29 de ago de 2012

Dez meses, dez impressões

Começo hoje meu décimo primeiro mês como au pair (ontem completei dez meses com a minha família), e com isso me lembrei de um post que fiz no meu primeiro mês, falando a respeito das primeiras impressões sobre idioma e comportamento. Pensando neste post, e em muitas coisas que tenho visto por este universo, principalmente nos grupos do Facebook, resolvi fazer um novo balanço com este assunto.

01. Sobre a adaptação

Passei por diversas fases aqui, em uma só família. Além disso, ainda sou a primeira au pair da família. A primeira foi enquanto minha host ainda não trabalhava fora de casa. Depois ela conseguiu um emprego e conseguimos finalmente ter um schedule fixo. Em seguida, nos mudamos de cidade. Algumas semanas mais tarde, as crianças entraram de férias, e, finalmente, o ano letivo começou.

Tirando as fases, que fizeram com que meu schedule sofresse várias alterações, a minha adaptação em si foi indolor. Eu não sei dizer quando me adaptei, porque tudo aconteceu muito naturalmente. Dirijo confiante, durmo bem, alimento-me das mesmas coisas que eles aqui em casa comem, encontrei meus tamanhos para roupas e sapatos, enfim, minha vida tomou forma do lado de cá como poderia ter acontecido no Brasil, caso eu tivesse ido morar em Campinas, por exemplo.

02. Sobre o relacionamento

Logo de início já rolou uma cumplicidade bem legal com a minha host. Ela é muito "mente aberta", adora conversar, conta sobre a vida dela, e também ouve. Uma coisa legal que aconteceu entre a gente foi que, devido a um mal entendido, eu aprendi a me abrir e dizer o que sinto, e com isso ela aprendeu a enfrentar discussões em vez de deixar que os problemas se resolvam sozinhos. Foi a única vez que precisamos sentar e conversar seriamente, mas foi a melhor coisa que fiz em toda a minha vida! Desde então, a nossa relação só melhorou. Se existe algo que ela acha que não está certo, ela já vem conversar comigo sem cerimônias, ouve meu lado, e sempre chegamos a um consenso.

Com as crianças, o relacionamento foi acontecendo aos poucos e naturalmente. Me lembro de quando o pequeno cruzava os braços e chutava a minha canela antes de entrar no carro, em frente à escola e às professoras, porque queria que a mãe fosse buscá-lo. Totalmente compreensível, já que ela era a única que fazia isso, até eu chegar. Hoje, quando vou buscá-lo na escola, agora a pé, ele vem correndo e se joga nos meus braços, e depois ainda anda o caminho todo de mão dada comigo. E ai de quem me chamar de "nanny" na frente dele! Ele logo corrige dizendo que eu não sou a nanny, que eu sou a au pair dele!

As meninas, para mim, são como irmãs mais novas. A de nove anos ainda é bem criança, ainda corre pela casa com o pequeno ou até com outras crianças mais novas. Ela é super carinhosa, e sempre me surpreende me abraçando, quando eu menos espero. Já a mais velha está naquela fase de transição entre deixar de ser criança e tornar-se adolescente. Eu me vejo muito nela e acho super gostoso assistir a como ela se comporta, e lembrar de como eu me comportava.

Os avós maternos são outros fofos! Sempre que passam algum tempo aqui, eu me sinto como se meus próprios avós estivessem pela casa, pois o clima de família é sempre muito forte. Eles são bastante rígidos (o avô é até com a minha host), mas são muito carinhosos. Não me desautorizam se estou trabalhando, e tomam conta das crianças quando estou de folga.

Todo mundo aqui me respeita e isso faz eu sentir que sou parte da família, assim como uma peça de um quebra cabeças. Tenho meu papel aqui e minha importância, minha responsabilidade. E isso me basta.

03. Sobre a rotina

Loucura é a palavra! Meu schedule agora é fixo, mas cada criança volta da escola em um horário, então isso faz com que eu saia bastante de casa. De manhã sou responsável pelo café da manhã e por arrumar os lanches para a escola. Minha host os leva, junto de outras mães, pois estudam bem perto de casa agora. Quando o pequeno sai da escola, eu o busco e aí começo a trabalhar novamente, até por volta das 6pm, quando minha host volta do trabalho.

Geralmente meu schedule resulta em aproximadamente 40 horas. As horas restantes, para completar 45, minha host acaba usando ou para sair uma noite para jantar, ou no sábado de manhã para ela ir ao Yoga ou fazer qualquer outra coisa. Essas horas extra nós combinamos todo domingo à noite como serão usadas, então sempre tenho minha semana programada.

Basicamente, meu trabalho com eles é levá-los onde precisam, e supervisioná-los. Fazem homework sozinhos, não precisam de ajuda com banho etc. Lavo as roupas três vezes por semana (segunda, quarta e sexta), faço almoço para o pequeno e cozinho o jantar pelo menos uma vez por semana, para todos nós. Toda quarta-feira levo as crianças para a casa do pai, assim como um final de semana sim e outro não.

Meu schedule não é nada complicado, mas é bastante cansativo. Entretanto, eu adoro!

04. Sobre o idioma 

Eu pensava que falava Inglês, antes de morar aqui. Meu Inglês era péssimo! Eu entendia com facilidade, mas era muito ruim para falar. Hoje já não traduzo mais antes de falar. As palavras simplesmente saem, naturalmente. E também estou sempre prestando atenção em como os Americanos falam, pois sempre aparecem palavras novas, ou expressões. As crianças ainda me corrigem, e isso eu amo, mas percebo que já não erro mais as mesmas palavras, é sempre algo novo que eu leio ou que ainda não saiba pronunciar. Eu não sei dizer quanto tempo levei para que meu Inglês melhorasse, pois o aprendizado foi acontecendo muito naturalmente.

Algo que me ajudou muito foi ter procurado meninas de outros países, no começo, para conviver. Eu não tinha nenhuma amiga Brasileira, que eu saísse ou passasse muito tempo junto, até nos mudarmos para Ashburn, então isso me fez praticar muito o Inglês. A amiga Francesa que eu tinha, infelizmente não acompanhou a minha mudança e esta amizade acabou morrendo. Já a amiga Argentina, esta sim continua mais forte do que quando morávamos próximas! Ainda nos vemos e conversamos muito pelo Facebook. Amizades daquelas para levar com a gente quando voltar para casa!

05. Sobre os estudos

Com a bolsa de $500 fiz dois cursos, durante a Primavera: Intermediate Reading and Composition, e Introduction to Public Speak, na Northern Virginia Community College (NOVA). Ambos totalizaram $580, e eu paguei a diferença. Também paguei pelo livro que usei no primeiro curso.

Optei por fazer cursos de ESL (English as a Second Language) pelo simples motivo de que eu gosto de estudar Inglês. E não me arrependo. Estes cursos também me deram 7.0 CEUs, ou seja, mais que o necessário para o primeiro ano.

Para o segundo ano vou continuar com ESL, ainda na NOVA. O primeiro curso começa agora no Outono, e será o de Accent Improvement, no valor de $295 e um total de 3.0 CEUs. Com o valor restante, $205, ainda não decidi que curso fazer para completar os créditos, mas será na Primavera novamente e pagarei a diferença caso necessário.

06. Sobre a culinária

Sinto muita falta do filãozinho com manteiga no café da manhã, assim como do arroz e feijão para almoço e jantar. Quer dizer, sinto falta do hábito de ter estes alimentos, porque me alimento bem com eles, e como de tudo que tem em casa. A única coisa que minha host compra para mim é leite, porque as crianças consomem o orgânico. Fora isso, nunca tive exigências, e sempre gostei de tudo o que ela já preparou, apesar de ser bem diferente do que eu estava acostumada.

Fora de casa é o paraíso da culinária! Aqui você encontra restaurante especializado em comida de qualquer país. Os meus preferidos são os restaurantes chineses, aliás, este tipo de comida eu só comecei a gostar aqui, pois nunca havia experimentado antes.

A culinária Americana é difícil definir. Não é como a Italiana, a qual nos faz pensar em massas, por exemplo.  Mesmo os Americanos acabam brincando que a comida típica aqui é o churrasco (que só tem hamburger e hot dog), burgers, bacon e ovos, panquecas, essas coisas.

Pelo menos aqui em casa a minha host não congela carnes, nem as tempera com antecedência. Toda semana compro peito de frango ou carne de peru moída, e vai direto da geladeira para a panela. O que dá o sabor é sempre algum tipo de molho que se usa junto, mas nunca é um tempeiro específico para a carne. Quando eu cozinho, faço do meu jeito Brasileiro, mesmo seguindo receitas daqui, e sempre fica bom.

07. Sobre o trânsito

Dirijo desde meu primeiro dia trabalhando. Cheguei numa sexta-feira, no sábado a host foi buscar o carro novo dela, e na segunda-feira ela já me entregou uma cópia da chave do Honda Odyssey (minivan) e foi comigo de co-pilota levar as crianças para a escola. Ela me acompanhou assim por umas duas semanas, e depois me liberou para dirigir sozinha. Também já liberou o carro para eu usar no meu tempo off . Com um mês aqui, fui dirigindo sozinha para DC, para ver o show do 3 Doors Down, porque ainda não havia usado o metro e ela preferiu me emprestar o carro.

Tirei minha Driver's License no segundo mês, dentro do prazo de 60 dias vigente no estado da VA. Estudei por algumas semanas, fiz o teste e passei de primeira. Em Outubro ela vencerá, e precisarei renová-la para poder continuar dirigindo no meu segundo ano.

O trânsito aqui é bastante previsível. Dirigir é muito fácil, e os motoristas são muito educados, assim como os pedestres, apesar de estes terem sempre prioridade, porém há horários em que você já pode esperar passar mais tempo na rua do que o de costume. O bom é que o trânsito nunca para. Ele pode ficar lento, mas ainda assim tudo flui. E se for caso extremo, a polícia estará presente para organizar tudo, e facilitar ainda mais a vida dos motoristas.

Já fui até Ocean City, MD, dirigindo (e vou novamente no próximo final de semana), e também já fui para cidades vizinhas, como Bristow, para shows. Não gosto de dirigir em DC, e também não tenho permissão. Quando quero ir para lá, dirijo até o metro e deixo o carro lá. Evito pagar estacionamento caro, e ainda tenho certeza de que o carro estará seguro.

08. Sobre a vida social

Minha vida aqui é muito mais agitada do que era no Brasil. Cheguei sozinha, achei que não teria muitos amigos, mas agora são tantas pessoas, que é até difícil gerenciar e convidar todo mundo para sair sempre!

Hoje tenho bastante amigas Brasileiras, o que me ajuda a amenizar a saudade de casa. Acostumamos sair todo final de semana, sempre um barzinho no sábado, e um almoço no domingo. Cada dia, uma dirige, assim todo mundo pode se divertir sem ficar dividindo combustível, e tudo mais.

Dá para aproveitar muito o tempo livro aqui. Uma simples ida à Starbucks na quarta-feira após terminar o trabalho já pode te dar o ânimo que você precisava para continuar e terminar a semana. Também dá para viajar, é só saber economizar e consiliar as folgas com as das amigas.

09. Sobre o dinheiro

Deixar um salário de pouco mais de R$ 2 mil ao mês, para viver com um de aproximadamente $ 800, não é nada fácil! Receber $ 195.75 por semana pode parecer muito, mas ainda assim é preciso saber gerenciá-lo. Eu demorei alguns meses para entender qual seria o melhor método, para mim, de economizar, pois eu não consigo viver dançando no abismo! Eu sempre tive minha reserva, e aqui não seria diferente, até porque imprevistos acontecem. Aliás, aqui também paga-se imposto uma vez por ano, portanto caso você atinja o valor em tabela, você pagará. Eu não paguei, neste ano, o imposto referente a 2011, porque foram só 3 meses trabalhando (de Outubro a Dezembro do ano passado). No próximo ano pagarei o referente a 2012, pois terei trabalhado de Janeiro a Dezembro deste ano.

No começo a gente precisa comprar muita coisa, pois não dá para trazer sua casa com você, e também porque você não traz muita coisa na intenção de comprar aqui. Eu trouxe uma mala média com algumas camisetas e 3 jeans. Acabei comprando muito por impulso também, porque é bem mais barato que no Brasil, mas depois acabei nem usando muita coisa.

Hoje tenho uma rotina semanal de economia. Assim que recebo meu pagamento, transfiro para a poupaça entre $100 e $150, dependendo da semana e do que eu preciso fazer durante a mesma. Toda primeira semana do mês eu coloco $30 de combustível no carro para trabalhar, em troca do planos de dados, do mesmo valor, que eu uso no iPhone (isso foi acordo entre eu e minha host), então esta é a única despeza fixa que tenho. No caso de querer viajar, ou ir a um show, ou decidir fazer compras, tenho sempre algo guardado exatamente para isso. Recomendo!

10. Sobre o amadurecimento

Eu não sou mais a mesma pessoa, e isso me deixa maravilhada. Eu era uma menina quando cheguei aqui. Hoje já me vejo como mulher. Dedico-me ao meu trabalho aqui como me dedicaria a qualquer outro no Brasil, independente da área. Levo a vida de Au Pair a sério, pois eu não estou aqui somente fazendo um intercâmbio. Estou aqui com três vidas sob a minha responsabilidade e cuidado.

Eu aprendi a respeitar diferenças, aceitar opiniões, defender as minhas, tomar decisões, e a tolerar mesmo que eu não concorde. Tudo isso não aconteceu da noite para o dia, nem no primeiro mês, nem no segundo. Este amadurecimento foi acontecendo aos poucos, e exigiu muita paciência, de mim mesma, para entender o que estava acontecendo. Hoje, posso dizer que "virei gente grande".

A parte mais gostosa da vida de Au Pair é descobrir quem você é e assistir ao seu próprio crescimento. É incrível notar em você mesma tudo aquilo que antes parecia tão distante. É gostoso tornar-se adulto e ser vista como tal. Quando você percebe, já virou modelo para as crianças, e até um porto seguro. E nada disso tem preço, nada disso será tomado de você quando retornar ao seu lar. Portanto, é importante saber lidar com esta vida cheia de surpresas e fazer dos problemas degraus para superação das dificuldades.

E sabe qual foi o comentário que mais me deixou feliz e me fez ter certeza de que cresci? Foi durante o último Au Pair Meeting, quando uma Alemã recém-chegada, de 21 anos, perguntou a minha idade, e em seguida me disse "Nossa, você tem jeito mesmo de mulher! Não parece uma menina, como a maioria". =)

27 de ago de 2012

Sobre como me tornei meu pai

Talvez ele não saiba, ou finja não saber, mas eu sou ele, meu pai. Não só carrego seu sobrenome, e não é sem motivos o grande orgulho disto, pois tenho ele em mim, em algum lugar aqui, que eu, até então, também não sabia.

Levei vinte e sete anos para entender meu pai, aquele homem que sempre estava sério, porque tinha que mostrar quem manda, quem é o eixo principal deste jogo chamado família. Minha mãe sempre foi braços abertos e sorriso largo, o que sempre me acolheu com mais facilidade, sempre me deixou mais à vontade para falar sobre tantos assuntos que eu jamais consegui expôr para meu pai. Ela sempre foi minha amiga. Ele sempre foi meu modelo. Ela, é coração. Ele, é razão.

Apesar de sério, sempre vi nele o meu super heroi. Foi ele quem segurou a minha mão direita quando, aos treze anos, me vi deitada em uma maca de hospital enquanto um médico e um enfermeiro cuidavam do meu braço esquerdo, quebrado (porque não ouvi minha mãe e insisti em andar de patins mais um pouco na rua, mesmo já sendo tarde). Naquele momento ele conseguiu ser sério e acolhedor ao mesmo tempo, sem ter que se derreter todo para me comover. Vi, na sua bravura, que se ele estava ali, forte, então eu não teria o que temer.

Quando me tornei adolescente, quis ganhar o mundo. Coloquei na cabeça que viria para os EUA e não importava quando. A única frase dita pelo meu pai foi "pode ir, no dia em que você conseguir fazer todo o processo sozinha, porque eu não posso te ajudar". Meu mundo caiu! Como é que meu pai estava desmontando meu sonho? Por que ele foi tão rude? Por que ele me negou ajuda? Estas e tantas outras perguntas só foram respondidas quando seu último olhar, no auge dos meus vinte e seis anos, em frente ao portão de embarque, me disse em silêncio "eu sempre soube que você conseguiria".

Não fui capaz de entender, aos quinze anos, que o que ele fez foi pelo simples motivo de ele ser pai. Ele já sabia o que era melhor para mim. Ele me conhecia mais do que eu mesma. Ele sabia que aquela não era a hora de me deixar partir, porque eu iria me machucar. Hoje, eu sou muito grata pelo que ele fez, pelo que ele é, pelo que me transformei.

Já não sou mais a mesma menina de vinte e seis anos que embarcou naquele vôo no dia 23 de Outubro de 2011. Ao longo destes dez meses, muitas coisas aconteceram, muitas mudaram, muitas vieram à tona e, aos poucos, eu descobri quem eu sou. Pouco a pouco, eu também entendi quem é meu pai.

Vejo ele em muitas das minhas atitudes com as crianças. Às vezes estou com o coração em migalhas por ter dito não ao pequeno, mas por fora eu continuo séria, mantenho a palavra, não esmaeço. Este não sou eu, é meu pai. E esta é uma das razões que me fez escrever este post.

Neste final de semana passei por um pequeno acidente, destes corriqueiros, os quais acontecem com toda criança saudável. Os três estavam correndo e brincando pela casa, no sábado de tarde, sob minha responsabilidade. De repente, a menina do meio subiu do basement para a cozinha, gritando por ajuda, dizendo que o nariz estava sangrando. Parei o que estava fazendo, e a levei ao banheiro. A mais velha ficou nervosa, mas quando viu que eu já estava tomando conta da irmã, subiu para o quarto dela. O pequeno ficou desesperado ao ver a irmã sangrando, gritava e corria em volta da gente.  Eu, calma, ajudei minha pequena a se limpar, peguei um copo de água para ela beber, e fui com ela até o sofá, para ela sentar-se e acalmar-se, porque tudo estava sob controle, ela não se sentia mal, mesmo ainda tendo o pequeno correndo e gritando. Eu estava tranquila, não levantei a voz, nem mesmo pedi para ele parar a bagunça. Quando ele viu a irmã calma e sentada no sofá, ele também se acalmou e ficou do lado dela, vendo TV. O silêncio pairou pela casa. Respirei fundo. Eu havia agido, naquele momento, da mesma forma como meu pai agiu quando eu quebrei meu braço. Eu, sou ele.

Eu não fazia ideia do que era a vida sem meu pai. Eu não sabia que eu tinha ele em mim muito mais do que eu pensava. Eu nunca pude imaginar que ele seria tão presente na minha vida, quando distante.

Aqui eu sou minha mãe, quando acolho, cozinho, abraço, beijo, ouço histórias. E sou também meu pai, quando dou bronca, sou forte, conserto, salvo. Eu sou muito mais eles do que eu mesma. E tenho orgulho do que me tornei!

Pai, mãe, obrigada por permitirem que eu exista. Amo vocês!

23 de ago de 2012

Gourmet Talk: Chocolate Strawberry Custard

Antes de mais nada, quero deixar bem claro de que foi um sacrifício encontrar um nome en Inglês para esta receita. E ainda não sei se estou completamente correta.

Este é o tipo de sobremesa que minha mãe costumava fazer. Compramos uma vez em uma doceria, e começamos a testar receitas, para fazer algo parecido. Por fim, acabamos descobrindo diversas receitas - e diversos nomes - as quais tinham o mesmo resultado. Nós costumávamos chamar de "Trufado de Morango", mas a receita que usei de base leva o nome de "Delícia de Chocolate e Morango".

Expliquei para a host que em Português há vários nomes, e que por isso eu não sabia que nome dar à sobremesa, em Inglês. Expliquei a ela como fiz, pois ela sempre se interessa em saber, e ela me disse que o creme branco era bem próximo ao "custard", que é o conhecido "creme de confeiteiro", feito basicamente com leite, gemas de ovo e essência de baunilha. Por conta disso, decidi nomear esta receita de "Chocolate Strawberry Custard", em Inglês.

Ah, é claro que todo mundo adorou! E o mais legal: todos os ingredientes são encontrados facilmente em supermercado comum, especialmente o leite condensado e o creme de leite, ambos da Nestlé ou até mesmo da marca própria do mercado, como o Giant e o Harris Teeter, aos quais costumo ir.

Fica aqui, então, mais uma receita para a saga de o que cozinhar para a host family.

Chocolate Strawberry Custard
CHOCOLATE STRAWBERRY CUSTARD

Ingredientes

Creme Branco:
2 latas de leite condensado
4 latas de leite
4 gemas
2 colheres de amido de milho
1 caixa de morangos lavados e picados

Ganache:
2 latas de creme de leite
500g de chocolate ao leite em barra

Ingredientes
Modo de preparo

Leve ao fogo o leite, o leite condensado, as gemas (peneiradas) e o amido de milho (dissolvido em um pouco do leite). Mexa constantemente, para não empelotar, até que atinja fervura e engrosse.

Despeje o creme na travessa em que a sobremessa será servida, e reserve. Quando atingir a temperatura ambiente, distribua os morangos picados sobre o creme (se o mesmo estiver ainda quente, este irá cozer a fruta).

Creme branco já com a camada de morangos.
Em banho maria, derreta o chocolate ao leite. Em seguida, adicione o creme de leite e misture bem, para obter uma mistura macio e lisa. Cubra os morangos e o creme com o ganache. Ao esfriar, este obterá textura mais rígida que o creme branco. Decore e leve para gelar.

Sobremesa pronta para gelar
Vocabulário

Lata: can
Leite condensado: sweetened condensed milk
Gema de ovo: egg yolk
Amido de milho: corn starch
Creme de leite: Table cream
Chocolate ao leite: milk chocolate
Sobremesa: dessert

22 de ago de 2012

Sobre casamento, família, filhos e afins

Atenção: post introspectivo, em tom de desabafo. Compreendo quem não gosta do gênero.

Eu sou o tipo de pessoa que vê nos pais o modelo do que é um casamento. Vejo na minha família o exemplo que quero seguir, seja quando for o momento para que eu construa a minha.

Família é aquilo que dá certo entre os envolvidos. Não importa quantas pessoas façam parte dela, se nela há harmonia. E cada um tem seu pensamento sobre isso.

Quando você é colocado em uma família que não é sua, você é capaz de enxergar aquilo que algumas pessoas não conseguem ver. Qualidades e defeitos aparecem, dúvidas, respostas. Você começa a prestar atenção em como outras famílias funcionam.

O fato de viver com uma família estranha, em um país onde você não nasceu, ainda é carregado de muitos fatores os quais a gente não pode deixar de lado. A cultura pesa muito na forma em como as pessoas agem. E, acredite, o choque pode ser muito maior do que se imagina.

Vejo por aqui famílias com três, quatro, cinco filhos. Pais que trabalham quase vinte e quatro horas por dia, e mal têm tempo de dizer boa noite às crianças. É assim que a economia gira aqui. É trabalhando de sol a sol que se mantém tudo o que é material. Mas até que ponto a vida material preenche as pessoas?

Presencio casamentos aparentemente coesos. Outros, quebrados. E alguns até mesmo remendados. Pelas crianças? Pela sociedade? Pelo medo da solidão? Não sei. Porém, esta é uma realidade muito diferente da que eu vivenciava no Brasil.

Sabe quando você conhece um casal, e aos poucos vai percebendo que alguma peça está mal encaixada? Aqui, às vezes, isso é muito evidente. Você cria questionamentos, surgem dúvidas. Você passa a conviver fechando um dos olhos, fazendo de conta de que não enxerga o que está tão explícito. Afinal, sua vida aqui é passageira e, se para eles isso funciona, então não é problema seu.

Tive a oportunidade de conhecer alguns Americanos e até imigrantes por aqui, na intenção de ter amigos para compartilhar experiências e praticar o Inglês. Logo de cara, a pergunta padrão que eles fazem é "você é casada?" e em seguida, ao ouvirem a resposta, tentam lhe convencer de que você deve casar-se e viver aqui, porque isso, porque aquilo... Muitos ignoram que vimos com um objetivo traçado e que este não inclui um casamento (pelo menos para mim). Deixam de lado o fato de que ficaram para trás toda uma vida e muitos planos, os quais serão retomados ao final da nossa experiência. Tratam-nos como se fôssemos ofertas, para pegar ou largar, em um prazo de um ou dois anos, como se depois do programa de Au Pair não tívessemos mais o que fazer da nossa vida, como se não tivéssemos família, amigos, sonhos...

Conheci um Americano. Cheguei a trocar sms com ele por meses - Americano não telefona, coisa que nunca entenderei - , porque ele é uma pessoa legal e inteligente, mas me cansei quando percebi que ele está procurando alguém cuja única saída seja sucumbir às hierarquias do modelo Americano de casamento, que não tenha sonhos nem vontade própria, que esteja desesperada para ficar aqui. Lembro-me de quando, sem me conhecer direito, ele perguntou "se você encontrasse um cara legal, e ele quisesse casar com você, você ficaria aqui?". Quando eu disse que voltaria ao Brasil mesmo se estivesse namorando alguém aqui, porque tenho minha carreira e meus objetivos a serem alcançados, ele fez uma expressão de surpresa, como se nenhuma mulher nunca tivesse mostrado à ele que nós podemos decidir fazer o que bem entendemos. Como posso responder a uma pergunta dessa sem estar efetivamente em um relacionamento? E como é que posso pensar em querer um relacionamento com uma pessoa que já me pressiona antes mesmo de me conhecer? Sabe aquele estereótipo que sempre brincamos sobre como os homens reagem quando uma mulher fala em casamento? Me senti exatamente assim. Me deu vontade de sair correndo!

Talvez seja pré-julgamento, e talvez eu esteja errada - e eu espero estar, confesso -, mas tenho a impressão de que casamento, aqui, é só mais uma convenção para seguir padrões. Não importa se dá certo ou não, afinal histórias de divórcio são o que mais se vê por aqui e muito frequentemente. Não faz diferença se é harmonioso ou não, se as pessoas têm tempo para dedicar-se às relações ou não. O importante é mostrar para a sociedade que você não está sozinho. Tudo me parece muito superficial, e é até complexo tentar explicar.

E é aí que as pessoas as quais estão fora desse nosso universo paralelo sentem dificuldade para entender por que sentimos tanta falta de casa, tanta falta de um relacionamento, tanta falta de um abraço... A carência torna-se algo muito mais complexo que somente a vontade física. Você passa a sentir falta de gente que fala a mesma língua que você, ou seja, que vive no mesmo mundo, que vem da mesma cultura, que, de alguma maneira, vai saber lidar com as suas aflições, e vice-versa.

Não quero soar preconceituosa, ou levantar a bandeira de que no Brasil tudo é perfeito e isso não acontece, porque eu sei que não é bem assim. O fato é que a forma como as coisas acontecem no nosso país já está implícita na nossa cultura e na maneira como vemos as coisas. Talvez este seja o meu "problema". A forma como enxergo algumas situações pode ser errônea em relação ao que é "normal" por aqui.

Viver em outro país não é só adaptar-se ao idioma e à comida, é algo que vai muito mais além disso. Não é só aceitar que há diferenças, mas é também surgir a vontade de entendê-las, de compreender como tudo funciona, e isso vai fazer com que haja questionamento sobre o que é certo ou errado a partir do seu ponto de vista, vindo de uma realidade totalmente oposta.

Quando digo que é impossível compreender o coração de uma Au Pair, é exatamente porque ele é bombardeado de sentimentos e dúvidas a todo instante. E isso só aguentam, e entendem, aquelas que já estavam preparadas para viverem em um campo de concentração. =)

18 de ago de 2012

Meu quarto e o Basement

Aí que eu estava de folga, sem nada para fazer, e resolvi mostrar meu quarto!


E é isso. Até mais! o/

UPDATE
Hoje (19/08), andando pelo mall, entrei na Disney Store e dei de cara com Timão (por $ 8) e Pumba (por $ 12). Meu coração não aguentou, e precisei trazê-los para casa! Sendo assim, meu quarto agora é habitado por mais dois integrantes. =)

Cômoda reorganizada.

16 de ago de 2012

Sobre ausência em datas comemorativas

Tive muita sorte em ter vindo para os EUA em Outubro. Consegui comemorar os aniversários dos meus pais, meu irmão, cunhada, e o meu, claro, com eles ainda no Brasil. Também comemorei Dia das Mães, Dia dos Pais, Páscoa etc.. A única comemoração deixada de lado foi o Natal, mas, por outro lado, será a primeira data que comemorarei com todo mundo junto assim que voltar.

O primeiro feriado que comemorei aqui, com a host family, foi o Thanksgiving. Foi super programa de família, e na hora da ceia todos nós dissemos por que somos gratos a algo em nossa vida. Eu gostei bastante e quero passar com eles este ano, novamente.

Já o Natal não me causou muita homesick. Eu tive companhia de Brasileiros e até que foi interessante, apesar de que meu desejo era de ter participado de uma ceia de Natal bem Americana (quem sabe este ano?), afinal estou nos EUA e não no Brasil. Tenho curiosidade, oras! Porém, a minha host family não comemora o Natal, mas sim o Hanukkah, o qual passei com eles, realmente para ver como seria.

Depois veio a Páscoa, e mais uma vez não é um feriado comemorado pela minha host family. Eles comemoram o Passover e me convidaram para participar, mas como minhas amigas estavam sozinhas, preferi sair com elas na sexta-feira ("santa", para os católicos). Foi tranquilo, mas quando passei pela sala e vi a família reunida, me senti um pouco só. Me deu saudade de passar estas datas com a minha família no Brasil, principalmente por saber que, naquele mesmo momento, eles estavam reunidos, neste caso aguardando as comemorações do domingo.

A homesick passou, e então veio o Dia das Mães, no mesmo dia aqui e no Brasil. Por mais que eu e minha mãe nos falemos muito por email, Twitter e até telefone, naquele dia eu quis estar com ela. Quis muito ter um abraço, que não veio. Foi estranho. Para melhorar minha saudade, no dia 14 de Maio é o aniversário do meu pai, e neste ano o Dia das Mães caiu bem no dia 13, ou seja, minha família toda comemorando duas datas, e eu aqui, ausente fisicamente. De qualquer forma, vê-los pelo Skype ou falar com eles pelo telefone ajudou a amenizar.

No terceiro domingo de Junho é quando comemora-se o Dia dos Pais aqui nos EUA. Neste quesito papai levou vantagem, porque ganhou parabéns duas vezes neste ano! Entretanto, foi um feriado que me derrubou um pouco. As crianças foram para a casa do pai, e para onde quer que eu olhasse, tudo estava decorado com o tema. Liguei para o meu pai, para dar os parabéns, e mais uma vez consegui driblar a saudade.

Em Julho aconteceu o aniversário da minha avó, e o meu. Essa data foi bem fofa! Eles reservaram uma mesa em um restaurante que eles adoram, e levaram o laptop e o modem 3G, só para poderem cantar parabéns para nós duas juntas! Eu amei! Foi lindo ver que eles levaram os gadgets com eles, e não se importaram nem um pouco se as pessoas ao redor iriam achar estranha aquela cena. Foi lindo ver a minha avó usando o Skype pela primeira vez, e ela se emocionar. Eu me senti muito querida por ter tido todo mundo junto no meu aniversário, mesmo que através da Internet. Para completar, mamãe me ligou no dia mesmo do meu aniversário, e passamos um bom tempo fofocando, como sempre fazíamos.

Não me lembro ao certo a data, mas ainda antes do meu aniversário meu irmão ficou noivo! Meus pais me contaram por email, meu irmão e minha cunhada trocaram o status do Facebook, e vi a aliança no dia do aniversário à distância. Minha vontade era pular no pescoço dele e da minha cunhada, dar um beijo em cada um, e desejar que eles continuem fortes e felizes juntos. Farei isso quando voltar! E já puxei a orelha dos dois, para só casarem depois que eu voltar, porque eu quero pegar o buquê! hehe

Agora em Agosto aconteceu o último feriado, o Dia dos Pais no Brasil. Mais uma vez a minha família se reuniu por lá, para comemorar, e levaram o laptop para poderem falar comigo. Fui para uma Starbucks (porque a casa aqui estava lotada, com as crianças e os avós, então seria difícil conseguir um pouco de silêncio para passar um tempo com meu pai), peguei um café, e abri o Skype. Vi meus pais, conversamos um pouco, vi os amigos deles e tudo mais. Dei parabéns para o meu pai, e disse que estava com saudade. Só que aí o coração apertou. Do lado de cá, e do lado de lá também. Ficamos calados, por alguns poucos segundos. Segurei as lágrimas, confesso. Como é difícil ficar longe do meu pai! (Mãe, não fique com ciúmes. Também é difícil ficar sem você! hehe). Foi ele quem me abraçou quando tive um visto negado e me disse "Tenta como au pair, mais uma vez. Você não pode desistir do seu sonho!". Eu nunca me esqueço do abraço dele no aeroporto, seguido da frase "vai em frente, chegou a hora de você realizar seu sonho".

Eu sinto muita falta da minha família, mas ao mesmo tempo também gosto muito da minha vida aqui. Chego a sonhar com eles, várias noites. Prefiro acreditar que estes sonhos são quando vou visitá-los em algum plano espiritual (sem dramas, não vou falar de religião), pois consigo sentir o abraço, ouvir a voz. É tudo muito palpável!

Enfim, são nestas datas em que o coração aperta e faz a gente ter vontade de voltar, mas ao mesmo tempo são também elas que mostram o quanto somos fortes e conseguimos lidar com tudo isso, tanto do lado de cá quanto do lado de lá. A distância foi boa para nós, nos mostrou o quanto somos unidos. Eu acho que precisávamos passar por isso, para percebermos que nós somos perfeitos um para o outro, e que juntos conseguimos ser mais que uma família, somos amigos, trabalhamos em equipe para juntos fazermos com que tudo dê certo.

Amo vocês, família!

15 de ago de 2012

The Global Warming Tour: Aerosmith

E não é que o último final de semana foi agitado? Dois shows seguidos. Quem diria?

No domingo, 12 de Agosto, também Dia dos Pais no Brasil (beijo, pai!), aconteceu o show do Aerosmith em Bristow, VA. Foi no mesmo lugar que o show do Linkin Park, o Jiffy Lube Live, e desta vez optei por ficar no gramado.

Este show estava previsto para acontecer no dia 3 de Julho e eu havia comprado o ticket como presente de aniversário (6 de Julho, duh!). Por ordens médicas, titio Tyler precisava repousar a voz e por isso remarcaram o show para Agosto. 

A princípio eu iria sozinha, mas acabei encontrando algumas meninas pelo Facebook e no fim éramos cinco. Como o gramado é aberto, sem lugares, é difícil encontrar onde você estava caso saia para comprar algo. Desta forma, é sempre bom estar com mais pessoas, assim você não acaba fazendo tudo sozinha. Apesar disso, acredito que mesmo que eu tivesse ido sem companhia, seria tranquilo. 

O pessoal aqui respeita muito, não tem "empurra-empurra", gente correndo, pulando, nada disso. Americanos vão a shows para realmente assistirem, não para fazer bagunça. No estacionamento há pessoas comandando tudo e ajudando estacionar. Na saída, a polícia faz uma super operação, com cruzamentos fechados para que algumas ruas tenham sentido único, evitando acidentes. Tudo flui, todo mundo se diverte e ninguém sai prejudicado. E isso eu adoro!

Sobre o show em si, tive a impressão de que foi realmente para apreciar, ouvir as músicas, ficar mais na minha. Aerosmith não me faz sair louca pulando. Eles me fazem realmente prestar atenção na música, curtir aquele momento. Muito mais tranquilo que Linkin Park, mas é claro que amei ambos! Eu que não perdia um cover de Aerosmith no Bar da Montanha, não poderia ter perdido este show. Foi incrível ver Steven Tyler ali, na minha frente, do mesmo jeito que ele é nos vídeos. Estou apaixonada! Eles não tocaram as famosas, como Angel, Crying ou I Don't Wanna Miss a Thing, mas a segunda música foi Love in an Elevator, uma das minhas queridinhas!

Fiz vídeos, assim como no sábado, e vou deixar aqui, com algumas fotos, para encerrar o post. 

Qual será o próximo show? Mal posso esperar! ;)


Blanket emprestado da host! haha

Vivendo o sonho Americano, com licença!

Vista do palco.

Palco, multidão e o pôr-do-sol quase acontecendo.

Cheap Trick, a banda de abertura. Som legal, mas não meu estilo.
(impossível não lembrar de um ex vendo essa guitarra. Lester, te dedico! haha)

Esperando Aerosmith, enquanto mudavam o palco.

Brasileiras, pra variar, e uma Argentina.

Aerosmith on stage, baby!

Steven!


Ele não pára um só segundo.






Dream On pra fechar o show!

"Dream on.. Dream on.. Dream until your dreams come true!"

13 de ago de 2012

Honda Civic Tour: Linkin Park

No último sábado, 11 de Agosto, rolou o show do Linkin Park em Bristow, VA. Aconteceu no Jiffy Lube Live, um estádio de eventos, lugar bem aconchegante, seguro, com estacionamento próprio e muito bem organizado.

Incubus estava previsto para tocar também, mas acabaram cancelando. Uma pena, mas foi tudo muito bom! A banda de abertura, Mutemath, faz um som legal, meio eletrônico, bem no estilo Linkin Park mesmo. Gostei da combinação!

Linkin Park, claro, foi surreal! Chester é isso: apoia um pé em uma das caixas, e berra! A questão é: como ele consegue manter a voz o show todo? Insano! Sem pausa entre as músicas, eles tocaram direto por pouco mais de uma hora e meia. Este foi o show pra curtir, gritar, dançar, cantar...

Fiz um vídeo desde quando chegamos até o show. Vou deixar aqui para finalizar o post, junto de algumas fotos. Nem as imagens são capazes de mostrar o que foi o show, mas fica aqui de lembrança.

Ah! E, claro, desculpem os vídeos tremidos. Só parece fácil gravar tudo perfeitamente! rs

Até o próximo!


Mariane, Monique, Eu, Isabela e Glaucia.

"Tailgating", coisa de Americano...

Chegamos! \o/

Honda Civic VIP, com design da pintura dirigido pelo Linkin Park

Honda Civic VIP, com design da pintura dirigido pelo Linkin Park

Aproximadamente 700 ml de cerveja Mexicana. Quem topa?

Oi?

Livreto entregue na entrada do estádio,

Linkin Park no palco!




Ah, Chester, vem gritar assim no meu ouvido.. OH WAIT!












Vejo vocês no próximo! o/