31 de dez de 2011

Segundo mês, segundas impressões.

No dia 25 de dezembro completei dois meses em solo americano. E é claro que, como todo bom brasileiro, eu deixei pra escrever sobre isso na última hora, no último dia do ano! ;)

Começando pelo idioma, já que o objetivo do intercâmbio era praticar e melhorar, eu digo que já aprendi, sim, várias palavras que eu nem imaginava como eram, mas mais importante que isso, eu perdi a vergonha de falar. Eu sentia vergonha de falar inglês com americanos, afinal eles poderiam entender algo errado. E eu também sentia vergonha de ser corrigida. Hoje as crianças me corrigem, ainda, mas sinto que é muito natural. E é ótimo para mim! Toda vez que eles me corrigem, eu repito e pergunto se pronunciei certo. O pequeno aproveita meus erros pra fazer piadinhas e eu acabo caindo na gargalhada!

Mas e o clima? A tão aguardada neve? Pois é, nem sinal de neve ainda! Hoje, por exemplo, saí durante a tarde usando só um sueter de lã, sem precisar de luvas ou algo mais. Enfim, quando o inferno branco chegar, lá fora estarei eu toda boba vendo neve pela primeira vez. E depois volto aqui para contar! ;)

Sobre compras, ainda continuo na fase de só adquirir o que me é necessário. Todo mundo sabe que salário de Au Pair não é dos melhores, e se você não se controlar, gasta os $195 semanais brincando! Ganhei casaco e botas do namorado, e comprei algumas calças e cosméticos (hidratante, lip balm). Ainda preciso de luvas. E o fato de nunca ter enfrentado um inverno americano, não tenho muita ideia de que roupas escolher.

Já que mencionei o namorado, fica aqui a confirmação: eu e Joel oficializamos o namoro neste mês. A história é longa, mas é muito bom, para nós, podermos expôr isso. E, claro, ele tem me feito muito feliz.

Também fiz algumas amigas. Marie, a alemã, e Marion, a francesa. Marie já está aqui há mais tempo, e Marion chegou há um mês. Me identifiquei muito com ambas e adoro a companhia das duas. Além de serem ótimas, ainda podemos praticar o inglês, afinal cada uma tem uma Língua Materna diferente. E, por mais estranho que possa parecer, não tenho nenhuma amiga brasileira com quem eu realmente saia, passe algum tempo. Conheci algumas e até nos vemos às vezes, quando alguma precisa de um favor, ou para combinar playdate para as crianças.

E a host family? Eles são ótimos! Minha host sabe dividir os papéis com muita sutileza. Eu não sou parte da família, sou só a au pair, mas a forma como ela me trata me deixa confortável para viver aqui. Às vezes tenho a sensação de que fui adotada por eles e estou me adaptando a esta vida. Ela sempre me convida para os programas em família, mesmo no meu dayoff, a não ser que eu já tenha planos. Se ela precisa da Minivan para sair com as crianças no meu dayoff, ela deixa o carro dela para mim. Enfim, ela é muito correta em relação às regras do programa, e também muito mente aberta. A gente conversa bastante, tudo é na base da negociação.

A vida aqui é dura, trabalha-se bastante. O cansaço é inevitável e há dias em que você não quer sair do quarto, de tanta preguiça. Porém, há muita coisa aqui para se viver, e isso faz com que as dificuldades não tomem conta da sua vida. É possível equilibrar momentos bons e ruins, e tirar proveito do que o país oferece.

Ah, feliz ano novo! ;)

29 de dez de 2011

E o Natal americano?

Depois de um mês sem escrever, cá estou eu para contar sobre o meu Natal em terras do homisfério norte.

Para começar a saga, eu vivo com judeus. Judeus não comemoram o Natal, e sim o Hanukkah. Para completar, as crianças passaram o Natal com o pai. Resultado: nada de Natal aqui em casa!

Como as crianças ficaram com o pai durante uma semana, minha host me deu a primeira semana de férias e eu fui passar o Natal em Boston, com o namorado (isso mesmo, mas este último é assunto para outra hora).

Na quarta-feira deixei as crianças na escola e outra au pair me levou até o metro. Como o pai ia buscá-los na saída, eu já estava off. De metro fui até Washington DC e lá tomei um ônibus até NY. Quatro horas de viagem, e então tomei mais um ônibus, agora para Boston. E lá se foram mais quatro horas de viagem! E é claro que Murphy mexeu os pauzinhos e colocou gente três vezes maior que eu do meu lado, em ambos os ônibus! ;)

Na quinta-feira, depois de ter descansado da longa viagem, eu e Joel saímos em busca da árvore de Natal perfeita! Já havíamos decidido que seria natural, mas eu não tinha muita ideia de como comprar uma aqui. Já tivemos um pinheiro natural no Brasil, em um Natal, mas papai fez todo o trabalho e eu só lembro da árvore ja em casa.

Lá fomos nós. Chegamos na floricultura onde havia diversas árvores já podadas, todas em pé. De todos os tamanhos e preços. Escolhemos uma e o vendedor começou o ritual. 


Tirou a árvore do suporte, colocou em uma máquina para chacoalhá-la (isso faz com que as folhas secas e até insetos caiam e você não leve mais sujeira do que o necessário para casa). Depois disso, aparou alguns galhos e colocou em outra máquina que a envolveu em uma tela, para poder transportá-la. 


Joel, o lenhador, carregou nas costas. Questão de honra, né!

Ao fundo, Flash em sua caminhada matinal, capturado pela câmera do iPhone 4. Só os bons entenderão! rs
Com árvore em mãos, ou no ombro, seguimos para a Target onde compramos os enfeites. De volta em casa, Joel foi trabalhar e ficou na minha responsabilidade a missão de decorar a nova aquisição.

Abri uma cerveja, e comecei os trabalhos natalinos. No Brasil eu sempre ajudei minha mãe nesta tarefa. Ou fazíamos juntas, ou eu preparava tudo pra estar pronto quando ela chegasse em casa. Decorar a casa para o Natal é uma coisa que sempre gostei de fazer, e minha família não passa um ano em branco.

Enfeites no lugar!

Um Feliz Natal, Yoda lhe deseja.

Com os presentes, antes da ceia.
Agora me diz: tem árvore de Natal mais Geek que a nossa?

A ceia foi bem legal. Estávamos entre brasileiros e cada um levou um prato. Eu fiz Sweet Potato, que foi o primeiro prato que comi quando cheguei na host family. Minha host me ensinou e, modéstia à parte, ficou igualzinha à dela! rs Enfim, comemos e bebemos MUITO!

À meia noite, abrimos os presentes. E um dos que ganhei, do Joel, foi awesome: um Buzz Lightyear! :D

Ao infinito, e além!
No domingo fomos visitar alguns amigos. E mais brasileirada reunida, desta vez para um almoço! Apesar de estar adorando conviver com americanos, foi com os brasileiros que me senti em casa. Mesa farta, cheia de gente, todo mundo bebendo à vontade e conversando diversos assuntos, barulho, cheiro bom de comida, risadas... Foi ótimo!

Na segunda eu e Joel fomos a NY. Passamos o dia todo batendo perna pela São Paulo americana, mas isso eu vou deixar para outro post.

Terça-feira foi dia de preguiça, de pedir uma pizza e ficar em casa se recuperando da loucura do Natal. Íamos andar por Harvard, em Boston, mas o cansaço falou mais alto.

Quarta-feira foi dia de voltar pra casa, em McLean. Passei o dia arrumando a mala. Detalhe: passei oito dias só com a bagagem de mão. Estou ficando mestre em fazer mala pequena para grandes estadias! rs

Meu voo saiu de Boston às 7:20pm e cheguei em Washington DC às 9pm. Viagem super tranquila, e um piloto foda que aterrissou sem a gente nem sentir o baque!

See you soon, Boston!
De volta a McLean, depois de ensinar o taxista a usar o próprio GPS, desfiz a mala, tomei um banho e corri pro conforto da minha cama. Ainda no caminho de casa, recebi da minha host o schedule para hoje, quinta-feira. As crianças não têm aulas até 2 de janeiro, o que significa que tenho alguns dias para acordar um pouquinho mais tarde e não preciso dirigir pra lugar algum! rs

Para terminar, fica aqui a minha promessa para o próximo post. Dia 25 completei dois meses desde que cheguei nos EUA, ou seja, vem update mensal por aí! ;)

See ya!