31 de mai de 2013

Pequenices - 14

Mais um dia, esperando a irmã em frente à escola, enquanto no rádio toca a música Give Your Heart a Break, da Demi Lovato. É claro que o Pequeno teria algo a dizer...

- Aline, nunca se apaixone! Nunca! Tô falando sério.

Sábio rapaz.


*Pequenices é uma série dedicada aos ataques de fofura do Pequeno, os quais costumo postar em Inglês no Facebook.

30 de mai de 2013

Pequenices - 13

Lógica infantil:

- Hey, deixa eu te contar um segredo?
- O quê?
- Eu te amo!
- Hummm... não gosto disso.
- Ok. Tenho um outro segredo!
- Tá bom...
- Se você for pra cama agora, como um big boy, amanhã de manhã o seu Nintendo 3DS estará em cima da mesa, do lado do seu café da manhã, esperando por você!
- Uhhh! Disso eu gosto! Amo você, Aline! E boa noite!

Missão cumprida!

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29 de mai de 2013

Pequenices - 12


- Aline, tô vendo seu sutiã!
- Não tá, não! Tô vestindo camiseta!
- Tá, mas eu sei que você usa. Sei sim! Igual minha mãe, minha irmã, e a esposa do meu pai... Ah! E todas as Au Pairs usam, então quer dizer que você também usa!

Mas é o Rei do constrangimento!

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28 de mai de 2013

Pequenices - 11

Um dia qualquer, entrei no quarto do Pequeno e vi seu edredom velho fora da capa, ambos jogados no chão. Comecei a arrumar, enquanto ele pulava na cama e me fazia um milhão de perguntas sobre todos os assuntos possíveis. Quando eu terminei, ele parou por um minuto, respirou fundo, e disse:

- Eba! Aline, você acabou de salvar o dia!!!!

Shhhh! Não conta pra ninguém, mas eu sou o Superman. :)

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27 de mai de 2013

Pequenices - 10

- J, o que é isso no seu nariz?
- Onde?
- Parece canetinha...
- Eu sei lá...
- Ok, agora você tem um nariz preto.
- Ah, então eu sou um cachorro!!!!

De onde ele tirar essas concluões fofas?

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26 de mai de 2013

Pequenices - 09


Beijei seu rosto, e lhe disse boa noite.
Ele me abraçou pelo pescoço.
Beijei seu rosto mais uma vez.
Ele riu, ainda me abraçando.

- Você gosta de beijo no rosto agora?
- Não, não gosto. Mas eu amo abraços!!!

Como não amar?

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25 de mai de 2013

Pequenices - 08

Outro dia, esperando pela irmã no carro, em frente à escola, enquanto tocava a música Stay, da Rihana, no rádio:

- Aline, eu quero que você fique!
- Você quer?
- É, é o que diz a música...
- Então não é isso que você quer...
- Não, na verdade eu quero que você fique sim, Aline!!!

E aí eu começo a cantar, mentalmente, Should I Stay Or Should I Go, da banda The Clash...

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24 de mai de 2013

Pequenices - 07

No caminho de volta da escola, enquanto dirigia, começou a tocar no rádio a música Good Riddance (Time of Your Life), da banda Green Day. Como eu amo essa música, e como nela não tem nada inapropriado ou que não seja legal para o Pequeno ouvir, deixei rolar. De repente, ouço ele cantando o refrão. Na versão dele, é claro...

"Everything is 'dictable'
Everything is right
And this is the time of my life!"*

Acho que criei um pequeno punk rocker...



*A letra da música diz:
"It's something unpredictable / But in the end it's right / I hope you had the time of your life".

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23 de mai de 2013

DC 101 Chili Cook-Off 2013

E pelo segundo ano consecutivo, lá estava eu em mais um Chili Cook-Off, festival realizado pela rádio DC 101, com o objetivo de arrecadar fundos para o The National Kidney Foundation, Inc., que nada mais é do que uma instituição que realiza programas de pesquisa sobre doenças de rim, doação/transplante de rins e apoio aos pacientes. Bacana, não é?




O evento aconteceu no primeiro sábado do mês, dia 4 de Maio, e contou com seis bandas se apresentando, durante o dia todo: RDGLDGRN, Beware of Darkness, Capital Cities, Silversun Pickups, Awolnation, e Soundgarden.

No ano passado, a banda principal deveria ter sido Angels & Airwaves, meus queridinhos, mas eles cancelaram e acabou sendo Incubus, também um dos meus preferidos e foi um ótimo show pra fechar o festival! Portanto, posso afirmar que sou super fã deste festival mesmo tendo comparecido somente duas vezes.

Como qualquer festival de música, é loucura o dia todo! Muita gente, muita junk food (amo corn dog, que é uma salsicha no palito coberta por uma massa frita), muita bebida... Aliás, em se falando de bebida, a única cerveja vendida é a Bud Light, a $8 o copo (um roubo, eu sei), e o mais legal é que eles levam dois caminhões do tipo pipa, todo customizado pela marca, com várias torneiras (daquelas de chopp) do lado de fora, e montam um balcão onde as pessoas ficam ali para atender o pessoal. Eu não consigo ver aquela cena e não rir. Adoro a grandiosidade de algumas coisas nesse país!

Apesar da loucura, o que eu mais gosto de ver são as famílias que levam os filhos, e até mesmo os adolescentes que vão em bandos. A venda de bebida alcoólica só é feita para maiores de 21 anos: checam ID e entregam uma pulseira; o caminhão é rodeado por cercas e há pessoas na entrada da mesma olhando um por um pra ver se está usando a pulseira; além disso, a ficha para bebida só é vendida até as 7pm - o evento acaba às 8pm, e a bebida só é servida até as 7:30 - acho isso o cúmulo da organização. Portanto, todo mundo se diverte sem ter a preocupação se os filhos estão bebendo, coisas assim.

O evento acontece no estacionamento do estádio de futebol, o RFK Stadium, então não há cadeiras, nem muito conforto. Alguns preferem escolher um lugar na grama, em volta do estacionamento, e passar o dia por ali bebendo e ouvindo as bandas, e os outros tantos muitos preferem passar o dia em pé, de frente ao palco, para conferir todas as bandas de perto. Eu sou do tipo que não fica parada. Vou pra grama no intervalo das bandas, e quando começam a tocar eu prefiro ficar em pé, não necessariamente lá na primeira fila, mas procurando uma localização bacana pra conseguir ver o que rola no palco.

Falando em loucura, o que mais acontece na multidão, durante o dia todo, é o tal crowd surfing, que nada mais é do que quando uma pessoa é carregada, de mão em mão, por cima da multidão até chegar nos seguranças em frente ao palco. Encontrei um vídeo de um cara (clica aqui) que filmou ele mesmo enquanto era levantado pela multidão, e um outro (clica aqui) que filmou nada mais nada menos que um cara de cadeira de rodas surfando na multidão - muito respeito por quem teve essa ideia!

Claro que meu dia não poderia terminar sem adrenalina. Eu tenho medo de me jogar no crowd surfing porque tenho medo de cair, mas lá estava eu tranquilamente curtindo uma das bandas, provavelmente era Awolnation (os caras botam fogo na galera pra rolar crowd surfing), quando de repente eu ouço uma menina atrás de mim gritando "se liga aí, que estão levantando uma garota aqui atrás!". Minha primeira reação foi sair do caminho, porque eu não sabia o que fazer, eu achei que eu não ia conseguir segurar a garota pra ajudar. Só que no instante seguinte me bateu o desespero do tipo "pô, eu não posso deixar um vão aqui, se não vão passar a menina e ela vai cair!", nisso eu voltei pro meu lugar e levantei os braços, no meio da galera, e de repente senti o peso dela. Não sei onde minha mão foi parar, só sei que eu fiz minha parte e não deixei ela cair. Pronto, o Chili Cook-Off agora ficou marcado como "o dia em que eu provavelmente peguei na bunda de outra mulher". Ninguém saiu ferido, garanto.

E assim foi mais um dia de festival bem sucedido. Me diverti, ouvi as bandas que gosto, conheci bandas novas, porque é isso que também faz meu intercâmbio valer a pena. :)

Finalmente usando short!
E eu adoro quando a pessoa mira o chão pra tirar foto. Só que não.

Capital Cities, que eu simplesmente amei não só as músicas deles, mas também os covers.

Crowd Surfing

Soundgarden

13 de mai de 2013

Pequenices - 06

Quando tenho a missão de colocá-los na cama, é claro que o Pequeno sempre enrola e acaba sendo o último...

- Aline, tô com sede.
- Vá buscar sua água, corre!
- Aline, quero mais água.
- Não, hora de ir pra cama.
- Aline, você pode deitar comigo um pouquinho?
- Não, já está tarde para você.
- Então você também tem que ir dormir, Aline!
- Sim, vou pro meu quarto logo depois de você. Não se preocupe.
- Aline, me dá um abraço? E me cobre com o edredom?
- Mas eu estava te abraçando até agora e... Tá bom! Um abraço de boa noite.
- Aline, e de manhã?
- De manhã o quê? Vou te acordar pra ir à escola.
- Hummmm.. Só?
- Eu te dou outro abraço de manhã.
- Mesmo?
- Prometo! Vou te dar um abraço de bom dia.
- Então dá mais um abraço aqui, pra confirmar sua promessa!!!!

Quem disse que Americano não abraça? ;)


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10 de mai de 2013

Pequenices - 05

Nesta semana as crianças ficaram com o pai, enquanto minha host viajou a trabalho. Na terça-feira a madrasta passou aqui em casa com o Pequeno e a irmã do meio para que eles buscassem seus Nintendo 3DS. A menina mal ligou pra mim, falou um "oi" enquanto corria para buscar o eletrônico, e mais nada. Já o Pequeno, ao correr de volta para a porta, resolveu voltar e me abraçar pela cintura, roçando a bochecha nas minhas pernas, antes de sair correndo novamente para ir embora:

- Aline, você é tão aconchegante!!!... Tchau!

E eu fiquei ali, me sentindo um cobertor gigante, daqueles bem gostosos de a gente se enrolar toda e ficar no sofá assistindo Sessão da Tarde.

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9 de mai de 2013

Pequenices - 04

Um outro dia, dentro do carro esperando a irmã do meio sair da escola, enquanto no rádio tocava a música "22" da Taylor Swift, quando de repente o Pequeno se deu conta do que diz a letra...

- "It feels like the perfect night for breakfast at midnight..." ESPERA AÍ!!! O QUÊ??? Ninguém toma café da manhã à meia noite, dããã! Do que é que ela tá falando???

É, eu também não costumava tomar café da manhã à meia noite quando tinha 22 anos. Que gente estranha! ;)

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8 de mai de 2013

Pequenices - 03

Domingo à noite, as crianças voltam da casa do pai. Antes de ir jogar video game, o Pequeno bate na minha porta, entra no meu quarto, sobe na minha cama, deita no meu colo...

- Sentiu minha falta?
- Sim! Um pouquinho...
- Ah, você é muito fofo!
- E você é aconchegante, Aliiiine!

Sim, ele sempre, sem-pre, pronuncia meu nome com ênfase no "i". E ele também vem sempre se aninhar no meu colo.

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7 de mai de 2013

Pequenices - 02

Um dia qualquer, uma conversa randômica com o Pequeno, na volta da escola...

- Mamãe é mais velha que você, porque ela já foi casada e você não.
- Verdade. Eu nunca me casei!
- Ela não é mais casada, mas mesmo assim ela é mais velha que você.
- Mas ela tem um namorado agora. Eu não.
- É, você não tem. Você nunca procurou por ninguém?
- Eu não! Estou esperando você ficar mais velho, e aí me caso com você!
- Eu nunca vou ser mais velho que voc.... Espera! O QUÊ??? VOCÊ TÁ BRINCANDO, NÉ???

Homens, com medo do casamento desde: sempre! :)

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6 de mai de 2013

Pequenices - 01

Estávamos eu e o Pequeno no carro, esperando pela irmã do meio, na escola. No rádio tocava a música Undo It, da Carry Underwood. Como de costume, ele usou uma frase da música para falar qualquer coisa:

- Eu quero meu coração de volta, Aline!
- O que? Eu nunca tomei ele de você.
- Você tomou meu coração! Você disse que o fez! Agora, por favor, devolva meu coração de volta pra mim, Aliiiiine!!!

Ah, se ele soubesse que ELE é quem tomou meu coração... :)

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1 de mai de 2013

Sobre quando me tornei mãe

Especialmente para minha mãe, que sonha em ter netinhos. :)


Dizem que Maio é o mês das noivas, mas eu prefiro chamá-lo de o mês das mães. Afinal, no segundo domingo comemoramos, tanto aqui nos EUA quanto no Brasil, o dia delas (beijo, mãe!). Sendo assim, resolvi escrever hoje sobre algo que venho pensado bastante: ser Au Pair fez de mim uma (quase) mãe solteira. Vou explicar o porquê...

Quando procuramos conhecer o programa, todas as agências nos dizem o mesmo: seremos consideradas big sisters, babás divertidas que estão ali para entreter nossos pequenos enquanto toda a parte séria da educação fica por conta (ou deveria ficar) dos pais. Teoricamente, estamos aqui para fazer todas as vontades das crianças, levar onde eles querem, cozinhar o que eles gostam, participar dos jogos preferidos, viver em um mundo de comercial de margarina.

Talvez por conta da idade, por não estar mais nos "vinte e poucos anos", e sim nos "quase trinta", eu acabei tomando a responsabilidade de cuidar das crianças como se elas realmente fossem minhas, como se eu tivesse ganhado três filhos, em vez de três irmãos mais novos. E isso me fez pensar muito, nos últimos meses, como seria a versão "mãe" de mim mesma. Será que quero ter filhos? O que eu realmente penso a respeito da responsabilidade que é a criar e educar um filho?

Minha host é mãe solteira. Seu divórcio finalizou-se aproximadamente em Julho de 2012, mas quando cheguei, em Outubro de 2011, o ex-marido já não morava mais com ela. Tive a oportunidade de acompanhar o processo do divórcio e entender como funciona a guarda compartilhada. Ouvi suas histórias, seus desabafos, seus conflitos. Lido com o ex-marido e com a atual esposa. Acabei virando filha de pais separados, o que me fez pensar mais sobre casamento e família. Será que tudo precisa ser conforme mandam os costumes?

Por morar com a minha host e seus três filhos, pude conhecer mais uma mulher forte, que enfrenta - e soluciona - seus problemas sozinha, que voltou a trabalhar depois de tanto tempo sendo stay at home, que conflita seu modo de educar os filhos com o modo do ex-marido, que se esforça para sustentar a sua família. E eu não falo aqui de dinheiro. Falo do emocional, da força de vontade, do desejo de ser cada vez mais forte e independente.

Muitas vezes as opiniões dela, do pai, e até da madrasta, vão contra as minhas opiniões sobre algumas decisões que eles tomam a respeito dos filhos. Entretanto, eu aprendi a respeitar isso antes de qualquer coisa. Eu não sou a mãe, portanto não cabe a mim educá-los, e sim cuidar deles, para que estejam sempre em segurança e tudo mais. Mesmo assim, assisto à tudo e procuro tirar algum aprendizado, mesmo que este seja do tipo "o que não fazer com seus próprios filhos", seja porque venho de uma cultura diferente, ou seja porque eu acredito que haja diferentes formas de fazer as mesmas coisas.

Enquanto no meu papel de Au Pair, eu procuro trabalhar as minhas regras de acordo com os costumes da minha host, apesar de ela me dar total liberdade para decidir como agir com eles. Sou séria quando preciso ser, esmigalho meu coração quando preciso dizer um "não", mas mantenho minha decisão firme, pois é isso que as crianças esperam de um adulto: que ele seja a pessoa que tudo sabe, que tem certeza do que está fazendo. Ceder às vontades de uma criança, é fácil, dói menos, mas a longo prazo pode trazer consequências até mesmo difíceis para a própria criança. Em todos os outros momentos, que me permitem ser maleável, sou carinhosa, abraço, beijo, faço cócegas, falo - ou uso - palavras erradas para eles rirem e me corrigirem (tree em vez de three, por exemplo, e o pequeno tem espasmos de tanto rir e tentar entender o que uma árvore está fazendo no lugar do número três na minha frase), acordo mais cedo só para preparar um café da manhã homemade em vez de usar os velhos conhecidos congelados, levo para jantar no restaurante favorito, etc.

Chego a brincar dizendo que me tornei mãe solteira, pois estou sozinha nessa jornada com as crianças, sem ajuda física de mais ninguém. Enquanto a mãe está fora, eu assumo todas as responsabilidades sobre eles. Aliás, eu passei a fazer tudo aquilo que ela fazia antes do divórcio, pois ela passava o dia todo com eles. Sinceramente? Não é fácil, mas me orgulho por cada dia que chega ao fim com a sensação de dever cumprido.

O fato é que, apesar de não ter direitos legais sobre as crianças, eu aprendi a amá-las como se fossem minhas. Vez ou outra chego a tentar imaginar como seria se, por ventura, eu precisasse assumí-los como meus filhos. Seria interessante! E isso me fez abrir minha mente para tantos assuntos, sendo um deles a adoção.

Viver dois anos com uma outra família me fez perceber que sou plenamente capaz de amar crianças que não foram geradas por mim, e de ser responsável por elas, querer me tornar um modelo, ser vista como uma mulher séria, e não como a irmã mais velha. E nessa minha vida cheia de planos egoístas (no bom sentido), talvez não haja, tão em breve, tempo suficiente para eu me dedicar a uma maternidade desde o princípio, mas talvez caiba a oportunidade de dar um lar a alguma criança que tanto precisa disso. Não gosto da ideia de ser sozinha a vida toda, quero ter a minha própria família, seja ela como estiver designada a ser, e não tenho pressa, mas o tempo é cruel e ele não espera. A gente envelhece, os planos mudam, as coisas acontecem. Prefiro não planejar meu futuro com tantos detalhes, com datas, com certezas imutáveis. Foco na minha carreira, e deixo todo o resto acontecer.

Acho mesmo é que gosto de acreditar que o meu instinto materno tende mais para o acolhimento de uma vida já gerada, em vez da vontade de fazê-lo acontecer. Pelo menos é o que sinto atualmente. Quem sabe qual será minha opinião daqui alguns poucos anos? A única certeza que tenho, é que ser mãe/pai é uma das tarefas mais trabalhosas e mais sublimes desta vida, e é assim que surgem os Super Heróis. :)