27 de jul de 2012

J, o meu desafio diário.

Que o Pequeno é o meu xodó, não é novidade para ninguém. Este loirinho de 5 anos é a minha paixãozinha Americana, meu Menino Maluquinho!


Ele me testa o tempo todo. Chora pra chamar a atenção, coloca a culpa nas irmãs, apronta todas, e sempre acha que um "sorry!" resolve tudo. Muitas vezes preciso ser rígida com ele (e isso parte o meu coração), mas só assim as crianças aprender a respeitar os mais velhos.

Ontem eu estava sentada no sofá, quando ele se jogou nas almofadas. Ficou ali fazendo graça, e começou a cantar uma das músicas que eles gostam, a tal "TTYLXOX" (a sigla - "Talk To You Later, XOX" - é um "internetês" e significa algo do tipo "Falo com você mais tarde, beijos!").

Como eu estava com o iPhone na mão, abri a câmera e o apoiei no meu joelho, pra ele não perceber. Fiquei ali filmando "escondido" enquanto ele cantava. De repente ele falou alguma coisa sobre a palavra "loop" (laço) e começou a explicar, do jeito dele. No final, fui atacada por ele (vai ver ele descobriu que eu estava filmando!) e resolvi deixar o vídeo assim, sem cortar.

Não tem nada de especial, mas eu achei graça. Ele, de vez em quando, tem uns ataques de fofura que não dá pra explicar escrevendo! Só mesmo convivendo com ele para saber. Enfim, fica aqui o vídeo, apesar do áudio péssimo, para guardar mais uma fofura dele! ;)



26 de jul de 2012

9 meses e uma decisão

Eu nunca sei em que dia comemorar minha chegada aqui. No dia 25 de Outubro foi quando desembarquei em NY, mas no dia 28 de Outubro foi quando minha história como Au Pair realmente começou. Foi quando eu vi a minha host family pela primeira vez e, literalmente, corri para o abraço!

Este país deveria chamar-se "United States of Heaven".

Lembro que eu lia muitos blogs antes de me tornar Au Pair, e a maioria das meninas fazia um balanço mensal sobre o que mudou, o que aconteceu, etc. Eu nunca consigo fazer isso!

A vida aqui flui tão naturalmente, que eu não consigo enxergar o que realmente muda de um mês para outro. O que aconteceu ultimamente foi que acabei conhecendo muito mais Brasileiras na região em que moramos agora.

Por conta da saudade de casa, ter amigas Brasileiras, agora, está me fazendo muito bem! Confesso que sinto falta de falar Inglês nos finais de semana em que passo meu tempo somente com meninas da mesma nacionalidade que eu, mas por outro lado estas amizades vão me deixando mais confortável e segura para levar a vida do lado de cá. É sempre bom ter alguém que te entende pelo simples fato de ter vivido a mesma cultura que você. 

Olhando do alto, no que a minha vida se transformou depois de toda esta mudança, eu posso dizer que, aos poucos, eu moldei a minha vida do lado de cá. Arrumei meu quarto, construi uma relação com a minha host family, superei meu trauma de dirigir, fiz amigos, criei minha rotina, comprei o que queria, me permiti sentir-se em casa em um lugar o qual não é meu.

Com seis meses aqui me bateu o desespero e quis voltar no final do primeiro ano. Uma saudade sem tamanho da minha família me fez querer ir embora. Conversei com meus pais e eles me apoiaram, afinal eles sempre o fazem, independente da minha decisão. Estava tudo certo, na minha cabeça. Porém, ainda não havia conversado com a minha host.

O tempo passou, pensei melhor, algumas coisas na minha vida se ajeitaram, conheci mais gente, a contagem regressiva começou a roubar meus dias, e eu percebi que eu queria mais. Um ano só, não seria o suficiente.

Conversando com meus pais, mais uma vez, decidimos, juntos, que o melhor a se fazer é ficar por mais um ano. Já sou graduada e pós-graduada no Brasil, ou seja, não deixei pendências a serem resolvidas. Tenho praticamente duas profissões as quais crescem a cada dia (mesmo o professor não sendo tão valorizado quanto deveria), e isso faz eu me sentir segura daquilo que sou e do que faço. Eu não tenho medo de trabalho. Por que teria medo do mercado? Meu pai, meu maior exemplo de determinação, voltou a trabalhar depois de aposentado. Por que eu teria medo de (re)começar a trabalhar no Brasil aos 28 anos?

Ter vindo para os EUA foi quase como pausar a minha vida real para viver em um universo paralelo. Aqui tudo é diferente, aqui tudo corre como a gente menos espera. A vida do lado de cá passa rápido demais! E a vida do lado de cá não é permanente.

Tenho aprendido muito, tenho descoberto muito, tenho me apaixonado muito. Tudo aqui tem sido exatamente como eu imaginava. Minha vida aqui não me traz surpresas ruins. Até o problemas têm me servido como fortalecimento. Pode parecer clichê, mas é assim mesmo.

Enfim, não consigo encontrar motivos que me façam ir embora no primeiro ano. Todo mundo quer que eu fique. Minha host, as crianças, meus pais.. Até os avós perguntam frequentemente para a minha host se eu vou ficar!

Portanto, "se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico". Mais um ano! ;)

25 de jul de 2012

Sobre House Party e BBQ

É claro que a vida de Au Pair não é só trabalho. A gente também se diverte, e muito! Sendo assim, resolvi contar sobre toda a loucura que aconteceu no último sábado à noite...

Se você já assistiu filmes como a famosa série American Pie, vai querer ir a uma House Party só para ter certeza se as coisas são mesmo como você viu no cinema. Uma vez me disseram para nunca ir a uma, porque só o pessoal do College frequenta esse tipo de festa, ou seja, só o pessoal novinho, na faixa dos 18 anos. Eu confesso que iria pela curiosidade, e não importa! E foi o que fiz.

Tudo começou quando uma amiga disse que ia com outra amiga em um churrasco de aniversário de outra amiga, a qual eu, até então, não fazia ideia de quem era (eu sei!).

Compramos Buffalo Wings e um pack de 24 Budweiser (eu também sei!), e partimos para o tal churrasco (bbq). Chegando lá, éramos as únicas Brasileiras, e au pairs. Todos lá eram Americanos, e com mais de 30 anos (a aniversariante estava fazendo 37). Viram? Nem sempre uma House Party é feita de adolescentes!

Eu, Isabela, Glaucia, e Hannah, a aniversariante.
Chegamos meio tímidas, ainda conversando em Português, e só cumprimentando algumas pessoas, respondendo o que nos perguntavam.. Quando então resolveram jogar Beer Pong e eu, a curiosa, falei que nunca havia jogado. Pronto! Lá vão as Brasileiras jogar Beer Pong pela primeira vez!

O Beer Pong é um jogo onde duas duplas têm 6 copos de bebida cada (eu e Isa tínhamos cerveja, a outra dupla tinha Margarita). Com os copos arranjados em forma de triângulo na mesa, cada dupla tem que acertar uma bolinha de ping-pong em um copo da dupla adversária. A cada bolinha acertada, o adversário bebe e elimina o copo. E o jogo vai assim até uma dupla vencer. Detalhe: a dupla perdedora ainda tem que beber os copos que sobraram da vencedora.

Depois de muito errar e perder o jogo, continuamos ali rindo e conversando. Então, eles decidiram jogar Flip Cup. Neste jogo os times podem ter quantas pessoas quiserem jogar, mas ambos precisam ter o mesmo número. Consiste em brindar, tocar a mesa, beber, colocar o copo na borda da mesa e com um "peteleco" virá-lo de ponta-cabeça. Assim que o primeiro fizer, o seguinte faz e assim por diante. Ganha o time que terminar primeiro.

Fiz um vídeo do pessoal explicando as regras (em Inglês, claro) e jogando. Claro que eu filmei antes de eu jogar, mas já estava apreciando as bebidas. Portanto, aproveitem para apreciarem o meus Inglês, afinal todo bêbado fala - muito bem - outro idioma! haha


Não contentes com a diversão do churrasco, resolvemos ir para o Zaaza, um club em Sterling, para encontrar Isabelle, a Alemã que voltou pra casa nesta semana. O lugar não estava muito cheio, e estava tocando Black Music. Pelo menos não pagamos para entrar, e ja havíamos bebido no churrasco. Na saída, dou de cara com Brian, o Americano que conheci há alguns meses (longa e inacreditável história, fica pra depois).


Enfim, voltamos para o churrasco, mas já estava acabando. Hora de voltar para casa, todas cansadas, e desejando dormir o mais rápido possível!


Ah! Quase ia me esquecendo.. Sobre o churrasco, algumas observações: eles assam burgers (com queijo por cima) e salsichas, e disponibilizam pães (bun) para montar tanto hot dog quanto hamburger. Também havia alguns aperitivos (ou snacks) como mini cenouras, pepino, molhos etc. Pois é, não tem picanha, nem frango, nem farofa, nem pão francês, nem vinagrete. Churrasco Americano é mesmo como a gente vê nos filmes! hehe


Todo final de semana aqui eu passo por experiências inacreditáveis, e este último sábado não foi diferente. Eu simplesmente coleciono essas histórias e escrevo aqui para ficar registrado. Não me importa quem gosta ou não deste tipo de texto/post. Para mim, é só mais um capítulo da minha "vida Americana".


E quer saber? Mal posso esperar pelo próximo final de semana! ;)

24 de jul de 2012

Ah, as férias!

Tanta coisa aconteceu em uma semana, que nem sei por onde começar a contar! Já deixo logo avisado, portanto, que o post ficará longo.

Fiquei de folga entre 28 de Junho e 8 de Julho, porque as crianças ficaram com o pai. No meu caso, eu não escolho as minhas férias. As tenho nestes dias em que as crianças ficam com o pai por uma semana (a primeira foi no Natal, esta foi a segunda).

Preferi não fazer uma viagem só. Por ser a semana do 4 de Julho, tudo fica muito caro. Além do feriado, é verão. Optei por ficar em casa e aproveitar o tempo livre para descansar, aproveitar sair com as meninas, conhecer lugares próximos.

O primeiro final de semana já começou na quinta-feira, dia 28. Eu e a Vi fomos ao Ugly Mug em DC, para o aniversário de outra au pair Argentina, a Eliane. Noite inesquecível, em que tudo o que poderia acontecer, aconteceu! Muitas lembranças. Desde enlouquecer com o estacionamento do metrô, até ganhar uma cerveja inesperada.


Argentinas! Até ir embora, estarei falando Espanhol fluentemente. :)
Na sexta fomos jantar em Sterling, e houve a tal tempestade que derrubou o Instagram. Contei isso em outro post. No sábado fui fazer compras no Outlet em Leesburg com as brasileiras. De noite, a Vi voltou pra cá e tivemos sleep over com pizza e cerveja. No domingo, ainda com a Vi aqui, rolou Skype com a família pra comemorar o aniversário da minha avó e, de quebra, o meu. Eles foram a um restaurante e levaram o laptop e o modem 3G só pra poderem falar comigo. Eu não tenho a família mais fofa do universo? Foi lindo!


Skype com vovó!
Segunda e terça dediquei meu tempo a cuidar do carro. Revisão, freios, óleo... Afinal, iria viajar no final de semana! Minha host sempre se preocupa em eu usar meu tempo pra isso, mas na verdade acho que é só mais uma das minhas obrigações, visto que eu sou a única quem dirige o Odyssey.


Na terça eu iria ver Aerosmith aqui em VA, mas o show acabou sendo remarcado para 12 de Agosto. Como havia comprado o ingresso, continuo com o mesmo e verei uma das minhas bandas preferidas em breve!


Na quarta foi o 4 de Julho, Dia da Independência, que eu também já contei em outro post. Na quinta já estava cansada de tanto sair, todo dia. Resolvi descansar, não fiz nada especial. E então na sexta, meu aniversário! Foi tudo ótimo, me diverti muito! Ah, e ganhei um gift card da Starbucks para uma bebida de graça.


Starbucks
Outro presente (de mim para mim mesma, claro) que eu amei, foi a TeeFury inspirada no poema The Raven, do Edgar Allan Poe. Estampa sobre meu escritor preferido, com uma piadinha que só os bons entenderão, sendo vendida exatamente no dia do meu aniversário. Como não comprar?


"Hangover"
No sábado saímos cedinho a caminho de Ocean City. Quero fazer um post somente sobre isso, mas já adianto que foi o melhor aniversário que eu já tive. Em 27 anos, nunca havia comemorado na praia! Afinal, em Julho é inverno no Brasil. E também foi a minha primeira viagem de carro, dirigindo. As meninas foram ótimas companhias, nos divertimos muito e desejamos não voltar! Dois dias com os pés na areia pareceram um mês de férias. Faria tudo novamente!


"Keep a hand on the wheel, and a foot on the gas..."
No domingo de noite minhas crianças voltaram, e minha host havia viajado para o Canadá a trabalho. Recebi meus pequenos, todos muito agitados, e logo fomos todos dormir. Na segunda, eles teriam camp e isso ajudou bastante para que eu tivesse algum tempo livre.


Todo mundo bem na foto. Só que não...
Enfim, não viajar nas férias foi também uma coisa boa. Aproveitei bastante o meu tempo livre e consegui descansar. Não ter as crianças comigo ajuda bastante a ter mais tempo para mim, nestas ocasiões.


E que venha a próxima folga prolongada! ;)

19 de jul de 2012

Sobre como é ser a primeira Au Pair

Segundo vídeo da minha saga como vlogger, digo, como Au Pair.

Dessa vez falei tanto, que meu cartão de memória não teve espaço suficiente. Porém, o que cortou foi só repetição da conclusão final, e a minha despedida tímida. Sendo assim, decidi não gravar novamente o que faltou e deixar como ficou.

Já aviso que é longo (20 minutos), então aconselho a preparar a pipoca pra acompanhar! =)



Até o próximo! o/

17 de jul de 2012

Driver's License

Já faz quase nove meses que estou aqui, e ainda não havia falado sobre este assunto.

Resolvi fazer um vídeo explicando como foi que tirei a minha, mas esqueci alguns detalhes:

1. No DMV eles tiram a foto antes de começar os testes.
2. É feito um teste de visão no DMV, em você tem que dizer as letras que vê em uma linha.
3. Você será questionado se quer se tornar doador de órgãos.
3. A DL tem validade equivalente à duração do seu ano como Au Pair.

Enfim, deixo aqui o vídeo, que na verdade foi um teste. Quem sabe não me animo e viro "vlogger" de vez? ;)



12 de jul de 2012

E a homesick, o que é, afinal?

Venho pensando neste assunto há dias. Ainda não consegui identificar se já senti a tal homesick.

Mas o que significa isso, afinal? Qual a tradução?

Homesick pode ser traduzida como "saudade de casa". É sentir falta daquilo que se deixou para trás, depois de algum tempo vivendo longe. Mais do que sentir saudade de casa, é sentir saudade da sua pátria. É querer estar de volta, perto das pessoas que ficaram, quando saímos de casa.

Eu não traduziria somente como saudade, porque a saudade pode ser um sentimento bom. Sabe quando você se lembra de alguma coisa que aconteceu no passado, e isso faz brotar um sorriso tímido no seu rosto? Então, isso é saudade. É bom de se lembrar, faz bem, acalma o coração. Não te deixa com a sensação de querer voltar, de tristeza. Te causa mais alegria que dor. Eu adoro quando lembranças boas vêm à tona. Me deixa com a sensação de que valeu a pena.

Eu diria que homesick está mais para nostalgia que para saudade. Nostalgia também é um tipo de saudade, mas ela causa dor, tristeza profunda. Causa o querer estar de volta, traz à tona a falta de casa, da pátria.

Sentir falta é diferente de sentir saudade.

Eu morro de saudade dos meus pais e do meu irmão, este principalmente, mas não sinto falta deles. Sinto saudade das conversas, mas basta uma hora de Skype para este sentimento ir embora. Eu sinto saudade de chegar em casa e encontrar meu irmão acordado, mas não sinto falta dele fisicamente aqui. Essas lembranças me causam felicidade, me fazem ter a certeza de que se eu só tenho boas recordações, é porque fomos muitos felizes enquanto estivemos perto. E se a saudade agora não me causa dor, então é porque somos capazes de continuarmos sendo felizes juntos, mesmo que distantes.

Por diversas vezes desejei que meu irmão estivesse comigo, mas para mostrar-lhe algum lugar que eu conheci, ou ir a alguma festa. Mas isso ainda não é homesick, porque eu quis que ele estivesse aqui comigo, e não o contrário. Senti falta dos meus pais em datas comemorativas, mas queria que eles estivessem aqui para descobrirem este novo mundo junto comigo. É diferente de sentir falta e querer estar lá. Eu não quis estar lá. Eu quis trazê-los para perto de mim.

Tudo bem, talvez algumas pessoas definam isso como homesick. Eu não. Eu só acho que é saudade.

Só é capaz de sentir a tal homesick quem saiu de casa. O difícil, talvez, seja identificar quando isso acontece.

Sinceramente, acho que ainda não me senti assim. Não me recordo de nenhum momento em que eu realmente senti falta da minha casa, do meu país, de algum momento em que realmente tenha ficado deprimida de saudade. Tenho lembranças, guardo lugares que quero visitar quando voltar, mas ainda não senti a vontade de arrumar a mala e deixar esta nova vida para trás.

Acredito que estar preparada para a mudança me fez enxergar esta vida aqui com outros olhos. O fato de ficar mais um ano não me amedronta. Ser um pouco mais velha que a maioria das meninas também pode ter ajudado. A gente não percebe, mas a maturidade vem com o tempo. Viver aqui faz com que fiquemos mais fortes, suportemos melhor a falta daquilo de deixamos no nosso país.

Mas e se a homesick bater à porta? O que eu faço? Aí eu corro para o mercado brasileiro, faço uma bela compra de tudo o que eu gosto, e combino um Skype com a família. Tenho certeza que vai funcionar! :)

10 de jul de 2012

Gourmet Talk: Chocolate Cake

Antes de contar sobre como foi a viagem para Ocean City, resolvi colocar mais uma receita aqui.

Antes de entrar de férias, e as crianças irem para a casa do pai, prometi que faria um bolo de chocolate para eles, assim que voltassem. Claro que foi a primeira coisa que me perguntaram quando abri a porta no domingo à noite! ;)

Então ontem, segunda-feira, fiz o tão esperado bolo de chocolate com cobertura! Achei essa receita super fácil porque apesar de usar clara em neve, você não precisa incorporá-la no final, o que geraria um passo a mais. A massa também ficou super fofa e bem úmida. A criançada aprovou!

Sendo assim, fica de dica para as demais au pairs. Enjoy it! =)



CHOCOLATE CAKE

Ingredientes

Massa:
2 xícaras de farinha de trigo
2 xícaras de açúcar
1 xícara de leite
6 colheres de sopa de chocolate em pó
1 colher de sopa de fermento em pó
6 ovos

Cobertura
1/2 copo de leite
2 colheres de sopa de açúcar
4 colheres de sopa de chocolate em pó
1 colher de sopa de manteiga

Modo de preparo:

Bolo:
Bata as claras em neve. Acrescente as gemas, e bata novamente. Acrescente o açúcar, e continue batendo. Coloque o leite e o chocolate em pó, e bata novamente. Continue batendo e coloque o trigo aos poucos. Por último, acrescente o fermento e bata para incorporar. Despeje a massa em forma untada e leve ao forno em fogo médio por 40 minutos. Desenforme ainda morno.

Cobertura:
Derreta a manteiga. Acrescente o açúcar e o chocolate e mexa. Acrescente o leite, e continue mexendo até levantar fervura. Quando atingir ponto parecido com o de brigadeiro (quando você consegue ver o fundo da panela ao passar a colher), desligue o fogo e derrame, ainda quente, sobre o bolo desenformado.



Vocabulário:

Farinha de trigo: All purpose flour
Chocolate em pó: Chocolate powder
Cacau em pó: Cocoa powder
Fermento: Baking soda
Clara de ovo: Egg white
Gema de ovo: Yolk
Forma untada: Greased baking pan
Cobertura: Frosting

*Dica: forno a 180C é o mesmo que 350F.

9 de jul de 2012

6 de Julho e meus 27 anos

Sim, completei 27 anos! No dia 6 de Julho...

Isso mesmo, 6 de Julho é a data do meu aniversário. Que outro nome eu poderia dar ao meu blog, se não algo bem pessoal?

Eu estava de férias desde o dia 28 de junho, e as surpresas já começaram a acontecer no final de semana anterior. Quando abri minha conta bancária para checar o pagamento, havia $100 a mais que o esperado. Quando abri meu email, uma confirmação do banco, e uma mensagem dela "Happy Birthday!" Liguei pra ela na hora, toda feliz, agradecendo. Ela, então, fica mais feliz ainda quando faz algo para as pessoas.

No final de semana anterior eu também fui às compras, afinal é de praxe eu dar presentes de aniversário a mim mesma todo ano. Comprei a câmera pela qual tinha me apaixonado, um kit com case e tripé, troquei meu Ray-Ban pelo mesmo modelo com lentes polarizadas (melhor coisa que já fiz na vida), o álbum novo dos Poets of the Fall no iTunes, roupas e acessórios.

Na sexta-feira, dia 6, recebi várias mensagens pelo Twitter e Facebook. Pessoas queridas, próximas, adorei todas. Minha mãe também me ligou e passamos horas fofocando. Foi ótimo! Me deu um ânimo que nem ela imagina! Mais tarde, ainda recebi um email super lindo do meu pai, que estava viajando a trabalho.

De noite fui comemorar meu dia do Outback, em Sterling, uma cidade vizinha à minha. Este era meu restaurante preferido no Brasil, e estava curiosa para saber se aqui tudo seria tão bom quanto. Éramos seis meninas (cinco Brasileiras e uma Macedoniana). Faltou a Vi, mas ela havia viajado com a host family dela para Delaware e nos encontraria no sábado, em Ocean City.

Como havia reservado mesa e eu estava conversando com a recepcionista, as meninas começaram a me perguntar se havia algo por conta do meu aniversário. Com isso, as garçonetes ouviram e perguntaram quem era a "birthday girl". Pronto! Em minutos, a equipe toda sabia que a bonita aqui estava ficando mais velha!

Fomos acomodados em uma mesa, fizemos nosso pedido, estávamos conversando, bebendo, rindo... Quando de repente, a nossa garçonete chega e me diz que alguém ligou dizendo que era o aniversário de uma de nós, e por isso estava pagando uma rodada de bebidas. O QUÊ? Perguntei quem ligou, e ela disse o nome da minha host. Dei um pulo! Pedimos Budweiser para todas e a garçonete perguntou se poderiam cantar parabéns para mim. Mas é claro!

Cheers! (e todo mundo querendo trocar de host comigo! haha)
Minutos depois, todos a equipe de garçons se aproxima da mesa, uma coloca uma taça de sorvete na minha frente, e a nossa garçonete pede a atenção de todos. Em alto e bom tom, disse que era meu aniversário, e que iriam cantar a versão de Happy Birthday do Outback. E assim foi. Amei! E a Petrina fez vídeo:



Foi tudo muito bom! Me diverti muito! O serviço do restaurante foi impecável. A todo momento nossa garçonete passava pela mesa perguntando se estava tudo bem. O gerente chegou a ir até a nossa mesa, perguntar se estávamos satisfeitas. Fez brincadeira quando viu todas nós bebendo. "Vocês não têm cara de mais de 21. Cadê a ID de todo mundo?" e riu. Me perguntou quantos anos, me deu parabéns. Foi uma noite muito legal!

As meninas foram ótimas, adorei conhecer a Ema (a Macedoniana) e a Monique (a Brasileira que era leitora do meu blog). Quero muito outros finais de semana com elas. Foi realmente ótimo!

Ema, Mariana e Monique
Isabela, Petrina e Eu
Depois de toda a bagunça, voltamos para casa e as meninas pegaram seus carros. Mariana e Ema dormiram em casa, porque no sábado de manhãzinha viajaríamos para Ocean City (e este será o assunto do próximo post, prometo).


Enfim, adorei tudo! Comemorei da forma como mais gosto, com gente querida. Agradeço às meninas por estarem comigo nesse dia, e à Deus por ter colocado pessoas ótimas na minha jornada aqui. ;)


Para terminar, algumas fotos que postei no Instagram no dia. Viciada, eu? ;)


1. Meu esmalte vermelho preferido, pra começar os preparativos.
2. Look da noite, arriscando usar saia curtinha (hehe).
3. Cheesy Fries e Bloomin' Onion, igualzinho no Brasil.
4. Começando os trabalhos, porque eu não estava dirigindo.
5. Rodada por conta da minha host.
6. Sorvete para cantar parabéns, em vez de bolo.

5 de jul de 2012

4th of July

Ontem, 4 de Julho, foi comemorado o Independence Day, ou Dia da Independência, aqui nos EUA.

Para quem é curioso e só quer saber de como foram os fogos, deixo aqui um pequeno vídeo, já no início do post. Quem quiser saber da minha saga, é só continuar lendo! Vou deixar as fotos no final. ;)



Todas as cidades tiveram suas comemorações, com desfiles e fogos de artifício, mas fico feliz em ter a oportunidade de viver pertinho da capital, e ter assistido à queima dos fogos em frente a um dos monumentos, o Washington Monument.

As comemorações começaram cedo. Às 11h haveria um desfile, mas eu não fui ver. O clima por aqui anda muito quente, chegando a quase 40C quase o dia todo. Como queria ver os fogos de noite, escolhi por não ir de manhã. Se eu fosse, até a noite já estaria cansada e com nenhum ânimo para esperar pelos fogos.

Sai de casa por volta das 4h15 da tarde. Encontrei Virginia na estação do metrô e partimos para DC. Descemos na estação Smithsonian, a qual fica em um parque bem próximo do Washington Monument, de onde veríamos a queima de fogos.

Resolvemos jantar antes, e foi a melhor coisa a se fazer, porque depois da comemoração tudo já estava fechado e virou um caos conseguir pegar o metro.

Finalmente fomos para próximo do monumento. O sol estava se pondo, por volta das 8h da noite.

Estava quente, muito quente! Saímos para comprar algo para beber. Encontramos limonada e água. Também encontramos uma torneira de água filtrada, de graça. Era só encher uma garrafinha, e pronto!

Hidratadas, voltamos a procurar um lugar para ficarmos em pé. Muita gente entrou no cercado em volta do monumento, mas era uma multidão gigantesca! E na entrada do cercado os policiais estavam revistando as bolsas. A gente resolveu nem passar pelo stress, porque apesar de a vista ser linda, também estava lotado e seria uma dor de cabeça a mais esperar na fila, ser revistada, procurar um lugar na grama para sentar.

De onde ficamos, a vista foi tão linda quanto, como mostra o vídeo. Não precisa ficar na base do monumento para ter um momento inesquecível. De outros monumentos também era possível ver os fogos, mas escolhemos ficar ali mesmo.

A queima de fogos durou entre 25 e 30 minutos. É muito emocionante, pois você está ali no meio de Americanos e Imigrantes, mas todos sentem a mesma emoção. Apesar de o Independence Day não fazer parte da minha história, eu estava ali, fazendo parte da história dos EUA.

É muito gostoso você ver o patriotismo dos Americanos. Os aplausos, os gritos, a organização mesmo em meio ao caos. Eles são demais! Foi tudo muito lindo, de fazer os olhos brilharem! E sou muito grata por estar vivenciando tudo isso, morando tão perto da capital.


Quando a queima terminou, todos saíram em direção às estações do metro. Polica para todo lado garantiu a segurança e, apessar da imensa multidão, foi muito tranquilo chegar ao metro. Aliás, no metro havia fila para entrar na estação, e nenhum empurra-empurra. 

Como estava muito cheio, decidimos sentar na grama, em frente à estação, para esperar que as pessoas circulassem melhor. Vinte minutos depois, entramos na fila e conseguimos chegar ao metro. Alguns minutos dentro da estação, e conseguimos o trem.

Dentro do trem estava insuportavelmente quente! Ar condicionado desligado, e muita gente junto. Mas, apesar de tudo, estávamos indo para casa. Reclamar pra quê? Aliás, foi até divertido. Um grupo de homens estava de frente para a gente, fazendo inúmeras piadas sobre o metro. Eu chorei de rir durante todo o trajeto (14 estações), mesmo transpirando como nunca me aconteceu antes!

A experiência como um todo foi muito boa. Sinto-me muito feliz em conseguir extrair coisas boas de todas as situações pelas quais passo aqui. Faz parte do crescimento, e também faz com que o trajeto a ser percorrido aqui se torne muito mais proveitoso.

Happy 4th of July! ;)

Sol começando a se pôr.

Pessoas já no gramado em volta do Washington Monument.

Fila para entrar no gramado do monumento.

Do outro lado da rua, onde estávamos, em frente ao monumento, o pessoal pelo gramado.

Polícia por todos os lados, segurança impecável.


Helicóptero sobrevoando a região.


Patriota?

Sim, estamos em ano eleitoral.

Já esperando pela queima de fogos.

Começou por volta das 9pm.




Fim de noite, esperando a movimentação no metro dispersar. ;)

1 de jul de 2012

Sobre a tempestade em DC

Desde que minha host family se mudou para Loundoun County (ainda VA), tenho vivido as maiores aventuras e os maiores imprevistos da minha vida! Junho foi um mês cheio de surpresas, das quais consegui tirar só coisas boas.

Certamente, a maior aventura deste mês foi enfrentar a tempestade que aconteceu em DC na última sexta-feira (29/06). Além de Washington DC, Virginia e Maryland foram os estados também afetados pelo fenômeno natural. Resumindo, foram 13 mortes, e 2 milhões sem energia elétrica, alguns ainda estão sem energia (01/07). Serviços como o Amazon Cloud e Instagram caíram, porque seus servidores estão localizados na VA.

No Facebook rolou uma foto linda, porém assustadora:

Foto: Kevin Ambrose/The Washington Post, 2011.
Mas com todo este caos, onde eu estava? Por que raios eu não estava em casa quietinha, me preparando para dormir? Pois é, ninguém esperava...

Tudo começou quando minha amiga, Virginia, me chamou para sair. A princípio, fomos ao mall, mas depois eu encontraria algumas brasileiras em um barzinho. Como o mall fecha às 9:30pm, e a Vi estava cansada para sair mais tarde, resolvemos jantar juntas, antes de eu sair.

Estávamos em Sterling/VA, no Dulles Town Center. Fomos ao P.F. Chang's, um restaurante chinês ótimo, e ficamos ali tempo suficiente para jantarmos. Quando terminamos, fomos em direção à porta para nos despedirmos e pegarmos nossos carros. Ao passar pela porta e chegarmos ao hall de entrada, a surpresa!

Alguns clientes também estavam ali, sem conseguirem ir embora. Ventava muito forte, chovia demais, e os raios clareavam o estacionamento como se fosse dia. Paisagem digna de cenário de filme sobre o fim do mundo!

Era impossível chegar até o carro, por conta do vento forte, e seria pior ainda conseguir dirigir com aquela situação. Só nos restava, então, esperar. Ficamos ali no hall por mais ou menos 1 hora e meia.

Do hall do restaurante, era só o que eu via.
Curiosamente, não estava nervosa. Claro que por um momento pensei no carro, caso acontecesse algo com ele, mas por estar segura dentro do restaurante, pouco me importava como e quando voltaria para a casa. Minha host estava em NY, e nem o fato de não poder contar com a ajuda dela não me tirou a tranquilidade.

A situação era muito estranha. Uma ambulância veio até o estacionamento e ficou lá o tempo todo, com as luzes e a sirene ligados. Também conseguíamos ouvir o barulho de sirene vindo de longe, mas não conseguíamos ver o que estava acontecendo.

Quando a ventania passou e a chuva virou chuvisco, conseguimos chegar até os carros. Como a Vi agora mora a 40 minutos de mim, e estávamos a 15 minutos de casa, ela passou a noite comigo. Ambas não queriam correr o risco de ela dirigir e, na metade do caminho, ser surpreendida novamente pela tempestade.

Na pista, tudo tranquilo, sem trânsito nem acidente. Vários carros da polícia e também um do corpo de bombeiros estavam estacionados em alguns pontos, no acostamento, como medida preventiva. Ao chegar em casa, tudo estava normal. Tínhamos energia e não vi nenhuma árvore caída.

Em outras regiões, houve queda de árvores e muitas casas ficaram sem energia. Ontem muitos estabelecimentos não abriram. Hoje ainda há casas que estão sem energia.

Por conta disso, resolvemos não sair de casa ontem. A previsão não era de tempestade, mas como a região está toda um caos sem energia, e também estava chovendo, eu e a Vi resolvemos ficar em casa. Ela veio para cá e nos divertimos muito, como sempre conseguimos fazer.

Mas o fato mais interessante, aliás o que me faz acreditar cada vez mais que Deus tem um plano para cada pessoa, é que neste final de semana eu iria para Baltimore/MD. Eu iria dirigir, e mais 3 meninas iriam comigo. Já até estava com casa certa para alugar de sexta a domingo. Duas meninas desistiram e foram para NY, e a Vi não pode viajar. Graças a Deus nós cancelamos nossos planos! Se tudo tivesse dado certo, eu estaria atrás do volante exatamente na hora em que a tempestade começou.

Só tenho mesmo é que agradecer por neste momento poder estar aqui, escrevendo, contando tudo o que se passou. ;)