila havia nos guichês da LAN Airlines. Então fui logo providenciar o que tinha para ser feito.

A atendente pegou meu passaporte, a folha com os dados do voo (o e-ticket) e o endereço de onde eu ficaria nos EUA (passei o da minha host).

De repente, a atendente me disse que estava tendo um problema com o sistema e que o mesmo não estava retornando para ela que meus dados estavam OK. Aguardei um pouco, encontrei uma outra au pair, tentanos novemente e tudo certo.

Com as passagens em mãos, me despedi da família e fui para o dalão de embarque. Lá, as demais au pairs foram chegando aos poucos.

O voo era às 20:10, e às 19:30 já estávamos em pé, ansiosas, começando a fila para o embarque!

Viajamos de classe econômica. Não é a melhor acomodação do mundo, mas também não tenho do que reclamar. Aliás, sempre vejo pessoas reclamando sobre as refeições durante o voo. Tivemos, para o jantar, nhoque, um pãzinho, um pedaço de bolo e bebidas. Eu achei que foi o suficiente e até gostei da comida.

Foram 4 horas de voo super tranquilas. Ótimas condições climáticas, nenhuma turbulência, nenhum imprevisto. Foi minha primeira viagem de avião e eu amei! Tirando o barulho das turbinas, você nem sente a aeronave se movimentar. Parece que está parada, tudo calmo e teanquilo! rs

Chegamos no aeroporto em Lima faltando cerca de 30 minutos para a conexão até NY. Logo que encontramos o nosso portão de embarque, meu nome estava sendo anunciado.

Me dirigi ao balcão, falando Inglês enquanto eles me respondiam em Espanhol. A atendente não falava muito bem Inglês, mas me entendia.

O problemas foi que o mesmo erro de sistema ocorrido no Brasil voltou a acontecer em Lima. Meu visto está ok, a passagem estava comigo, ou seja, tudo p que dependia de mim estava correto. O problema estava no sistema, que não conseguia identificar a minha conexão.

Os atendentes fizeram todos os procedimentos que podiam. Umas 5 pessoas estavam ali tentando resolver tudo. Um deles falava melhor em Inglês e fez o intermédio entre me explicar o que aconteceu e retornar minhas perguntas à companhia.

As demais au pairs ficaram comigo ao lado do balcão até o último minuto, até irem buscá-las para entrar no avião. Foi muito importante tê-las do meu lado, me dando força. Por fim, elas partiram e eu tive mesmo que ficar.

A solução foi emitir um ticket para o próximo voo. O inconveniente era que este voo só aconteceria no dia seguinte, novamente às 23:55.

Fiquei desesperada! Onde eu iria dormir? E como eu iria comer? A moeda aqui é o Sólo, eu só tinha Dólares e as casas de câmbio dentro do aeroporto já estavam fechando (nessa altura da novela, já passava da 1:00). Estava morrendo de fome e cansada.

A companhia emitiu meu ticket para o novo voo e me disse que me acompdariam em um hotel, com as refeições pagas. Me deram 2 cartões telefônicos - me disseram que eu poderia usar quantos precisasse, afinal ainda precisava avisar a escola em NY, a Cultural Care no Brasil, e também meus pais - e ainda me pagaram uma pizza individual com Coca-Cola no aeroporto, antes de ir para o hotel.

Fizemos todo o procedimento de imigração - no Peru não precisa de visto, mas tem que passar pelos peruanos com cara de bravos iguais ais cônsul americanos do Consulado - e também todo o processo de liberação de bagagem. Preenchi inúmeros formulários, mas 2 funcionários me acompanharam durante todo o processo até o hotel.

Cheguei no hotel depois das 2:00. Emitiram tickets para eu almoçar e jantar - o café da manhã é gratuito - e me deram a chave. Um funcionário me acompanhou até o quarto, varregando monha bagagem. Perguntei por internet e ele foi buscar um cartão com usuário e senha. Pedi também uma Coa-Cola - estava morrendo de sede -, mas esta não está inclusa no "pacote", então ela me custou 3 dólares e será paga na minha saída.

Assim que entrei no quarto, liguei para a Au Pair Training School, em NY. Passei os dados do novo voo e fui informada de que uma pessoa estará me esperando no aeroporto quando eu desembarar.

Liguei para os meus pais, já era quase 5:30 no Brasil (2:30 aqui em Lima). Mais calma, expliquei aos meus pais o que havia acontecido e contei como estava. Eu fiquei bem depois que me acomodei.

Tomei um banho e me deitei. Demorei um pouco para dormir, pois estava ainda agitada. Porém, estava muito cansada e lá pelas 3:30 o sono apareceu.

Hoje acordei às 8:00, me arrumei e desci para o café. Me servi de suco de laranja, pães, presunto, queijo e manteiga.

Depois um garçom, que estava fazendo omeletes, se ofereceu para preparar algo. Pedi com bacon e queijo. Enquanto ele cozinhava, me perguntou de onde era. Quando disse Brasil, ele me perguntou como dizer "obrigado" em Português e contou que esteve em São Paulo há 5 anos.

No almoço, tive duas opções de pratos, por conta do tipo da minha hospedagem. Pedi a primeira opção, com arroz, carne vermelha e batatas. Me serviram a entrada, o prato principal e a sobremesa. Tudo muito saboroso. Não estranhei nada!

No jantar, novamente duas opções optei pela segunda, com massa. Me seviram, como no almoço, entrada, prato principal e sobremesa.

Durante o dia aproveitei para descansar no quarto. Assisti séries, un filme, e ainda dormi um pouco.

Quando o seviço de quarto foi arrumar a cama, me diverti mais uma vez conversando com os peruanos. Desta vez, o assunto foi o futebol.

Durante a minha estadia fui muito bem tratada. Todos aqui foram gentis e pacientes quando tive dúvidas sobre como usar o telefone, ou pagar o que quis consumir além dos tickets.

Não precisei comprar moeda, pois o hotel trabalha tanto com Sole quanto com Dólar.

Sinceramente, me surpreendi comigo mesma. Mantive a calma, consegui resolver os problemas e ainda consegui relaxar.

Adorei a experiência de conhecer pessoas de um outro país, de falar inglês e ouvir espanhol. Foi tudo muito proveitoso. Eu voltaria a Lima para visitar, com certeza! ;)

E agora, que venha a semana em NY! \o/
Quarto do hotel.
Aeroporto em Lima.

23 de out de 2011

Até mais, e obrigada pelos peixes!

Finalmente, o tão famoso "last post from Brazil"!

Escrevo em meio à correria. Documentos em cima da cama, mochila esperando os últimos itens, mala já fechada. Em pleno domingo, acordei cedinho pra dar tempo de fazer tudo. E é claro que quase não deu! rs

Antes de sair, ainda vou deixar sobre a cama as roupas que serão doadas, e amanhã mamãe as levara ao Paula Victor, que é a casa espírita que frequento. Aliás, levo comigo dois livros da doutrina, os quais serão minha fonte de força tanto nos momentos bons quanto ruins.

Deixo aqui uma vontade de ficar, de correr pro colo de mamãe e não sair mais. Porém, chegou a hora de sair do ninho, de andar sozinha. Maior que isso, chegou a hora de realizar um sonho. Um grande sonho!

Você sabe o que é esperar 10 anos para realizar algo? Pois foi o que esperei e não reclamo do tempo que isso levou. Só tenho a agradecer, às pessoas que estiveram do meu lado nesta caminhada e, principalmente, à Deus.

Nestes últimos meses tive a comprovação de que Deus sabe exatamente o que fazer por nós. Foram diversas provações, algumas derrotas, alguns aborrecimentos. Mas eu nem imaginava que a hora certa seria me dada com tanta alegria, tantas coisas boas juntas! Só Ele poderia me proporcionar isso. E Ele não me abandonou, em momento algum.

Não tenho muito o que dizer hoje. Acho que todos os detalhes da caminhada pré-embarque foram contadas. Agora começa uma nova fase, e eu espero poder continuar compartilhando tudo isso aqui no blog, e principalmente com as pessoas que amo.

Fica aqui meu agradecimento às pessoas que estiveram do meu lado, seja ajudando fisicamente, seja em pensamento positivo. Sei de cada um que esteve comigo nesta caminhada, e serei eternamente grata. E eu volto. Eu sei que volto! ;)

Sem vocês, eu não teria conseguido. Amo vocês! ;)

Então, Brasil, até mais! E obrigada pelos peixes!

22 de out de 2011

Arrumando as malas

Arrumar as malas para a minha primeira viagem de avião não foi nada fácil! Não que eu queira levar a casa toda comigo, mas em relação ao que pode, e o que não pode carregar.

Como vou viajar pela LAN, fui direto ao site deles, na área sobre bagagens. Algumas dúvidas ainda persistiram, e cheguei a ligar na ANAC para fazer algumas perguntas que talvez tenham sido bobas.

Comprei uma mala média, para 23Kg, na intenção de levar pouca coisa, e já tinha uma mochila a qual usarei para carregar a bagagem de mão. Aliás, a mala despachada escolhi com o puxador embutido, para garantir que a delicadeza dos serviços aéreos não o quebrem! rs Difícil mesmo foi decidir o que iria na mala despachada e na de mão.

Sobre carregar líquidos, a atendente da ANAC me disse que na mala despachada não pode exceder 2Kg, e cada embalagem não pode exceder 0,5Kg. Na bagagem de mão, é permitido somente 1L, e cada embalagem não pode exceder 100ml.

Mochila pesando 4,5Kg e mala pesando 21Kg.

Vou tentar listar o que estou levando, mas é claro que esquecerei algo... Ah, e levarei um casaco impermeável na mão.

Mochila:

  • 1 pasta com documentos
  • 1 jeans
  • 1 legging
  • 1 baby look
  • 1 par de meias e lingerie
  • 1 pijama
  • 1 par de Havaianas
  • 2 livros
  • 1 dicionário
  • 1 óculos de grau (o antigo e a caixinha do novo)
  • 6 gibis (presente para as crianças)
  • 1 escova de dentes
  • Acessórios para cabelo
  • Celular
  • iPod Touch
  • iPod Shuffle
  • Cabos USB
  • Carregadores
  • Fones de ouvido
  • Bandeira do Brasil
  • Anticoncepcional (do mês, com receita)
  • Remédios para dor de cabeça, enjoo, que não necessitam de receita.

Mala despachada:


  • 1 toalha de banho
  • 1 toalha de rosto
  • 1 jeans
  • 8 blusinhas
  • 1 camisa da seleção
  • 2 camisas do São Paulo
  • 2 jaquetas
  • Meias e lingerie
  • Shampoo e condicionador (300 ml cada)
  • Leave-in
  • Creme para as mãos
  • Pasta de dente
  • Desodorante (roll on)
  • Sabonete, saboneteira
  • 1 Perfume
  • Absorvente
  • 1 par de All Star
  • 2 pares de Melissa (sapatilhas)
  • 1 bolsa pequena (vazia)
  • Chapinha
  • Cintos
  • Pincéis de maquiagem
  • Maquiagem
  • Batons
  • Esmaltes
  • Kit unha (alicate, espátula, lixa, lenços removedores, esmaltes)
  • Kit costura (agulha, linha, alfinete)
  • Anticoncepcional (para os demais meses) e Bepantol Creme, com receita
  • 4 pares de Havaianas (para a host family)
  • Cremes e sabonetes da Natura (para host mom e LCC)
  • Paçoquinha e leite condensado (para as host kids)


Quase tudo em cima da cama, esperando pra ser organizado.

Acredito que eu esteja dentro das normas quanto aos líquidos, pois coloquei todos em um saco plástico tipo Zip Lock, e nenhum dos frascos excedeu 0,5Kg. Na bagagem de mão, o único líquido que estou levando é um spray nasal, de 50ml, com receita.


Perfume, cremes, pasta de dentes, desodorante, esmaltes, todos os líquidos e de consistência cremosa eu coloquei em um saco plástico grande, tipo Zip Lock. Pesei e tudo não passou de 2Kg. Ufa! rs

As maquiagens (pó, blush e sombras) e os esmaltes eu envolvi, um por um, em plástico bolha, e depois coloquei em um saco plástico. Lembrando que os esmaltes ficaram no saco que só contém líquido/creme

Uma coisa legal: coloquei cada pé do meu All Star em um saquinho plástico comum, porque está sujo. Na hora de fechar o saquinho, enrolei o que sobrou em volta dele, e isso fez ele abaixar as laterais. Fiz com a intenção de não sujar a roupa, e acabei resolvendo um problema (pequeno) de espaço! rs


Referente aos alimentos, também coloquei o leite condensado em um saco plástico tipo Zip Lock. Estou levando totalmente na sorte, pois não encontrei normas da companhia para esse tipo de item. Já vi muitas meninas dizerem que levaram alimentos deste tipo e não tiveram problemas. Se não aceitarem, paciência.

Eu sei que muitas coisas eu vou encontrar lá, principalmente os itens de higiene. Eu decidi levar do Brasil pelo simples fato de não ter que sair pra comprar logo que chegar, nem ter que pedir emprestado! rs

Para uma primeira viagem, acho que até me controlei! Há meninas que estão levando mala grande, ou até duas. Eu quis colocar um limite, até para ficar mais fácil para carregar. Já basta a loucura que será pisar em um aeroporto pela primeira vez! ;)

21 de out de 2011

Primeiro Andar

- Já vou.
- Será?
- Eu quero ver...  O mundo, eu sei, não é esse lá.   

Por onde andar? Eu começo por onde a estrada vai. E não culpo a cidade, o pai. Vou lá, andar. E o que eu vou ver? Eu sei lá...   

Não faz disso esse drama, essa dor! É que a sorte é preciso tirar pra ter. Perigo, é eu me esconder em você.   

E quando eu voltar, quem vai saber? Se alguém numa curva me convidar, eu vou lá. Porque andar é reconhecer, olhar...   

Eu preciso andar um caminho só. Vou buscar alguém, que nem sei quem eu sou.
Eu escrevo, e te conto o que eu vi. E me mostro de lá pra você. Guarde um sonho bom, pra mim!   

Eu preciso andar um caminho só. Vou buscar alguém, que nem sei quem eu sou. 

(Los Hermanos - Primeiro Andar)




É assim que entendo essa música, como um diálogo de despedida. E é assim como me sinto agora, também.

Eu estou saindo de casa. Pela primeira vez, vou andar sozinha. Estou deixando para trás a minha família, o meu país.

Tenho data para voltar? Tenho. Mas o que vai acontecer até lá, eu não sei.

Tenho apoio total dos meus pais. Eles sempre souberam que a minha maior vontade era sair de casa, aprender a ser independente. Estamos todos tentando não pensar no que pode acontecer, pois tudo é incerto e nada é permanente. Esperamos conseguir vivenciar cada passo como deve ser, conforme acontecer.

Vai doer? Vai. Vou sentir saudade? Vou. Porém, não há mudanças se não há dor. Toda escolha traz coisas boas e ruins. Se não houvesse o medo, as provações, de que valeria tentar algo novo?

E faltam só dois dias para o embarque...

20 de out de 2011

Última semana no Brasil

Em teoria, a última semana no seu país, antes de começar o ano de Au Pair, deveria ser para você curtir sua casa e sua família. Eu disse: em teoria. Doce ilusão!

Desde o meu último dia de trabalho, 11 de Outubro, não consegui parar um só minuto! Tive só uma semana e meia para ajeitar tudo para a viagem. E como tem coisa pra fazer! Quanto mais se faz, mais aparece.

Comprar mala, decidir o que levar, lavar as roupas que quer levar, comprar presentes, comprar itens pessoas, imprimir a papelada da passagem, assinar rescisão no antigo emprego, organizar documentos, pedir receitas para médicos, decidir o que fazer com a conta bancária, ter dúvidas, ligar, perguntar, ficar louca!

Só sabe o que é tudo isso, quem vive isso!

No dia 14 de Outubro me despedi de poucos bons amigos. Os que estiveram presente são, sem sombra de dúvidas, os mais especiais e mais queridos. Quem não foi e não se deu o trabalho de dizer o porquê ou se desculpar, realmente não merecia estar lá. Sinto muito.

No dia 16 de Outubro me despedi da família. Apesar de alguns imprevistos, e da chuva, foi um dia agradável! Família não precisa de muito pra ser especial. Estar presente, ou querer estar, já é o suficiente para saber o que sentimos uns pelos outros.

Nesta última semana fiquei com o carro dos meus pais à minha disposição, para resolver tudo relativo à viagem. Eu amo dirigir, mas vou confessar que isso me cansou - e muito - nesta semana! Quase todo dia sai cedinho e só voltei depois das 14h. Haja pernas, braços, paciência!

Comprei presentes para a host family e a LCC, comprei itens pessoais, fiz uma Procuração Pública, busquei receita médica, comprei remédios, comprei doces para o picnic do treinamento e também para as crianças, liguei na ANAC para tirar dúvidas sobre a bagagem, imprimi toda a papelada do kit embarque, comprei casaco, lavei algumas roupas que estavam usadas e queria levar. Quase enlouqueci! Quer dizer.. Faltam 3 dias até o embarque, ou seja, ainda dá tempo de enlouquecer! rs

Dica: a Procuração Pública permite que você nomeie uma, ou mais, pessoa com a responsabilidade de responder por você em diversas situações. Emitir segunda via de documentos, receber reembolso, movimentar e encerrar conta bancária, vender e comprar em seu nome, renovar CNH, ou seja, inúmeras tarefas. É necessário requerer a Procuração em cartório e custa aproximadamente R$ 143,00. 

Minha mala está cheia, mas desorganizada. Preciso ainda separar um tempo para organizar tudo dentro dela. Até agora está pesando 14,6Kg e espero chegar, no máximo, em 20Kg. Também ainda preciso separar o que vai na bagagem de mão (levarei uma mochila).

Só de pensar que meu último final de semana no Brasil já está batendo à porta, o coração fica apertado! Tudo é pela última vez, e isso faz a gente pensar bastante no que fomos até então.

Este último final de semana será para se despedir da minha casa. Almoçar comidinha de mamãe, na companhia de papai, irmão e cunhada. Não há nada melhor do que isso! E é uma pena não poder carregar isso comigo a vida toda.

Chega uma hora que é necessário sair do ninho. Por mais que isso vá causar dor, também irá proporcionar um aprendizado imensurável. E quando você tem um objetivo claro e fixo, você consegue contornar as dificuldades e fazer com que elas tornem-se lições que contribuirão com o seu amadurecimento. ;)

Carta de Custeio

Quando eu acho que já contei todos os detalhes, me lembro de algo mais! rs

Neste post eu vou deixar o modelo de Carta de Custeio que usei para levar no Consulado, no dia da entrevista para o visto. Não me pediram para apresentá-la, mas o seguro morreu de velho. Não é?

Quando uma outra pessoa paga sua viagem, seja parente ou não, é importante ter em mãos esta carta, pois ela vale como um documento que prova que outra pessoa está responsável por arcar com todos os gastos da viagem, caso lhe peçam para provar tal informação.

Limeira, 20 de Outubro de 2011

CARTA DE CUSTEIO


Eu, (NOME DE QUEM ESTÁ PAGANDO A VIAGEM), brasileiro, casado/solteiro/divorciado/etc, RG nº (NÚMERO DO RG), inscrito no CPF sob nº (NÚMERO DO CPF), residente à (ENDEREÇO, NÚMERO, COMPLEMENTO, BAIRRO, CEP), na cidade de (CIDADE - ESTADO), DECLARO, para única e exclusiva finalidade de comprovação perante o CONSULADO DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA no Brasil, que a viagem de estudos e trabalho (Programa Au Pair) presenteada à minha filha/sobrinha/enteada/neta/etc, (SEU NOME), portadora do Passaporte nº (NÚMERO DO PASSAPORTE), residente no endereço acima indicado, à cidade de (CIDADE E ESTADO PARA ONDE VAI), nos Estados Unidos da América, com embarque no dia (DIA, MÊS E ANO DO EMBARQUE) e retorno no dia (DIA, MÊS E ANO DA VOLTA), será totalmente custeada por mim, incluindo os custos de inscrição no Programa Au Pair, emissão do visto consular, passagem aérea, gastos pessoais e seguro de viagem.

Sendo a verdade, firmo a presente em uma única via.  

(NOME E ASSINATURA DE QUEM ESTÁ CUSTEANDO A VIAGEM)

Pronto! Agora é só alterar os dados colocando os corretos, e reconhecer firma em cartório.

A carta deve estar em nome da mesma pessoa que você informou no DS-160 sobre estar pagando a viagem.

19 de out de 2011

Sobre quando pedi demissão

Quando me inscrevi na Cultural Care, estava desempregada, mas procurando emprego. Afinal, no programa de Au Pair não dá para prever quando você vai viajar. Todo o processo pode levar 3, 5, 8 meses. Difícil determinar!

Uma semana antes do meu aniversário, no dia 27 de Junho, entrei em contato com a Cultural Care. Tudo corria bem quando, exatamente no meu aniversário, dia 6 de Julho, acordei com o celular tocando: era uma das pessoas do RH da Ci&T, me chamando para uma entrevista.

Aceitei na hora, claro! Me programei para ir à Campinas e por sorte meu irmão não teve aula no mestrado no dia da entrevista, 11 de Julho. Lá fomos nós para Campinas, procurar onde ficava o Pólis de Tecnologia.

Cheguei lá, conversei com as pessoas que fariam a entrevista e fiz três provas. Todo o processo levou aproximadamente 3 horas. Voltei a Limeira e aguardei o resultado. No dia 16 de Agosto recebi a proposta, e no dia 22 de Agosto comecei a trabalhar.

Work station.
A Ci&T é uma empresa indescritível. Só quem já fez parte, ou faz, sabe o que é viver a Ci&T. Aquilo não é só uma empresa. Ali você joga em um verdadeiro time de profissionais, e não tem tempo ruim nem nas horas a fio trabalhando duro!

Meu tempo lá foi bem curto. Quando entrei, decidi que não desistiria do intercâmbio, mas que deixaria o consulado decidir o meu destino, pois só poderia viajar com o visto em mãos. E assim foi feito! No dia 31 recebi o email da host mom e o restante da história já contei aqui.

No dia 26 de Setembro, dia da minha entrevista no consulado, pedi o dia com antecedência e não fui trabalhar. Na terça-feira voltei, tudo normal, mas queria esperar o passaporte chegar para então pedir a demissão. Aquela semana foi muito intensa. 

O passaporte chegou na semana seguinte, na terça-feira, e na quarta eu pedi minha demissão. Porém, não foi nada fácil!

Eu estava certa do que faria. Já estava decidido: pediria demissão e teria ainda duas semanas até o embarque para resolver todas as pendências. Pedir demissão é fácil, já fiz isso antes! Não na Ci&T...

Quando chamei meu Mentor e meu Support Master para conversar, o coração apertou. Em tão pouco tempo, aquele time já havia me acolhido, eu já fazia parte dele, todos os meninos ali me tratavam como se eu já estivesse ali há anos!

Contei para eles a minha trajetória, e disse que iria embora para realizar o meu sonho. O meu Support Master ficou sem palavras, pois fez o mesmo no passado. Me disse que ele era suspeito para palpitar, mas que ele me dava a maior força para ir. Mas eles também me contaram quais eram seus planos para mim dentro do time. Aí a balança pesou.

Eram duas oportunidades muito fortes, duas coisas que sempre almejei. O intercâmbio, e o emprego em uma grande empresa fazendo o que gosto. E agora, o que dizer? O que decidir?

Sabe quando você era criança, e diante de uma situação de escolha, você procurava o olhar de aprovação de sua mãe para lhe ajudar a decidir? Pois é.. Naquele momento eu desejei, mais do que nunca, que minha mãe pudesse estar ali para me ajudar. Eu estava sozinha, e só eu poderia decidir o que era melhor para mim.

Decidi pelo meu sonho. Eles me deram o maior apoio e me deixaram as portas abertas.

Come to the dark side!
Aos poucos os Mentores e Líberos foram contando aos demais sobre a minha saída, e com isso eles começaram a se interessar pelo intercâmbio e me fizeram dezenas de perguntas. Muitos lá já viajaram para diversos países, em férias, então estes também me encheram de dicas sobre viagens. Todos queriam saber um pouco, ou aconselhar um pouco. A minha última semana lá foi a melhor em toda a minha vida profissional!

Já sinto falta de todos eles, de todas as piadas - engraçadas ou não -, de todas as risada, de eles me chamando de "Bicudinha". Eles foram sensacionais! Todas as dúvidas que tive sobre o trabalho, eles tiveram muita paciência para me ensinar. 

No último dia, 11 de Outubro, antes de ir embora, deixei com eles o meu Darth Vader do McDonalds, que ficava em cima do meu gabinete (ou CPU, como queiram chamar), em cima da mesa. Assim terei certeza de que estarão bem protegidos! rs

Espero, de coração, que um dia eu possa voltar a fazer parte da Ci&T. Foi a melhor empresa por onde passei e, se eu tiver uma próxima chance, agarrarei com unhas e dentes a oportunidade de, novamente, estar jogando naquele time! ;)

Gastos (gerais) com o programa de Au Pair

Money talks, baby! :P
Quando vejo um cifrão, meu coração salta! Nunca me vi gastando tanto dinheiro em tão pouco tempo como neste último mês.

O programa de Au Pair é, sem dúvida, a opção mais barata dentre os diversos tipos de intercâmbio. O fato de você ter uma renda semanal pelo seu trabalho nos EUA, dispensa que você tenha esse tipo de gasto, o qual pode ser bastante alto.

Porém, toda a preparação antes desde a decisão até o embarque faz você gastar sem nem perceber. E tudo o que você vai fazer nunca custa menos de R$ 100. Prepare-se para pagar as coisas sempre em centenas!

Como aconteceu tudo muito rápido, e muitas coisas eu já havia providenciado na primeira tentativa de intercâmbio, eu não fiz uma lista ao longo do processo para saber exatamente o quanto gastei.

Vou listar aqui o máximo de itens que eu lembrar. E enquanto faço isso, vou me preparando para o susto no final... Vamos lá!


Inscrição Cultural CareR$ 170,00
Programa + Seguro Saúde CompletoR$ 2.200,00
CNH (renovação)R$ 90,00
PIDR$ 250,00
Foto 3x4 (RG)R$ 8,00
RG (segunda via, para atualizá-lo)R$ 34,63
Passaporte (GRU)R$ 160,00
Viagem a Piracicaba (levar documentos para passaporte - ônibus + táxi)R$ 28,65
Viagem a Piracicaba (retirar passaporte - ônibus + táxi)R$ 33,65
Agendamento vistoR$ 38,00
Foto 5x7R$ 8,00
Taxa consular (Citibank)R$ 238,00
Sedex (no Consulado)R$ 22,00
Reconhecimento de firma na carta de custeioR$ 5,00
Viagem até São Paulo (consulado - táxi)R$ 250,00
Mala (média - 23 Kg)R$ 150,00
Cadeado universalR$ 55,00
Procuração PúblicaR$ 143,00
$100 em espécie na Confidence (câmbio R$ 1,86)R$ 186,00
$500 em VTM na Confidence (câmbio R$ 1,84)R$ 920,00
Presentes para host family (4 pessoas)R$ 180,00
Casaco impermeável (comprado em bazar)R$ 120,00
Anticoncepcional (13 meses = 13 caixas)R$ 247,00
Demais itens pessoaisR$ 170,00
TOTALR$ 5.706,93


Não inclui na lista os gastos que tive com viagens para Campinas (para fazer teste de inglês, pagar a taxa no Citibank e comprar dólar), porque meu irmão vai para lá uma vez por semana, ou seja, abusei das caronas! Aliás, meu irmão me ajudou muito, assim como meus pais. Eles foram indispensáveis nesta trajetória.

Provavelmente eu esqueci algum ítem. Se depois lembrar, volto e atualizo a lista. ;)

Permissão Internacional para Dirigir

Voltando à novela Au Pair, agora é hora de falar sobre a Permissão Internacional para Dirigir, a PID!

A PID é um dos documentos obrigatórios para se inscrever no programa de Au Pair, pois será ela que permitirá que você dirija nos EUA, dependendo das leis do estado em que você estiver.

A PID nada mais é do que a tradução da sua CNH para diversas línguas, como um livrinho mesmo. A validade dela será a mesma da sua CNH, então fique atento ao período em que fizer o requerimento.

A minha CNH vencia em Maio de 2011, então esperei renová-la para pedir a PID. Em Abril de 2011 dei entrada na renovação da CNH, fiz o exame médico, levei todos os documentos necessários na auto escola. Em um prazo de 15 a 30 dias, não me lembro o quanto demorou, já estava pronta para ser retirada.

Como moro no interior, e a PID é feita pelo Detran, optei por requerê-la na auto escola mesmo. No dia em que busquei minha CHN já levei os documentos necessários para a PID (xérox do RG e CPF, e um comprovante de residência original) e fiz o pedido. Por volta de 15 dias após o pedido, minha PID já estava pronta para ser retirada na auto escola. Tanto a CNH quanto a PID estão, agora, com validade até 2016.

No meu caso, paguei um pouco mais caro, por ter optado por fazer através da auto escola. A minha saiu por R$ 250, mas hoje já está R$ 300, na mesma auto escola. Pesquisei um pouco, e vi que outras garotas pagaram por volta de R$ 180, fazendo direto pelo Detran.

18 de out de 2011

A mais triste despedida

Eu queria manter uma linha e postar todos os passos do programa de Au Pair até chegar o embarque, mas hoje uma situação me fez parar para pensar e quis escrever aqui. Foi uma despedida, e esta será para sempre.

Money can buy you a fine dog,
but only love can make him wag his tail. (Kinky Friedman)
Em 1996 nasceu o Mailom, um Basset Daschund com o pelo marrom/dourado e uma faixa preta que começava atrás da cabeça e se estendia até o rabo. Baixinho e desajeitado, ele mal saía da área de serviço, onde o colocamos para dormir na primeira semana. Ele nasceu no dia 12 de Setembro e, um mês depois, exatamente no Dia das Crianças, ele chegou em casa. Eu estava com11 anos. Meu irmão, 8.

Ele foi escolhido para fazer parte da nossa família. Fomos vê-lo logo quando nasceu e era o único macho da ninhada. Até completar 30 dias, fomos até a casa em que vivia quase todos os dias, para vê-lo crescer, mamar, brincar com os irmãos.

Por um momento, é triste pensar que o separamos de seus irmãos e mãe, mas ao mesmo tempo ele recebeu todo amor que um animal de estimação poderia receber de humanos. Nunca o tratei como filho ou irmão. Ele sempre foi o meu cachorro, de estimação, sempre no lugar dele, mas recebendo um amor que nem eu mesma sei mensurar.

Eu o vi crescer, aprender a erguer a patinha para fazer xixi, dar os primeiros latidos, descobrir o apartamento, aprender a pular na minha cama, aprender a andar de carro em pé no meu colo e apoiado na janela para sentir o vento nas orelhas. Ele fez chantagem na primeira vez que colocamos coleira, mas depois aprendeu que só colocávamos isso nele quando íamos levá-lo para passear e passou a pedir por ela. 

Ele ficou com a gente no apartamento até completar um ano. Depois disso, passou a viver na casa dos meus avós, próximo de onde moramos. Ainda o víamos com muita frequência. 

Ele gostava tanto disso! ;)
Lá ele podia correr, cavar a terra e vir nos receber com o focinho todo sujo e abanando o rabo. Ele nunca deixou de ir ao meu encontro, e chegava a chorar pra chamar minha atenção até eu ir brincar com ele. Ele corria e se jogava no chão, pedindo que afagasse seu pelo.

O tempo foi passando, e sabemos que o tempo passa mais rápido para eles. Seu pelo começou a ficar branco, perdeu alguns dentes e a tal catarata sênior também chegou.

Hoje, aos 15 anos, ele já não enxerga mais, ou enxerga muito pouco. Sua audição ficou fraca e nem o olfato é mais o mesmo. Ele passou a não me reconhecer mais, pois perdeu os sentidos que usava para isso. Porém, eu não deixo de ainda retribuir toda a alegria que ele me proporcionou. Mesmo ele não percebendo mais que estou por perto, ainda gosto de sentar ao seu lado e afagar o pelo.

Hoje fui me despedir dele. Quando cheguei, ele estava deitado sobre a sua manta estendida no chão. Não se mexeu, até que sentei no chão, ao lado dele. Vagarosamente, ele tentou cheirar meu braço e minha mão. Quando percebeu que era eu, ele tentou levantar. Sua patinha esquerda dianteira tremeu, e ele caiu. Coloquei uma das minhas mãos embaixo do peito dele, entre as patas, e o ajudei a ficar em pé. Ele abanou o rabo lentamente, mas não aguentou ficar muito tempo naquela posição. 

Deitou, de lado, e continuou abanando o rabo. Fiquei ali por um tempo acariciando atrás das orelhas e o peito. O pelo dele não é mais macio, e cai muito. Minha mão ficou cheia de pelos, o que normalmente atacaria a minha alergia, mas hoje isso aconteceu.

Com muita dificuldade, ele levantou mais uma vez. Muito lentamente ele saiu andando. Foi até o local onde ele costumava fazer suas necessidades. Fiquei observando, e o vi agachar para fazer xixi, assim como ele fazia quando filhote enquanto ainda não sabia levanta a pata. Percebi que a dor e a idade fizeram com que ele regredisse. E eu ainda não tinha presenciado uma situação dessa.

Ele voltou, no ritmo dele, e deitou. Não se importou se eu estava ali, mas continuei ao lado dele. De repente, ele se levantou denovo. Saiu andando, devagar, procurando pela vasilha cheia de água. Demorou alguns segundos até que conseguiu encontrar. Com o focinho ele foi "tateando" o caminho até a água. Com muito cuidado, ele foi abaixando a cabeça até que sua boca tocasse a água e ele tivesse certeza de onde estava. Bebeu um pouco e voltou ao mesmo lugar.

Eu sei que ele não vai aguentar me esperar. Quando eu voltar, talvez ele já tenha ido embora. Entretanto, gostaria que ele não sofresse por um tempo muito longo. É muito triste ver um ser incapaz de pedir ajuda, de dizer que está mal. 

As fotos que usei neste post são de 2007. Seu pelo já estava começando a ficar branco, mas ele ainda era ágil e cheio de alegria. Fazia festa, corria, latia muito. E é assim que quero me lembrar dele, do meu primeiro cachorro, deste amor diferente que aprendi a cultivar e vai durar para sempre!

Run, Mailom, run!
É, ele nunca gostou muito de fotos! ;)

I got my Visa! - Sobre como foi minha entrevista no Consulado Americano

Cheguei às 6:30 no consulado, em São Paulo. Minha entrevista era às 7:30. Fomos eu eu meu pai, no taxi de um amigo de longa data.

Como já sabia de toda a trajetória lá dentro, por ter tentado um visto F1 em Junho e ter sido negado, acabei explicando para algumas pessoas que estavam próximas, cheias de dúvidas, como tudo funcionava.

Quando cheguei, a fila ainda não estava chegando no final do quarteirão, mas de repente chegaram muitas pessoas e a fila se perdeu de vista.

Passei pelo portão, onde uma mulher olhava o que eu tinha em mãos e avisava que não podia entrar com eletrônicos e objetos de metal. Segui a fila, e outra mulher grampeou a página de confirmação de agendamento e do DS-160, a foto e o comprovante do Citibank.

Mais à frente, entrei em uma sala onde minha pasta passou por uma esteira e uma policial me revistou com um detector de metais. Como eu estava segurando uma garrafa de água, os policiais pediram que eu bebesse um pouco na frente deles. Depois disso, finalmente estava na fila para pegar a senha.

Peguei a senha e passei por uma pré-entrevista, em que a atendente perguntou o motivo do intercâmbio e pediu os formulários DS-2019 e I-20. Me devolveu os documentos e o passaporte, e então parti para a fila de coleta das digitais.

Depois de muita espera, e ficando atenta às senhas, que são chamadas aleatoriamente, finalmente chegou a minha vez! Ali, no guichê para as digitais, um americano muito simpático e sorridente, cabelos e olhos claros, me chamou de senhorita e deu as instruções, com seu Português carregado de sotaque, sobre como posicionar as mãos no scanner.

Parti, então, para a fila do visto, a qual não estava muito longa. Ainda segurei lugar para o rapaz da frente, que queria ir à cantina. Inexplicavelmente, eu não estava nervosa. E a fila andou sem demora.

Quando chegou a vez dele, não estava ainda com os documentos em mãos e a funcionária, que estava organizando a fila, me disse para ir no lugar dele. Era o guichê 9.

Um senhor grisalho e barbudo me cumprimentou. Muito paciente, e falando de forma clara e pausada, começou suas perguntas em Português.

- Bom dia.
- Bom dia.
- Passaporte e formulários, por favor.

Entreguei confirmação do agendamento, o DS-160 já com a foto e o comprovante do CitiBank anexados, DS-2019, I-20 e passaporte.

- Primeiro visto, Aline?
- Sim, primeiro visto J1.
- Então, qual o motivo do intercâmbio? - Indagou, enquanto lia os formulários. - Ah, sim. Au pair!
- Isso mesmo. Au pair!
- Você já conversou com a família?
- Já, sim!
- Qual o nome da mãe nos EUA?
- É .... .....
- E o pai?
- Ela é divorciada.
- O que ela faz lá?
- Ela trabalha com ....
- Quantas crianças são?
- Três.
- E qual a cidade?
- McLean, VA.

Levantou as sobrancelhas, leu algo no monitor. Digitou, digitou, digitou. Leu algo mais.

- A menina tentou um visto em Junho, mas estava desempregada. Certo?
- Isso mesmo! Foi minha primeira tentativa, para F1, e eu estava desempregada.
- Por que a menina decidiu, em apenas dois meses, viajar como Au Pair?
- Ah, muita coisa mudou neste tempo e...
- Sim, eu vejo. Você conseguiu um emprego, certo? - Disse, interrompendo-me.
- Isso mesmo. Consegui um emprego!
- Desde quando a menina está trabalhando?
- Desde Agosto.
- E a menina vai deixar um emprego que tem só um mês para viajar por um ano? Por quê?
- Porque quero melhorar meu inglês para voltar e continuar trabalhando aqui.

Ergueu as sobrancelhas novamente. Digitou, digitou, digitou.

- Então você fala Inglês?
- Yes, I do! - Respondi, sem nem perceber que havia feito em Inglês.

Neste momento, ele passou a fazer todas as perguntas e comentários em Inglês.

- O que você faz aqui?
- Sobre meu trabalho?
- Sim.
- Sou Engenheira de Software.
- E você usa inglês no seu trabalho?
- O tempo todo! Nosso maior cliente é internacional e tudo relacionado a ele é feito em inglês. As reuniões, os documentos, tudo!
- Então você vai deixar o seu novo emprego? E o que fará quando voltar?
- Quando voltar poderei trabalhar, provavelmente, na mesma empresa, mas também posso ser professora, porque tenho uma graduação em Letras.
- Você pode provar que é graduada?
- Claro! - Respondi sorridente.
- Posso ver?

Entreguei-lhe o diploma da graduação em Letras e o certificado da pós-graduação em Desenvolvimento de Sistemas Web, e disse:

- Olha, tenho uma graduação e uma pós.

Ele olhou os documentos e me devolveu. Levantou as sobrancelhas mais uma vez. Digitou, digitou, digitou.

- Não sei se é uma boa ideia você viajar. Não creio que você voltará.
- Por que não? - Indaguei sorrindo, como se fosse uma conversa informal.
- Ora, por que... Porque você está deixando um emprego de apenas um mês!
- Mas eu tenho duas profissões aqui. Eu voltarei, sim!
- E como você pode afirmar que conseguirá voltar para a mesma empresa?
- Trabalho em uma grande empresa, e toda semana chegam pessoas novas para trabalhar. Quando eu voltar, certamente tentarei retornar lá.
- Humm.. Não sei, ainda não creio que você irá voltar.
- Eu voltarei sim! - E sorri.

Ele esboçou um sorriso, mas voltou a erguer as sobrancelhas. Digitou, digitou, digitou.

Tirou o microfone, pegou meu passaporte com os formulários e saiu. Quando voltou, estava acompanhado do homem que me entevistou em junho. Conversaram algum minutos.

Sentou novamente, colocou o microfone e voltou a me questionar, ainda em Inglês.

- Qual é mesmo o nome da senhora nos EUA?
- É ....
- O nome todo?
- Desculpe! É .... ....
- Você tem parentes lá?
- Não, nenhum.
- Você tem irmãos ou irmãs?
- Tenho aqui.
- Quantos?
- Um irmão só.
- E o que ele faz?
- Ele é Engenheiro Mecânico.
- Ambos Engenheiros? Hum.. Ele está na universidade?
- Não. Já terminou e agora cursa o mestrado.

Novamente, ergueu as sobrancelhas. Digitou, digitou, digitou. Leu algo no monitor. Fez uma pausa. Olhou para mim e disse:

- Me explica melhor o que você faz no seu trabalho.
- Como lhe disse, sou Engenheira de Software. Trabalho construindo sites e dando suporte aos sites do cliente que já estão prontos, junto a uma grande equipe. Bom, eu trabalho com desenvolvimento, códigos.
- Agora diga-me, com suas próprias palavras, qual o propósito da sua viagem? Por que você decidiu deixar um emprego recente para viajar por um ano? Quais são seus objetivos? Assim também aproveito para ver como anda o seu Inglês...
- Ok! O objetivo principal é melhorar meu Inglês, sem dúvida alguma. Escolhi o programa de Au Pair porque acredito que, morando com uma família americana, eu posso aprender muito mais, e praticar muito mais, do que estudando em uma sala de aula com alunos de diversas nacionalidades. Além disso, o idioma é muito importante para as minhas profissões. E em relação a ser professora, todas as escolas de idiomas aqui sempre perguntam aos professores se eles já viveram em outro país.

Voltou a erguer as sobrancelhas. Digitou, digitou, digitou. Pegou meu passaporte e usou o leitor de código de barras para ler o código impresso. Observei atônita, sem saber o que estava por vir.

- Hum... Tá bom, tá bom. Vá lá pagar o Sedex!
- Muito obrigada! Tenha um ótimo dia!

Deixei o guichê ainda sem entender direito o que havia acontecido. Tentava lembrar as últimas palavras dele, para ter certeza de que entendi corretamente.

No episódio em que tive o F1 negado, o homem que me entrevistou me mandou colocar os polegares no scanner, em cima do balcão e depois me disse para pegar o telefone. Quando o peguei, ouvi que havia sido negado. Em seguida, ele me devolveu o passaporte, os formulários e uma folha explicando os prováveis motivos de ter sido negado.

Desta vez, isso não aconteceu. Ele continuou segurando meu passaporte e me disse para seguir em frente.

Quando cheguei na fila do Sedex, olhei para a grade, procurando meu pai. Ele estava ali, curioso, olhando para mim. Fiz um sinal positivo, com a mão direita, e disse que só faltava pagar a taxa.

Ao sai pelo portão, abracei meu pai e lhe contei toda a história acima. Ele, que passou três intermináveis horas em pé ali do lado de fora, ficou orgulhoso. E sorriu.

A preparação para o Visto

Depois de fechar o match, começou a correria para o visto!

Consegui agendar a minha entrevista para o dia 26 de Setembro, às 7h30. Duas semanas depois do match, ou seja, pouquíssimo tempo para ajeitar todos os documentos! Para ajudar, correios em greve e o medo de não receber o kit visto (DS-2019, I-20 e uma lista de documentos a serem providenciados) a tempo!

Quero deixar a entrevista no próximo post - foi longa, muito longa -, então neste deixarei aqui somente os documentos que levei para a entrevista.

Para começar, meu pai foi meu sponsor. Eu paguei todo o programa, mas não tenho bens em meu nome. Por conta disso, no DS-160 coloquei que foi meu pai quem pagou tudo.

Dos documentos que listarei aqui, nem todos provam vínculo com o Brasil, e nem todos são necessários. Optei por levar documentos pessoais, independente de vínculo ou necessidade de serem mostrados.

Documentos meus:

  • Passaporte
  • Foto 5x7
  • Comprovante do CitiBank
  • Comprovante de agendamento
  • DS-160 (somente a página de confirmação)
  • DS-2019
  • I-20
  • Cópia do RG e CPF
  • CNH e PID
  • Certidão de nascimento
  • Carteira de Vacinação
  • Carteira de Trabalho
  • 3 últimos holerits
  • 3 últimos boletos do plano de saúde
  • Extrato bancário dos 3 últimos meses (conta corrente e poupança)
  • Última declaração do Imposto de Renda
  • Diploma da graduação
  • Certificado da pós-graduação
  • Página de contatos do perfil na Cultural Care
  • Dossiê da host family
  • Carta do coordenador do programa de au pair
  • Carta de participação do programa de au pair
  • Carta de solicitação do Social Security


Documentos do meu pai:

  • Cópia do RG e CPF
  • Certidão de casamento
  • Cópia do documento do carro
  • Cópia da escritura da casa
  • Cópia da escritura do terreno
  • Última declaração do Imposto de Renda
  • Carteira de Trabalho
  • Comprovante de aposentadoria
  • 3 últimos holerits
  • Extrato bancário dos últimos 3 meses (conta corrente e poupança)
  • Carta de custeio em nome dele


Doumentos da minha mãe:

  • Cópia do RG e CPF
  • Última declaração do Imposto de Renda
  • Carteira de trabalho
  • Comprovante de aposentadoria
  • 3 últimos holerits


Pois é, levei a família toda para o Consulado! Tudo o que precisava e o que não precisava também.

De todos estes documentos, o cônsul só pediu para ver meu diploma e o certificado. Mais nada!

Não importa o que as pessoas digam sobre o Consulado, o frio na barriga sempre estará presente!

Leve mesmo todos documentos, possíveis e impossíveis de serem pedidos.

A única dica que se pode dar é: esteja confiante e calmo. E não ofereça documentos que não lhe foram pedidos pelo cônsul. Se você conseguir conversar tranquilamente e responder o que lhe perguntarem, já será um bom começo!

17 de out de 2011

Primeira host family, primeiro contato e match

Como disse no post anterior, no dia 31 de Agosto eu recebi meu primeiro email vindo de uma host family. Estava ainda no ônibus, voltando para casa, quando resolvi olhar meus emails pelo celular.

Obs.: como ainda não sei da política da host mom sobre divulgar o nome da família ou fotos, não mencionarei nada relacionado, por enquanto. ;)

O assunto era "Possible host family ;)", assim, com o smile. Abri e comecei a ler. Era uma mulher se apresentando e, já na primeira linha, dizendo que esperava ser minha host mom. Disse que tem três filhos: um garoto de 5 anos, uma garota de 9 e outra garota de 11.

Ela parecia ser bem atenciosa pela forma como escreveu, e o que me chamou a atenção foi que ela disse, no email, que as crianças estão acostumadas com brasileiras e que suas amigas têm au pairs brasileira também.

Já neste primeiro email, ela me perguntou se poderíamos conversar no dia seguinte por telefone, ou Skype.

Respondi imediatamente, agradecendo o contato e já adiantando que poderíamos conversar por Skype. Ela me respondeu em seguida, e assim combinamos. Mais tarde, quando cheguei em casa, olhei com mais calma o perfil dela e enviei outro email com algumas perguntas sobre as crianças e o schedule.

No dia seguinte, ela me mandou email para combinar um horário no Skype. Combinamos, e fiquei esperando. Próximo da hora combinada, ela me enviou um email dizendo que estava disponível. Até que liguei meu laptop e testei o login no Skype, ela me enviou outro email, super preocupada e envergonhada, porque não estava conseguindo conectar o Skype dela.

Achei essa preocupação dela algo positivo. Pareceu que ela estava se esforçando para passar uma visão positiva e atenciosa por parte dela.

Depois do imprevisto, finalmente conseguimos conversar pelo Skype.

A conversa durou certa de 40 minutos e me senti bastante tranquila. Entendi tudo o que ela disse, e consegui também falar, fazer perguntas. Perguntei como são as crianças, o que eles costumam fazer depois da lição de casa, se eu teria que levá-los à escola ou se eles utilizam algum meio de transporte que não o carro, coisas do tipo.

Ela me contou, então, que estava se divorciando e que eu teria bastante tempo livre, pois uma vez por semana as crianças passam a noite na casa do pai, e um final de semana sim, outro não, também. Além disso, ela me falou que eu seria a primeira au pair dela, mas que as crianças já tiveram babás brasileiras e por isso ela decidiu por ter uma brasileira com ela também.

Outro ponto positivo, foi que ela se prontificou a me passar o contato de duas outras au pairs da região. Uma vive lá há 4 anos, e a outra havia chegado em Maio. Achei muito legal essa preocupação dela em fazer com que eu tivesse contato com outras garotas antes mesmo do match. Segundo ela, poderíamos conversar por email ou Skype, e eu poderia perguntar o que quisesse para elas, pois ela não estaria por perto.

Na semana seguinte, combinamos de conhecer as crianças. No dia combinado, ela me avisou por email e fiquei online no Skype. 

Os três irmãos estavam muito agitados e ela perguntou quem iria falar primeiro. O garoto disse que seria ele, mas quando a host lhe disse para olhar para a câmera e falar, ele ficou envergonhado. 

Em seguida, a garota do meio se prontificou a falar. Me disse seu nome, sua idade e suas cores favoritas. Também me disse que gosta muito de animais, especialmente dragões e dinossauros, e que queria ter um camaleão de estimação. 

Depois foi a vez da mais velha. Me disse seu nome, a idade e a série que estuda na escola. Ela se sente a mais responsável, a maior, super confiante. Chegou a me dizer que ela era a irmã perfeita! 

Por fim, o mais novo resolveu falar. Me disse seu nome, a idade e suas cores favoritas, repetindo as cores que a irmã do meio disse, mas acrescentando o azul. Achei fofo!

Por vezes eles falavam rápido, e a host pedia para que eles se acalmassem e falassem devagar, porque eu sou brasileira e o Inglês não é o idioma do meu país. Achei atenciosa.

Engraçado foi quando a do meio me disse que queria um camaleão. Eu não entendi a palavra e lhe disse. Ela então me explicou o que é um camaleão: é como um lagarto, só que ele muda de cor. Simples, não? rs

Ah, no final da conversa a host perguntou se eles ainda tinham algo que queriam saber. O mais novo disse que sim e começou a me contar que ele queria ter um hamster de estimação, porque gosta muito do animal. Quando ele terminou, a host explicou para ele que ele havia contado algo para mim, que ele não havia feito uma pergunta. Ele, sentado no colo dela, olhou para ela e fez uma carinha de decepção que dizia "poxa, eu tinha certeza do que estava fazendo!". Foi muito engraçado!

Mais ou menos no dia 9 de Setembro, ela me mandou outro email. O assunto deste era "Another Brazilian Au Pair". Meu coração parou e senti um frio na barriga! Será que ela ia me avisar que estava conversando com outra au pair? Foi a primeira coisa que pensei ao ler o assunto.

Nada disso! Era só o contato da au pair que havia chegado em Maio. Ufa! Dias depois, ela me passou o contato da outra au pair, que mora lá há quatro anos.

Enviei um email para a au pair que a conhece há mais tempo, perguntando como é a host mom, e como são as crianças. Não disse nada sobre o que senti a respeito deles, muito menos o que a host havia me dito. Queria saber da au pair o que realmente ela pensava sobre eles.

Para a minha surpresa, recebi de volta um email super positivo! A au pair me contou que a host é super amigável, "pra frente", muito gente boa. Falou super bem das crianças também e sobre a região. Fiquei muito animada!

Conversei um pouco com a outra au pair também, mas mais a respeito de estudo, pois o schedule dela é bem parecido com o que terei. Acho que conseguirei gerenciar meu tempo a meu favor. Veremos! ;)

Depois disso, continuamos nos falando por email. Fiz milhares de perguntas para a host e ela sempre me respondeu com muita atenção.

Passamos alguns dias sem nos falarmos, e no dia 12 de Setembro recebi uma notificação da Cultural Care, por email, dizendo que a família havia me escolhido! Já tinha data de embarque e tudo. Que loucura!

Não tive reação alguma. Liguei no 0800 e perguntei se era aquilo mesmo. Pensei que a host iria conversar comigo, me perguntar se queria mesmo ficar com eles e tal, mas não! Ela fechou logo o match e pronto!

Fiquei muito feliz, pois havia gostado bastante deles. Todas as características batiam com o que eu esperava de uma host family. Claro que problemas acontecerão, mas isso faz parte da vida e do toda família. Estou bem confiante e ansiosa para conhecê-los. Acho que há grandes chances de eu ter um ótimo ano como au pair.

Depois disso, começou a correria para o visto, o que contarei no próximo post! ;)